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Benjamin Teixeira de Aguiar
pelo Espírito EUGÊNIA.

Devemos trabalhar por promover a felicidade das pessoas. No entanto, como atacar o problema da felicidade, sem começarmos pela solução de enxergar e educar os pontos que demandam educação em nós mesmos ou em terceiros, sob nossa direta responsabilidade?

O otimismo “cor de rosa” do ver tudo “positivamente” tem algo de esquizoide e, por outro lado, de infantil e irresponsável. A visão lúcida engloba uma perspectiva de sofrimento, inerente à existência humana, inobstante com o foco no bem e na realização do melhor, como metas a atingir. Não se cura um corpo enfermo sem se observarem e estudarem o diagnóstico e as possíveis terapias medicamentosas a serem prescritas. O mesmo se dá com a alma humana, com o destino da criatura, seus propósitos.

Não se pode, por exemplo, para resolver uma relação problemática, evitar facear os aspectos menos agradáveis nela implicados, seja para se encontrar uma saída honrosa e diplomática de reconciliação, seja para concluir pela ruptura inevitável dos laços de intimidade – enquanto as premissas de circunstância destrutiva e a incompatibilidade de valores pessoais de cada parte envolvida não se modificarem. Esquivar-se às conversações conflitantes e discordantes, como padrão de conduta, inviabiliza a eventual descoberta de uma vereda razoável de pacificação e harmonização de um relacionamento. Trata-se de um paradigma aplicável a todos os âmbitos da condição humana. Fugir da dor, de um modo geral, como filosofia de vida, impede que galguemos a tão almejada felicidade, em quaisquer campos observáveis de ser, agir e sentir, e, pior ainda, quase sempre maximiza o sofrimento de que nos pretendemos evadir.

E tranquilize-se, prezado(a) amigo(a), se você precisou viver uma tempestade emocional e/ou relacional, ao pugnar, sinceramente, por refazer vínculos afetivos que se perderam no tempo… Se houve excessos aqui ou ali, no instante da peleja construtiva do encontro (e confronto) das “verdades pessoais” de cada lado “litigante”, recolhamos a mesma lição sobre educação infantojuvenil: melhor a disciplina severa do que nenhum sistema de disciplinamento. Importante conceder a inteireza d’alma, sem reboços, para que se possa descobrir a camada mais profunda da verdade de sentimentos personalíssimos de parte a parte, ou não se terá um genuíno reatar de relacionamento, e sim um simulacro de relação entre máscaras ficcionais de personalidade, mesmo que bem-elaboradas.

Você está de parabéns se, num contato familiar ou amical, embora procurando abordar de maneira diplomática questões delicadas, responde com firmeza a ataques, abertos ou velados – a firmeza que indica a segurança de propósitos e a clareza de consciência de quem sabe estar imbuído(a) de boas intenções e honesto propósito de alcançar um entendimento plausível, dentro de uma conjuntura interpessoal já difícil. A harmonização legítima nunca se dará pelo umbral malévolo do desrespeito à dignidade e autoestima suas, nem do interlocutor do diálogo complicado.

Quando a outra criatura não sai do circuito da ironia, do sarcasmo, das manipulações pueris de culpa, e se rende, ainda que parcial e temporariamente, às posturas defensivas do ego, negando-se a falar com abertura verdadeira de coração, que se faria imprescindível para um reatar decente de relacionamento, sintamo-nos completamente cobertos para nos preservar em paz, à distância, e deixemos que o incauto siga sua rota de escolhas inviolavelmente pessoais, ainda que seja ele um parente consanguíneo próximo ou outro gênero de ente muito querido.

A partir do momento crucial em que finalmente se evidencie, de modo inequívoco, que o outro lado não deseja sair dos padrões viciosos de maus-tratos, deliberados ou inconscientes, pode você descansar no sentimento de dever bem cumprido: fez tudo que lhe cabia. Agora, o antigo afeto está por conta própria, quanto das leis indefectíveis do carma – embora saibamos, obviamente, que você não desejaria vê-lo sofrer os efeitos da própria estupidez que o enceguece, intelectual, emocional e/ou espiritualmente.

À guisa de proteger quem opta pela ilusão e soberba, não podemos arrogar-nos o direito da derrogação de uma lei funcional do Universo, estabelecida pelo(a) Criador(a): existem regiões e destinos infernais, para seres que conscientemente prefiram a fuga do paraíso (que, como nos lecionou Nosso Mestre e Senhor Jesus, está dentro de cada um de nós – pelo pórtico da tal “verdade de sentimentos”), até que se saturem de sua condição e suas dolorosas consequências e, de livre e espontânea vontade, retornem ao “Regaço do(a) Pai-Mãe” (princípio tão bem exarado na parábola crística do “Filho Pródigo”), sempre de Braços abertos a quem deseje, livre e verdadeiramente, voltar ao plano de consciência da bondade, da justiça e da, conforme denominou também o Cristo-Verbo (reiteramos a expressão): “verdade” – a verdade pessoal de não ignorar suas motivações mais profundas, bem como suas falhas, quedas, inclinações destrutivas, quanto, por outro lado, até mesmo suas tendências e feitos benevolentes não reconhecidos conscientemente.

O tempo de libertação da outra parte é assunto dela. O seu, contudo, estimado(a) leitor(a), é agora, porque já esgotou os meios de iniciativa que lhe estavam ao alcance, no sentido de promover a melhor relação entre ambos, de fomentar um movimento de resgate do antigo afeto. Então, repouse, no Seio do(a) Senhor(a). Não há nada por que se perturbar e se condenar. Você lhe concedeu sua verdade pessoal… e o antigo amigo, que não descobriu sua verdade íntima, não tem, não tinha, ainda que quisesse, o que oferecer, a não ser as mentiras que prega a si mesmo. Um dia, ele também saturar-se-á de suas ilusões e passará a novo nível de consciência, nesta, depois desta ou noutras vidas, não importando quanto tempo consuma neste processo de autodescoberta, tempo este, porém, que você não deve computar, nem esperar, mas tão só confiar a Deus, enquanto investe a mesma quota de horas, dias ou séculos, no bem d’outras pessoas, outros amores e amigos, que demonstrem, claramente, estar sequiosos pelas sementes de felicidade, em forma de bolotas de sabedoria e bondade, que lhes possa ofertar.

(Texto recebido em 19 de agosto de 2012.)


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