por Benjamin Teixeira

Outra forma interessantíssima do fenômeno de vozes diretas (*1) acontece através da TCI (Transcomunicação Instrumental), em que se faz uso de aparelhos eletrônicos para a captação de som e imagem do mundo espiritual, sem o concurso direto de médiuns ostensivos. Neste caso, emanações ectoplásmicas são manipuladas por especialistas da Outra Dimensão de Vida, para ferirem o sensível mecanismo dos aparelhos, favorecendo muito perceptíveis comunicações, sujeitas, inclusive, a exames audiológicos, em alguns casos ficando evidenciada a autenticidade de certas comunicações, como provenientes de indivíduos que viveram no plano físico e não mais estão entre nós. Tecnologia ainda embrionária; entretanto, causa estupor, com o pouco que já revela.

Vou relatar, brevemente, apenas dois casos que se deram comigo, a fim de ilustrar a temática. Mais uma vez, cito os nomes dos envolvidos, após lhes haver auferido a natural autorização para a abertura em público de sua privacidade. Estávamos em casa do artística plástico Willy (Guilhermo David Valenzuela), ao lado de sua esposa Dora (Maria Auxiliadora Souza), além das amigas Gilmara Andrade e a mesma que preferiu o anonimato – estas presenciaram também o outro caso que aqui narramos sobre pneumatofonia (*1) –, quando, alta hora da noite, o casal anfitrião, que se dedica a pesquisas em torno da TCI, propôs nos comunicarmos com a Outro Domínio de Vida. Obtida, rapidamente, anuência de todos, “Dora” apanhou um pequeno gravador de bolso, ainda para fitas magnéticas, e, passando-o para Willy, que procedeu formalmente à abertura da reunião, fez uma tocante prece, pedindo a orientação e proteção do Espírito Eugênia para sua casa.

– PROMETO !
Entreolhamo-nos de olhos esbugalhados. Era uma voz do Além. Todos estávamos em silêncio, e as cinco testemunhas, bem acordadas e lúcidas, sabíamos que, enquanto o eletrônico realizava a gravação, ninguém falara absolutamente nada. A fita cassete permanece em poder do casal, para os cépticos e curiosos de plantão.

Em 1992, outro evento da mesma natureza ocorreu, em presença minha e de mais oito pessoas, aproximadamente. Que me recorde, além de mim, testemunharam-no: minhas irmãs, minha mãe e Patrícia Regina Carvalho, aluna da academia por aqueles dias, atualmente odontóloga no Estado da Bahia – não consigo lembrar-me, lamentavelmente, dos demais.

Estava acontecendo um ensaio para poucas alunas do corpo de baile da “Academia Sergipana de Ballet”, quando Dorinha deu ao aparelho de som o comando de rebobinar a fita magnética (à época, os CDs não estavam ainda em voga), e todos nos embasbacamos ao ouvir, em lugar da música que há pouco havia sido reproduzida em tal trecho da fita, uma “aula de ballet” vinda “sabe lá Deus de onde”… Arrepiamo-nos e nos entreolhamos. A aula que surgiu na reprodução era à moda antiga: alguém executava ao piano, a mestra desferia batidas rítmicas no estrado com a varinha, para marcar os passos das alunas, e o idioma, notadamente, era estrangeiro, provavelmente do Leste Europeu…

O mais impressionante de tudo: estes eventos e suas pesquisas estão generalizados. Há gente decente e capaz se dedicando a esta ordem de estudos – no caso das vozes paranormais, especificamente denominado de EVP’s (“Electronic Voice Phenomena”). Só na Alemanha, estimava-se que, ao final do século findo, havia mais de 5 mil grupos de pesquisa e experimentação de Transcomunicação. O próprio Thomas Edison, em 1928, tentou construir uma máquina para estabelecer uma ponte de comunicação interdimensional, não contando, à época, com tecnologia apropriada para tanto. Em seu tempo, a humanidade estava, então, na era dos aparelhos eletro-mecânicos, ou, no máximo, elétricos, muito distantes da delicadeza dos eletrônicos modernos, bem mais suscetíveis de serem “impressionados” pelas energias sutilíssimas passíveis de manipulação por nossos amigos na Dimensão Extrafísica de Vida.

Em suma, quero deixar registrada mais uma pequena peça de argumentações no sentido de respaldar, publicamente, nossa convicção na imortalidade da alma humana, a fim de partilhar com nossos caros leitores a fabulosa, confortadora e libertadora certeza de que nós e nossos entes queridos jamais morreremos (apenas o veículo físico fenece); de que todo sofrimento tem um fim útil – de aprendizado e crescimento íntimo –; e de que, perfectíveis, amadurecendo no carreiro de sucessivas reencarnações, tornar-nos-emos cada vez mais livres da canga de neuroses e limitações psicomorais diversas, rumo a níveis progressivamente mais altos de felicidade e de paz.

Terminamos a curta sessão, e Willy voltou a fita para o início. Qual surpresa (apesar de todos sermos espíritas e três, médiuns ostensivos), quando, ao reproduzir a passagem em que a dona da casa fazia o pedido a Eugênia, ouvimos um sonoro, feminino e sereno:

(Revisão de Delano Mothé)

(*1) Este artigo continua o da semana transata, publicado como “Mensagem do Dia” em 24 de novembro de 2006, sob o título “Pneumatofonia: a Fala Direta dos Espíritos”.
(Nota do Médium)

 

A Mais Moderna e uma das Maiores do País.

Entre 700 e 900 pessoas se aglomeram nas concorridíssimas palestras de Benjamin Teixeira, proferidas todo domingo. Jácome Goes faz a prece inicial. Enriquecendo a noite, há ilustrações com trechos de filmes e a espetacular fluência, cultura e vanguardismo de Benjamin, coroada com a fala de sabedoria ímpar da bondosa Eugênia, o guia espiritual do Salto Quântico, pela mediunidade do próprio conferencista. Para completar, antes dos passes individuais, ocorre a deliciosa e libertadora “Entrega a Maria”, conduzida pelo nosso líder. Por fim, a proteção e orientação da Espiritualidade Superior para todos que se habituam a comparecer ao evento. Além de tudo isso, uma equipe de maduros voluntários está disponível para aconselhamento gratuito, e recursos audiovisuais ilustram desde a prece até os avisos finais. O que você pode estar fazendo de mais interessante que tudo isto junto, no domingo, às 19h30min? Este, que é o melhor e maior entretenimento “cult” da cidade, e, sem dúvida, o mais moderno do país, tem entrada franca e acontece no Espaço Emes.

Delano Mothé, Diretor do Departamento de Divulgação e Edição do Salto Quântico.