Palestra de Benjamin Teixeira de Aguiar – 26/04/2020

 

Excertos destacados:

1.
Devemos reconhecer nossas emoções menos sãs ou pouco amadurecidas e, em seguida, tratá-las e educá-las. Enterrá-las no inconsciente, como evidenciam as escolas de psicologia de profundidade, seria o mesmo que lançá-las a um processo de “teratologização” – cedo ou tarde, tornariam à tona, à parte vígil ou consciente de nossas psiques, só que pioradas, muito mais perigosas.

2.
Ao recebermos uma sobrecarga psíquica negativa, procuremos, de imediato, o que seja o correspondente polo positivo para a descarga benéfica, ou seja, para que a energia originalmente destrutiva, aterrada em nós, flua de modo criativo e curativo. E a descoberta desse polo positivo necessariamente envolve uma iniciativa construtiva, benevolente e/ou fraterna. Convertamo-nos em estações terminais e transformadoras do mal. É uma atitude responsável para com as comunidades de que participemos, mas também um movimento fundamental de preservação da sanidade, equilíbrio e bem-estar pessoais e de nossos entes queridos.

3.
Espiritofobia – o mais profundo de todos os preconceitos: contra pessoas sem corpos físicos.
Normalmente:
1) Negamos a existência do mundo espiritual.
2) Degradamo-lo, demonizando-o.
3) Idealizamo-lo, alienando-nos na relação com ele.

4.
A decisão pelo bem não é algo que se perfaça num único ato – constitui uma tarefa cotidiana, complexa, profunda e perene.
“Vigiai e orai, para não cairdes em tentação”, disse Nosso Mestre e Senhor Jesus.

5.
Nível de decência do(a) “cidadão(ã) de bem” – revela um convencionalismo vulgar, de alguém que apenas pretende não cometer ilícitos, mas que pode ser pérfido(a), preconceituoso(a), elitista e, portanto, imoral.

6.
Nível de decência da “pessoa de bem” – procura agir com justiça em todas as circunstâncias de sua vida pública ou privada, demonstrando portar a honestidade que, em verdade, é-nos moralmente obrigatória: a que se estende para além do atendimento tão só a regras legais ou costumes de uma época e lugar.

7.
Nível de decência do(a) “servidor(a) do bem” – além de portar a honestidade que se estende para além do atendimento tão só a regras legais ou costumes de uma época e lugar, revela significativo engajamento vocacional a um ideal benemérito, seja na esfera profissional, no âmbito afetivo-familiar ou no campo de uma causa humanitária.

8.
Nível de decência do(a) “combatente do bem” – revela profundo engajamento vocacional a um ideal benemérito, seja na esfera profissional, no âmbito afetivo-familiar ou no campo de uma causa humanitária, a ponto de viver sacrifícios pessoais e mesmo martirizar-se, se necessário, em graus e de formas variados(as), em nome desse ideal a que devota sua existência.

9.
A geratriz do amor e do bem é necessariamente interna.
Primeiramente, porque só é possível preenchermos nosso vazio interior com nossos próprios sentimentos – somos o(a) único(a) morador(a) em nossas casas mentais. E, em segundo lugar, porque precisamos sentir amor genuíno para podermos sintonizar e receber o amor que outras pessoas nos dirijam.