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“Jerusalém, Jerusalém… que matas os profetas e apedrejas aqueles que te são enviados! Quantas vezes Eu quis reunir teus filhos, como a galinha reúne seus pintinhos debaixo de suas asas… e tu não o quiseste! Pois bem, a vossa casa vos é deixada deserta. Porque Eu vos digo: já não Me vereis, de hoje em diante, até que digais: ‘Bendito seja Aquele que vem em Nome do Senhor!’…”

Jesus (Mateus, 23:37-39)

Benjamin Teixeira de Aguiar
pelo Espírito EUGÊNIA.

Diria alguém tratar Jesus de uma metáfora, ao referir-se à “cidade sagrada” daquele modo, personificando-a, digamos: referindo-se à cultura do povo israelita e sua elite em particular, no que tange a certos aspectos apresentados àquela prístina época.

Entretanto, cabe-nos lembrar que, em assuntos de profundidade, que pululam das Falas de um Luminar como Nosso Mestre e Senhor Jesus, existem inúmeras camadas de significado, todas válidas, embora acessíveis de acordo com o grau de desenvolvimento e cultura, maturidade e espiritualidade do aprendiz.

No passado, os níveis mais avançados (ou mais profundos) de sentido eram reservados a círculos esotéricos de “iniciados”, muita vez com grave distorção de fundamentos. Hoje, mister se faz a abertura do maior número possível de faixas de sabedoria à mais larga cópia alcançável de viandantes sequiosos da linfa pura, transformadora e restauradora da “verdade”, conforme possam eles apreender, em seu atual grau de amadurecimento psicoespiritual.

As mentes coletivas são realidade indubitável – facilmente observáveis por inteligências mais argutas, devotadas ao campo da subjetividade psíquica humana –, sendo a maior de suas expressões o “inconsciente coletivo”, assim denominado por Carl Gustav Jung, em sua Psicologia Analítica. O inconsciente coletivo, que em tese pertenceria a todos os seres humanos, é tecido por uma rede infinita de unidades menores, começando pelos grandes subgrupos civilizacionais e linguístico-culturais, até atingir, no outro extremo do espectro, as células domésticas, formadas pelo agrupamento das mentes – encarnadas e desencarnadas – que residem em certo lar ou que compõem determinada família (biológica ou por afinidade).

Cidades têm personalidade. Países têm caráter. Povos têm vocação e missão conferida por Deus – a relação entre “Iavé” e o “povo eleito” é um exemplo dramático, clássico e bíblico dessa nossa assertiva. Não se trata de individualidades imortais, espíritos em processo de evolução, mas de “mentes grupais”, com funções tão claras que em muito se assemelham a gigante psiquismo humano, sem os aspectos felizes da moralidade e do livre-arbítrio dos seres conscientes – forças mentais cegas, apesar de ciclópicas, dependentes das interações entre as psiques que as integram, inobstante detenham em contrapartida, paradoxalmente, enorme poder de influência sobre estes elementos vivos que as constituem. Vide a nação alemã, no período do “surto coletivo” do Nazismo, e ter-se-á uma ideia da tese que aqui expendemos. A “psicologia das massas” e o próprio estudo daquele período histórico da Alemanha nazista deparam-se com enigmas insolúveis, por não aceitarem, de antemão, essa premissa elementar.

N’outras ocasiões já dissertamos e falamos sobre esta temática. Todavia, decidimos voltar à questão, de molde a trazer alguns apontamentos novos, porquanto sempre é possível conferir ângulo diferençado a um objeto de estudo. Ademais, em didática, o retorno a matérias específicas representa um dos itens fundamentais para fixação da aprendizagem, denominado, normalmente, de “repetição”, verbete este, porém, que não nos apraz utilizar para traduzir o que ora intentamos, por conotar reiteração mecânica e literal, “decorada” e sem intuição de significados profundos, algo bem diverso do que aqui nos propomos: tornar a ventilar o assunto, observá-lo por novos prismas, enxergar-lhe matizes diferençados, dentro de um caleidoscópio infinito de cores – as ideias, os valores e as possibilidades de aplicação, nas vidas individuais daqueles com quem partilhamos nossas reflexões.

