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(Registros da Mediunidade – 16)

Benjamin Teixeira,
em interação com o
Espírito Anacleto.

Corro agora a arrumar-me, com vistas à gravação do programa de TV. Para funções de vulto, perante a coletividade, sou mentalmente assistido, à distância ou mais de perto, conforme necessidades e peculiaridades do dia e da tarefa, pela figura veneranda do sábio mentor espiritual Anacleto.

Demorava-me na tentativa de desatar os nós de alguns fios de caixas amplificadoras, para aumentar o som que saía de meu laptop, a fim de tomar banho com música relaxante de fundo, que me propiciasse, desde já, um estado meditativo, receptivo aos bons espíritos e sua sábia inspiração. Foi quando ouvi a voz segura do grande Mestre da Espiritualidade Sublime, detendo-me o gesto de perder tempo com tal tarefa (de desatar os nós dos fios) e pedindo-me que tão-só aproximasse as duas caixas de som do meu computador portátil, o que já propiciaria a funcionalidade desejada. Estes seres do Plano Excelso nunca perdem, por menor que seja, uma ensancha de nos educar e esclarecer a todos, seus pupilos, protegidos, discípulos, conduzindo-nos para a plenitude, na longa ascese evolucional, rumo ao Divino. Eis a fala de Anacleto, neste prosaico momento:

“Certos nós da vida não precisam ser desatados. Alguns sequer devem ser desatados. Compõem a teia de complexidade da existência, formada de redes, interconexões, imbricações e confusões aparentes, que não passam de paradoxos a serem destrinchados n’outro nível, quando alcançamos um plano superior de consciência e cognição, que nos permitirá enxergar além dos limites estreitos da percepção presente, que não nos propicia divisar o quadro completo… uma grande tapeçaria, intrincada, mas apresentando, vista de cima e à distância, um claro desenho de significado, propósito e finalidade.

Carmas familiares, desafios profissionais, crises existenciais – tudo isso nos parece apontar para problemas que são circunstâncias do momento e não os legítimos caminhos para a solução, com isso consumindo-nos a atenção e os esforços, as energias, recursos e tempo disponíveis, na rota errada para resolver o imbróglio em que nos debatemos.

A resolução verdadeira está no centro da questão – no centro de nós mesmos: na aprendizagem embutida na vivência, e não no desfazimento imediato do problema externo, que pode, inclusive, sequer ser um problema, de fato, quando se modifica a ótica de observação do panorama e se volta a contemplá-lo, após feita a conquista de sabedoria que a experiência desagradável promoveu.”

Wow! Isso é que é um Vovozão sábio, não é? Quanto esta sua visão panorâmica e profunda nos pode elucidar questões complicadas, e nos facilitar a vida, se a aplicarmos ao dia a dia!… Agora, tenho que sair correndo do computador, se não perco a hora da gravação do programa de TV… (risos)

(Textos redigido e recebido em 26 de março de 2010.)