Suicídio em Massa Coreia do Sul

Aline Rangel e Leonardo Aragão, em diálogo
com o
Espírito Matheus de Antioquia
(Médium: Benjamin de Aguiar)


(Aline Rangel) – Muito obrigada! Foi publicada, em revista de grande circulação no país, uma matéria que falava de uma onda de suicídios vivida pela Coreia do Sul. Além de atingir bilionários, executivos e políticos, como o neto do fundador da Samsung, um ex-presidente daquela nação e um dos maiores empresários da construção civil da Ásia, as demais classes sociais são também atingidas, chamando a atenção de especialistas. Gostaria de ouvir seus comentários a respeito.

(Espírito Matheus de Antioquia) – Vivemos tempos muito graves, em vários sentidos considerados. O ateísmo e o materialismo são vendidos no bojo da cultura consumista Ocidental. A Coreia do Sul é nitidamente alinhada, como o Japão o foi primeiramente, às ideias do Ocidente (eis por que a eclosão da endemia de suicídios se deu por terras nipônicas bem antes do que ora ocorre na pátria sul-coreana), desrespeitando sua arquimilenar cultura de reverência aos antepassados, à espiritualidade como um todo. Uma espécie de colapso do inconsciente coletivo se dá, que alerta o mundo inteiro para o perigo que o Espírito Eugênia antecipou em nosso Nome, de Nosso Grupo, de que a década de 2010 traria grandes desafios espirituais, psicológicos, sociais e mesmo políticos, decorrentes do avanço progressivo (não há pleonasmo, porque existe uma aceleração no processo) da descrença em tudo que diga respeito ao não material. Isso adoece profundamente a alma humana, arrastando-a ao abismo do desespero e da loucura…

A modificação paradigmática de uma cultura inteira – não seria exagerado afirmarmos: de uma civilização – não ocorre (ou pelo menos não poderia acontecer) abruptamente, pelo grau de estresse e esforço, energia e cisão que se dão em nível de subliminaridade do inconsciente, quanto de conduta externa, de indivíduos e coletividades. E, assim como pessoas surtam, agrupamentos inteiros, até mesmo nações (vide Alemanha nazista dos anos 1930), podem perder o senso da realidade provisoriamente. Destarte, o que já é pouco suportável para os próprios ocidentais da cultura consumista-materialista-hedonista-egocêntrico-imediatista do Ocidente torna-se de todo intolerável numa comunidade já profundamente desgastada pelo colapso de seu sistema de inconsciente coletivo.

O alerta que dissemos representar a Coreia do Norte, para o Ocidente e para o globo inteiro, diz respeito ao fato de que uma tensão mostra rupturas, primeiramente, pelo ponto mais fraco de uma corrente…

Sonhos

(Leonardo Aragão) – Obrigado também! Recentemente, num espaço de apenas quinze dias, duas importantes e reconhecidas revistas (“Isto É” e “Superinteressante”) escolheram os sonhos como matéria de capa. Gostaria de ouvi-lo a respeito desta coincidência e das possíveis necessidades coletivas e atuais em relação ao tema.

(Espírito Matheus de Antioquia) – Muito embora todos conheçamos o fenômeno da espionagem nos mercados de trabalho, sobremaneira os mais competitivos – e a imprensa escrita está em debacle no mundo inteiro, como notoriamente sabido, igualmente –, não resta dúvida de que a simples convergência ao tema (caso esta tese que apresentamos valha ao caso) já indica, por parte dos próprios profissionais de jornalismo das duas empresas, a leitura de que o povo brasileiro mais culto (aquele que tem acesso à imprensa grafada) está interessado no assunto; e se há interesse, há necessidade. Adentramos, no Brasil, em contrapartida ao que acontece na maior parte do Globo, um período de revivescência (para alguns segmentos) e intensificação (para outros setores) do âmbito místico-espiritual da alma humana. Os filmes espíritas de produção nacional, com explosão de bilheteria sem precedentes, são um bom índice do que asseveramos. O assunto psicológico está incluso na temática, porque não se pode trabalhar o espírito, sem se considerar, primeiramente, a alma. Não por acaso, Kardec denominou a sua Revista Espírita, em seu subtítulo, de “Jornal de Estudos Psicológicos”.

Vícios Emocionais

(Aline Rangel) – Quais as suas orientações para vencermos os vícios emocionais?

(Espírito Matheus de Antioquia) – Os vícios são superados e/ou curados preenchendo-se a alma com propósito, basicamente. Toda a terapêutica multifacetada de psicoterapia e medicamentos psicofarmacológicos (em casos mais graves) já é de conhecimento comum, nas classes de profissionais de saúde e atendimento a pacientes de dependência química, por exemplo. Para simplificar a temática, nos seus aspectos mais genéricos (abrangendo os vícios emocionais, qual a codependência), restringimo-nos a reforçar que, somente em se apelando a uma Força Superior, a Deus, à Espiritualidade intrínseca que subjaz a qualquer criatura, em contacto com o seu Criador, pode-se suprir uma necessidade que se faz insaciável, por constituir uma lacuna impreenchível d’outra maneira.

Estética

(Leonardo Aragão) – A Estética, utilizada no campo artístico, por aqueles que trabalham, por exemplo, com Arquitetura, Literatura, bem como no cotidiano, em situações prosaicas, como a escolha de uma roupa ou um penteado, ou mesmo na produção de um evento social, é comumente confundida com vaidade, numa avaliação superficial humana. Gostaria, se possível, de seu parecer sobre o tema.

(Espírito Matheus de Antioquia) – Nos estudos de filosofia propedêutica, é-nos dito que devemos buscar o bem, o belo e o bom. Logo, a estética, como um dos campos fundamentais da verdade ou da busca pela verdade, jamais pode ser, em si, condenada, mesmo porque indispensável para a saúde psicológica. Entretanto, a mente humana, em seus estágios intermediários de evolução, tende a tudo corromper para expressões (conforme você mesmo apresentou) superficiais e frívolas – quando não seriamente destrutivas, por desviar o indivíduo de sua missão pessoal, quanto da própria razão do viver como ser humano, que deve estar focado no bem e na realização do serviço ao próximo. Que cada um, em seu esforço de análise íntima, avalie o quanto de ego caprichoso ou de Self refinado existe em cada manifestação pessoal de busca do belo. Não é possível estabelecermos – embora saibamos que não foi pedido de sua parte – uma fórmula pronta, para questão tão complexa, profunda e, essencialmente, de foro íntimo.

(Diálogo mediúnico travado em 3 de outubro de 2010.)


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