A pessoa pode desdenhar, não crer e até zombar das Forças do Bem que você representa. Se ela cair nesse engodo, pregado por agentes do mal, pior para ela.

Embora tenha agido como vilã, ela pode se sentir vítima ou desejar se convencer disso, ou mesmo tentar persuadir alguém ou pretender “pintar esse quadro” até para você… As consequências serão ainda piores para ela.

Ignore aqueles(as) que receberam a rede do bem que você lançou novamente, a fim de salvá-los(as). O livre-arbítrio funciona tanto para atrair a Misericórdia quanto a Justiça Divinas. Cabe a tais almas infortunadas agir na base da consciência, buscando verdadeiramente se ressarcir pelo mal perpetrado, ou desistir de si mesmas, pela bizarra inversão de interpretação de eventos que as leva a se iludirem com a ideia de terem sido injustiçadas, quando cometeram a injustiça. Pior para elas, mais uma vez…

As Potestades Excelsas protegem Seus(Suas) legítimos(as) porta-vozes e concedem inequívocos Sinais dessa Tutela, para qualquer um(a) que queira realmente vê-l’Os. Se certas personalidades resolvem ignorá-l’Os… Nossa! De fato, pior para elas!…

O indivíduo que atira uma pedra na direção do Céu se submete à fatalidade, quer creia ou não na existência da lei da gravidade, de receber de volta não só um cascalho, mas incontáveis pedrouços, sobre a própria cabeça…

A analogia se afigura estranha, mas, na realidade, é pobre, porque o fenômeno, por ser místico, é muito complexo para nela se enquadrar. O retorno da ação maléfica nunca se manifesta de forma literal, óbvia nem proporcional – corre de acordo com a extensão da injustiça praticada. Essa avaliação é feita pelos Tribunais Celestes, cujos veredictos estão completamente fora do alcance do entendimento do(a) réu(ré), que padecerá, cedo ou tarde, os efeitos da sentença do Alto, conforme estabelecido pelas Autoridades e Leis universais do carma.

E os resultados mais infelizes (ou trágicos) amiúde espocam nos instantes menos esperados, para a perspectiva da própria figura que se permita o desatino de atacar o Que ela nem de longe tem condições de compreender…

Não importa que ela encontre quem concorde com a ótica da vítima que ela dramatiza para si ou para os(as) outros(as). Não interessa que ela não tema ser punida ou sequer acredite na existência das Sagradas Potências que regem a Proteção dos(as) Seus(Suas) emissários(as) autênticos(as), na superfície da Terra.

Essa malfadada criatura só sofrerá prejuízos, em proporções e variedades progressivamente piores, na medida em que insistir em permanecer no papel da vítima, em vez de se reconhecer como algoz em gravíssimo débito, por haver menoscabado e, blasfemamente, hostilizado uma Embaixada endossada por Deus.

Em todo caso, tranquilize seu coração e descanse a cabeça em paz. Se você fez tudo que poderia, e até mais um pouco, para salvar incautos(as) que preferem se lançar no abismo, recorde-se, mais uma vez, da parábola do endemoniado geraseno¹, nos Evangelhos clássicos, em que os(as) porcos(as), tomados(as) por espíritos diabólicos que pediram a autorização de Jesus para neles(as) adentrarem, se lançam no abismo e se afogam no lago das desgraças autodeterminadas.

Ou ainda rememore o alerta do Cristo-Verbo aos(às) que se mancomunam para se julgarem com razão em se colocarem contra os(as) verdadeiros(as) Representantes e Instituições da Divindade: “Cegos(as) condutores(as) de cegos(as)… cairão todos(as) no precipício!…”²

Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)
Gustavo Henrique (Espírito)
LaGrange, Nova York, EUA
13 de agosto de 2021

 

1. Marcos 5:1-20, Mateus 8:28-34 e Lucas 8:26-39.
2. Mateus 15:14 e Lucas 6:39.