[No quadro acima, um apanhado contendo algumas das maiores estrelas do cinema clássico, em sua denominada, pelos especialistas em cinematografia, “Era de Ouro de Hollywood” – o período que vai de 1930 a 1960, principalmente os primeiros 20 anos desta fase –, entre elas: Lauren Bacall, Vivien Leigh, Elizabeth Taylor, Katharine Hepburn, Audrey Hepburn, Grace Kelly e Rita Hayworth. A sofrida figura do tratamento interdimensões narrado abaixo viveu na famosa meca do cinema, na mesma época e com idade similar a boa parte desses vultos “imortalizados nas telas” (ou, como alguns críticos as chamavam, “elogiosa” e idolatricamente: “monstros sagrados”), atrizes hoje quase todas mortas no corpo material, e as poucas remanescentes, no domínio físico de existência, imensamente avançadas em anos, muito longe do glamour e beleza que ostentaram em tempos idos, por mais progredissem as ciências e técnicas de cirurgia plástica e medicina estética. Acreditamos, por outro lado – o que foi, a posteriori, confirmado pelos Orientadores Desencarnados –, que a tal entidade tenha sido trazida, ao núcleo central da Instituição, a partir das atividades desdobradas em terras americanas pelo Instituto Voltaire, o braço da Organização nos EUA, fundado por nosso querido amigo-irmão em ideal Marcone Vieira. (Nota de Benjamin de Aguiar)]

(Relatos de Reuniões Mediúnicas de Desobsessão com Benjamin de Aguiar – 02.)

Redação de Delano Mothé,
Revisão conceitual de Benjamin de Aguiar.

Em nossa segunda oportunidade de interagir diretamente com o Outro Lado da Vida, propiciada pela bênção da mediunidade de nosso estimadíssimo Professor Benjamin, com vistas ao auxílio a entidades desencarnadas carecentes de acolhimento, conforto e orientação, somávamos, ao todo, nove pessoas no plano físico de existência, dentre as quais se encontrava a querida amiga-irmã Aline Rangel, Diretora de Docência de nosso Educandário espiritual-cristão, que fora indicada pelos Mestres Espirituais, desta feita, a canalizar, por via inspirativa, o esclarecimento ao(à) atendido(a) daquela noite, segunda-feira 30 de maio do corrente.

Encerrada a parte inicial da reunião, com a oração de abertura dos trabalhos, em meio a leituras, estudos e comentários de nosso Mentor-médium encarnado, buscamos o imprescindível estado de introspecção, prece e disposição ao serviço benemerente, para que os tratamentos e socorros – extensivos, naturalmente, aos participantes de nossa esfera de ação, em medida e profundidade que nem de longe podemos divisar – encontrassem o melhor terreno para medrar e frutificar, nos corações de todos os presentes.

A partir de uma narrativa prévia do solícito medianeiro, por meio de sua psicovidência, a respeito da problemática que partilharíamos vivamente, através do processo de incorporação que se desdobraria logo em seguida, tivemos notícia de que já conhecíamos parcialmente a personalidade espiritual trazida ao intercurso libertador, identificada com o pseudônimo Lili MacLy, conforme mensagem postada neste mesmo site, em 06 de janeiro de 2011, intitulada “O Diário de Lili MacLy”. Esta personagem criada pela própria entidade sofredora, que se deixou enlear por extremada fixação na beleza física e na conquista do estrelato como diva do cinema, a qualquer custo, acabou por dominá-la por completo, conduzindo-a a uma velhice desesperadamente dolorosa e angustiante, até seus últimos dias no corpo biológico, como ainda após o decesso carnal, porquanto, aprisionada em seu monoideísmo em torno das almejadas jovialidade, formosura e fama eternas, nem sequer se deu conta de sua morte física, apresentando-se-nos totalmente inconsciente da realidade espiritual em que se encontrava.

Embora os esforços da Psicóloga esclarecedora, que primaram pelo acolhimento da atendida e bastante critério em não fazer revelações extemporâneas (como o fato de sua desencarnação, para o qual não estava emocionalmente preparada), nossa anciã aturdida permaneceu impermeável a quaisquer ideias que não condissessem com sua preocupação única: rejuvenescer e tornar-se uma megaestrela da indústria cinematográfica. Rejeitou, igualmente, a informação que obteve do próprio médium, em consórcio com os Orientadores Espirituais que secundavam nossos esforços, de que reencarnaria na América Latina, provavelmente em terras brasileiras, e, ainda, num corpo masculino – homossexual, ao que tudo indicava (1) –, para que, ao menos, não lhe fosse facultado um acúmulo maior de débitos relativos a sucessivos abortos realizados em sua última experiência feminina. E, voltando ao seu torvelinho mental vicioso, engolfava-se, sucessivas vezes, nas mesmas aflições repetitivas, mostrando-se irremediavelmente impossibilitada de desapegar-se daquela imagem, já perdida no passado, de atriz promissora, jovem e bela, com seus lindos cabelos aloirados e olhos azuis, nos longínquos anos das décadas de 1920 e 1930… (2)

Quando a lucidez se lhe aclarava, e a pobre irmã em Cristo atinava para sua real contingência de vida, a dor se lhe fazia mais aguda, desatando-lhe do peito um choro convulso de desolação, face ao inevitável dessa sua nova condição, que relutava em aceitar, mas que lhe brotava premente do fundo d’alma. A carga emocional desses momentos era tal, que também éramos levados às lágrimas da empatia fraterna, rogando ao Alto, mais sentidamente, inspiração e forças renovadoras à triste velhinha iludida.

