Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.


Prezados irmãos:

É bem verdade que todos nós somos, em diversas circunstâncias da existência – e assim, até certo ponto, podemos nos considerar – joguetes de forças que não podemos controlar. Entretanto, apesar de submetidos a estas ingentes forças, a estes vetores de indução do comportamento, a estes fatores patogênicos, não podemos jamais nos eximir da responsabilidade ante toda conduta por que enveredemos.

Gostaríamos de, a respeito disto, minudenciar algumas questões. Primeiro: importante considerar que fatores genéticos, embora importantes, jamais são determinantes. Indicam tendências hormonais, bioquímicas, neurofisiológicas; jamais obrigações de conduta. Segundo: elementos sociais – poderíamos chamar sociopáticos – igualmente, seja no nível mais amplo da sociedade, seja na esfera diminuta do lar, impingem, sobre o indivíduo, uma série de distorções na formação da personalidade e do caráter. Sobrepairando, todavia, também este elemento indutor da conduta, impera o atributo fundamental, característico indissociável da condição humana, do livre arbítrio. A par disto, é sabido que, amiúde, a margem de manobra do livre arbítrio é extremamente estreita, dado tanto o calor dos elementos bioquímicos do corpo, bem como do magnetismo cultural do contexto social em que o indivíduo está inserido. Entrementes, a Divina Providência jamais exige de ninguém aquilo que não possa fazer.

Portanto, quando nos virmos, aqui ou ali, nesta ou naquela conjuntura da vida, sujeitos a forças que nos inclinam a agir mal, ponderemos. Será que de fato estamos nos dobrando à tentação do desculpismo, assim racionalizando as nossas viciações emocionais, conceituais e, por conseqüência, comportamentais? Ou chegou o momento de agirmos mais efetivamente, de nos esforçarmos no sentido de desenvolver as nossas aptidões latentes ou embrionárias, e, desse modo, acelerarmos nosso processo evolutivo em boa hora? Alguém dirá que a distinção entre uma e outra situação é extremamente sutil, inacessível ao juízo de valor vulgar. Discordamos desta conclusão, entretanto, já que, como falamos há pouco, o Criador não esperaria de ninguém aquilo que não fosse possível ser realizado.

Destarte, auscultando a voz da própria intuição, ouvindo o fundo do próprio coração, dando atenção aos alvitres da consciência, qualquer pessoa, em qualquer quadro situacional, sabe se está se desviando da reta senda apontada por Deus para si, ou se está se mantendo na trilha do bem, da verdade, da sabedoria e do amor.

Que cada um, assim sendo, faça uma avaliação judiciosa de si mesmo, a fim de que possa, por conseguinte, chegar a ilações apropriadas, a respeito do que deve ser foco de esforço ou, tão-somente, de auto-indulgência.

(*) (Mensagem recebida pela psicofonia – método de comunicação mediúnica conhecido vulgarmente por “incorporação” -, pelo médium Benjamin Teixeira, em 15 de março de 2005, em reunião mediúnica fechada, na sede do Projeto Salto Quântico. A esmagadora maioria das demais mensagens neste site foi recebida por meio da psicografia ou “escrita mediúnica”)