Certa vez, um grande filósofo1 asseverou que o coração tem razões que a própria razão desconhece. Ao dizer isso, estava coroado de razão, de coração, de intuição e de Divina Inspiração.

Se você almeja compreender, mais ampla e profundamente, os mistérios da vida, procure – sem intenção de fazermos paradoxo – pensar mais com o coração e sentir menos com o cérebro.

O busílis dessa matriz conceitual – e chave perceptiva para as mais importantes portas de entendimento da condição humana – jaz lastreado na complexidade da existência, que, em suas multiformes expressões e bilhões de variáveis entrelaçadas em inextricáveis equações etiológicas e infinitas linhas de eventos futuros potenciais, é inteiramente inacessível à capacidade de processamento cognitivo da parcela racional-analítica da mente humana.

Intuição geminada a consciência, razão conectada a senso de propósito, caráter jungido a uma perspectiva mística e/ou paranormal de observação do mundo – somente isso pode propiciar, com relativo grau de acerto, a criaturas em nível hominal de evolução, uma compreensão apropriada dos desígnios de Deus para si, pela parcial leitura de finalidades últimas e significados profundos de situações, pessoas e ideias.

Canalização de Matheus-Anacleto e Eugênia-Aspásia (Espíritos)
Mensagem de MARIA Cristo
Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)
23 de outubro de 2019

1. Blaise Pascal, 1623-1662.