No âmbito das interinfluências subliminares (algumas poucas conscientes), que a todo instante ocorrem entre pessoas e coletividades, importa considerar que existem espíritos, emanações mentais de espíritos (encarnados ou desencarnados), forças arquetípicas muito vivas, estereótipos asfixiantes, mas também os “inconscientes de grupo”, as “mentes coletivas” de classe social, profissão, gênero e tendência sexual, religião e inclinação política, famílias, instituições, cidades, províncias, nações, povos…

Atentemos às suas complexas e multifacetadas influências, para que tenhamos uma margem um tanto maior de liberdade, a discernir e deliberar de moto próprio, e não tão teleguiados – como sói acontecer com a esmagadora maioria das criaturas humanas da Terra de hoje – por agentes psíquicos de variada ordem, entrelaçados em concerto sinistro de sufocação de nosso livre-arbítrio e, pior ainda, de eclipse da clareza de percepção e consciência.

No excerto do Evangelho de Mateus que abre este breve ensaio, Jesus, o Grande Guia Espiritual não só de Jerusalém, como da Humanidade inteira, dialoga, em tom de reprimenda, com a difícil personalidade da capital dos judeus, e, no mesmo ato, prevê que Sua ausência, após a ignominiosa crucificação, constituiria para aquela comunidade uma “perda de alma” (perda do propósito maior de sua existência, como cidade-povo), o que lhe viria a atrair o nefando carma, partilhado pelos que a alimentavam psiquicamente (seus habitantes), consistente no ataque arrasador do ano 70 e subsequente diáspora, que deixou a nação israelita dezenove séculos sem território, dada a dimensão titânica do débito espiritual que assumiu por tramar e levar a efeito a morte do Cristo da Verdade para a Terra…

Sabemos que essas últimas assertivas podem soar politicamente incorretas, para alguns, já que os judeus, na cultura ocidental hodierna pós-holocausto, diferentemente do que ocorre a outras etnias, parecem não poder ser acusados de nenhum mal que hajam perpetrado. Tal conjuntura, entrementes, nos lembra o delírio dogmático da infalibilidade papal, curiosamente também atribuída ao Führer Adolf Hitler (*). Preferimos entender, destarte, que o impedimento de apontar essa culpa ominosa pela morte do Cristo seria não apenas politicamente hipócrita, mas, pior, espiritualmente criminoso, porque fomentador de posturas de orgulho de raça, que inexoravelmente conduzirão, se não corrigidas em tempo, a carmas ulteriores equivalentes ao que já padeceu o tão sofrido povo judeu, nos diabólicos campos de concentração nazistas. Não por acaso, até hoje Jerusalém prossegue como uma, por assim dizer, permanente praça de guerra, passados vinte séculos da morte física de Nosso Mestre Jesus.

Alertemo-nos. Em recebendo os alvitres sutis de nossa Consciência, que o Cristo neste trecho sublime dos Evangelhos representa, sigamos-Lhe os nobres reclamos, com ardor e disciplina, para que não venhamos a sofrer – permitam-nos reiterar, pela relevância do conceito – a dor de dar as costas à Graça, introduzindo-nos numa indeterminada fase de desgraças que não teremos poder para interromper, ainda que desejemos retroceder sobre nossos passos e corrigir os erros cometidos, visto que, depois de desencadeados certos eventos do destino, resta-nos tão somente suportá-los, até que percam a força de sua energia numinosa – poderosíssima, bem mais que a das mentes coletivas, pois de origem em Leis Espirituais Cósmicas.

Eis a razão para o Cristo Jesus tanto nos advertir de que estivéssemos prontos para “aquela hora”, que viria sem avisar, interpretada mais óbvia e recorrentemente como sendo o momento da morte física. Esta, contudo, é apenas uma de suas muitas formas de manifestação, porque divórcios, demissões, falências, perdas de entes queridos, acidentes mutilantes e tragédias de todo jaez bem retratam essa natureza de acontecimentos-consequências que não se podem reverter. E a criatura incursa nesta ordem de experiência corretiva ver-se-á obrigada a padecer, com paciência, a fim de aprender mais, e não com revolta, que tão só lhe aumentará a extensão e gravidade da cadeia de eventos desastrosos vida afora.

(Texto recebido em 24 de julho de 2012.)

(*) Pelo ministro da propaganda nazista Joseph Goebbels, em documentado discurso de 1934. Para culminar tal movimento sinistro, Goebbels, em 1936, viria a declarar o Nazismo uma “religião a ser respeitada”.

(Nota do Médium)


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