Eis que lhe pareceu, em espírito, ostentando a mesma aparência do passado, exatamente como a via nossa atriz-candidata aos galarins da celebridade, a figura da bondosa camareira que, à época de sua mocidade, caridosamente tentava-lhe incutir algum juízo aos destrambelhos emocionais. Tal intercessão socorrista, no entanto, a princípio renovou-lhe a esperança de encontrar o cirurgião plástico perfeito, que fora capaz de executar aquele maravilhoso prodígio em sua assistente de bastidores, mantendo-a jovem inalteravelmente, com o aspecto que tivera há 80 anos. Com o coração alentado de alguma maneira, ante a presença amiga e as perspectivas fantasiosas que lhe advieram à mente, Lili foi então sedada pela Equipe Médica Espiritual, que se incumbiu, a partir daquele ponto, de prosseguir com o devido tratamento, a fim de ajudá-la a se libertar do jugo de suas cristalizadas ilusões.

Se recebemos da Infinita Bondade de Deus a dádiva deste ensejo de aprendizado e serviço humanitário, reflexionemos mais acuradamente nas lições que nos digam respeito a todos, já que somos, da mesma sorte, amparados, assistidos e salvos de nós mesmos continuamente, tantas vezes fazendo-nos necessitados de maior quota da intervenção constante dos Benfeitores Espirituais. O drama da mulher provecta desencarnada nos chama a atenção para as bases de nossa autorrealização profunda, tão conhecidas mas pouco aplicadas normalmente: inteligência e sentimento. O conhecimento e os propósitos de trabalho dirigidos ao Bem comum não encontraram espaço na casa mental e no coração da socorrida atormentada por vaidades vãs, assim como, amiúde, não nos inspiram quanto deveriam, na busca da tão almejada felicidade, que não prescinde destes alicerces seguros para se erigir e consolidar-se no imo de nós próprios.

Ao final de nosso encontro de almas irmãs, fomos ainda agraciados, por mercê da Misericórdia Maternal Divina, com a nobilíssima visita do Espírito Gustavo Henrique, que, fazendo uso ainda da bendita mediunidade de nosso Canal Benjamin, transmitiu mensagens pessoais a todos os convivas, revelando sabedoria e exalando amor ao próximo, elucidando elementos de conflitos individuais e esclarecendo conjunturas emocionais aflitivas de cada qual, além de incluir, nesse bojo essencialmente espiritual dos legítimos comunicados de Procedência Superior, a extraordinária soma de 24 dados completamente desconhecidos do porta-voz interdimensões, todos confirmados como exatos e íntimos (não divulgados a nenhum encarnado) pelos destinatários (inclusive este narrador), de molde a nos evidenciar não só a maravilha da imortalidade da alma e da assistência da Espiritualidade Amiga (como mui frequentemente acontece em nosso Templo-escola), mas também a fidedignidade e realidade dos casos contemplados nestas reuniões mediúnicas de desobsessão, tratamento e cura, sob a batuta segura de nosso Professor-Líder e os Auspícios Celestiais de Maria Santíssima.

(Texto redigido entre 31 de maio e 3 de junho de 2011.)

Notas do Autor:

