Não há espiritualidade autêntica, nem mesmo civilidade genuína, se o binômio discernimento e livre-arbítrio não for considerado inviolável.

Obviamente, isso não justifica infrações a um código legal estabelecido, em certo tempo e lugar. Mas, se até leis injustas podem abrir espaço ao ato heroico e louvabilíssimo da desobediência civil, o que não seria esperável em circunstâncias menos extremadas?

O primado da consciência, o respeito e o incentivo ao juízo de valor, a busca da coerência entre a conduta e os princípios morais esposados por um indivíduo constituem um eixo fundamental da dignidade humana – axiomático e incontestável, sob qualquer ponto de vista.

Mais uma vez, evoquemos as balizas do Pensamento de Jesus, exarado nos Evangelhos clássicos, e encontraremos dois pilares a lastrearem essa plataforma conceitual: “Buscai, primeiramente, o Reino de Deus e Sua Justiça”¹ e “O Reino de Deus está dentro de vós”².

Benjamin Teixeira de Aguiar (médium)
Eugênia-Aspásia (Espírito)
em Nome de Maria Cristo
Bethel, CT, região metropolitana de Nova York, EUA
5 de fevereiro de 2021

 

1. Mateus 6:33; Lucas 12:31.
2. Lucas 17:21.