(1) Para que não demos espaço a interpretações equivocadas por parte dos leitores menos afeiçoados aos assuntos espirituais, cabe-nos um esclarecimento quanto à coincidência deste episódio, acima relatado, com o caso descrito no primeiro artigo desta série: a de que ambas as entidades tratadas precisarão reencarnar em corpo invertido sexualmente (em relação às suas tendências psicológicas dominantes) e suportar a prova da homossexualidade, num mundo ainda homofóbico. Os dois espíritos apresentaram uma tal resistência aos estímulos fraternos de superação de seus preconceitos e ideias fixas, que somente os meios mais dramáticos lhes seriam aproveitáveis para a impostergável transformação. Na hipótese anterior, aquele senhor escravocrata (2) precisava se colocar no lugar dos que considerava inferiores, para sentir as dores dos discriminados e desrespeitados em sua dignidade humana, de molde a se emendar sob os mesmos golpes (físicos e morais) que tantas vezes impingiu a irmãos de evolução, do alto de sua condição de favorecido pelas convenções e costumes socioculturais passageiros. A homossexualidade programada geneticamente num organismo feminil lhe garantiria tal injunção para os anos vindouros, já que os gays são hoje, e o serão por um bom tempo ainda, objetos preferenciais da sanha dos preconceituosos, como já o foram, em maior medida, as mulheres e os negros d’outros tempos. No que concerne ao quadro desta idosa profundamente apegada à beleza jovial, a bênção do estímulo adequado a lhe arrancar de sua prisão autoimposta deveria ser a experiência de renascer como homem, eventualmente com fortes inclinações homossexuais, em vista de seus enraizados condicionamentos emocionais vinculados às vivências reiteradas em corpo feminino. Tais tendências (à homossexualidade) poderiam, por óbvio, ser desativadas provisoriamente, mediante um projeto genético que lhe garantisse a orientação heterossexual, mas essa medida talvez não lhe constituísse a melhor circunstância de vida, pela possibilidade de propeli-la aos mesmos erros que lhe consumiram a mente e o coração em sua última falência reencarnatória. As provações relacionadas à homossexualidade, portanto, não consistem em castigo, absolutamente, nem nestes casos, nem em quaisquer outros, mas tão só em desafio evolutivo (frente às pressões da maioria ainda homofóbica, movida pela ignorância e insensatez), para que se superem os preconceitos e se possa, então, buscar a libertação, a transcendência, a felicidade (3).

(2) Alguns, por outro lado, poderiam estranhar o fato de haver espíritos presos em padrões de sofrimento por longos anos, décadas, séculos… Lançamos aos leitores com semelhantes dúvidas, todavia, estas indagações provocativas: Quem não conhece aquela(s) pessoa(s) que se conserva(m) impermeável(eis) a qualquer tipo de mudança, durante toda uma reencarnação? Quem pode dizer que não traz em si traços viciosos e renitentes, de difícil erradicação em apenas uma existência física?… Chegando ao mundo espiritual, cada criatura continua vivendo, de forma muito mais pujante e pungente, os próprios pesadelos íntimos que sinistramente acalentou, pelo orgulho e egoísmo exacerbados, ou a glória dos frutos da semeadura no Bem, partilhando a ventura dos que buscam ofertar o melhor de seus corações ao próximo, abraçando causas e ideais humanitários.


Nota do Revisor Conceitual:

(3) Desejaríamos destacar, entretanto, que as situações compulsórias de tratamento psicomoral NÃO constituem a causa fundamental para o nascimento em “corpo gay” (digamos assim, porque existem fortes indícios, assentados em pesquisas científicas, de que há condicionantes genéticas para tanto), ou, n’outras palavras: a maioria dos homossexuais NÃO são propriamente almas em carma. O mesmo se pode dizer de pessoas que padecem preconceito na cultura atual, como negros ou indivíduos despojados de beleza física. Expressivos contingentes de Espíritos de Escol descem em condição sexual “invertida”, para realizarem tarefas de vulto – como foram os casos de Chico Xavier, Joana D’Arc, Leonardo da Vinci ou Eleanor Roosevelt –, de maneira que, na não constituição de famílias, ao modo convencional, tenham mais tempo livre para se dedicarem às suas obras de interesse coletivo. Vale ainda aditar que, à medida que o preconceito se suaviza, temos, como asseverado, inclusive, pelo Espírito Emmanuel – através da pena mediúnica do próprio Chico Xavier, no clássico “Vida e Sexo”, de 1968(!) –, um maior percentual demográfico de homossexuais no seio das comunidades humanas, pelo significativo estímulo evolutivo que a troca de pólo sexual favorece, em incentivando determinado conjunto de experiências mais vinculadas a uma ou a outra anatomofisiologia corpórea (feminina ou masculina), pois que até o cérebro e o sistema nervoso, como um todo, diferem substancialmente entre homens e mulheres, sem contar todos os meandros complexos, no campo do humor e das emoções, pelas vívidas diferenças que outrossim acontecem, no aparelho endocrinológico, num estudo comparativo entre os dois gêneros.

 


Ajude a santa e sábia Mestra Espiritual Eugênia e Seus Amigos igualmente Mestres Desencarnados a disseminarem Suas ideias de sabedoria e amor, e, com isso, tornarem o nosso mundo mais feliz e pacífico. Basta que encaminhe este arquivo a sua rede de e-mails. Para tanto, utilize a ferramenta abaixo, com os dizeres: “Envie esta mensagem para seus amigos”.

Se você está fora de Sergipe, pode assistir à palestra de Benjamin de Aguiar, ao vivo, aqui mesmo, pelo nosso site, mediante uma colaboração simbólica, destinada à manutenção dos equipamentos utilizados na transmissão via internet. Para acessar-nos, basta que venha até cá, às 18h de domingos, horário de Aracaju (atualmente alinhado com o de Brasília), e siga as instruções aqui dispostas, em postagem específica. (Lembramos que a entrada para a aula presencial é gratuita.)