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(O olhar cândido do Ser do Plano Sublime, que reencarnou como a Princesa Isabel, assinando a famosa “Lei Áurea”, que aboliu a escravidão no Brasil, alforriando milhões de criaturas dos grilhões abomináveis da escravatura, por todo o país, fato este que, conforme ela própria o sabia,  implicaria a aceleração da perda do trono, de que era regente, na ocasião seu pai, D. Pedro II, encontrava-se em viagem pela Europa. E o Outro Olhar intraduzível em Imagens feitas pelo ser humano –, de Maria Santíssima, o Anjo que Representa o Lado Maternal de Deus na Terra, encarnação do Amor de todas as Mães de todos os tempos…)

Benjamin Teixeira, em diálogo
com o
Espírito Eugênia.

(Benjamin Teixeira) – Eugênia, boa noite!

(Espírito Eugênia) – Boa noite, meu filho.

(BT) – Hoje é dia 13 de maio, que marca duas datas históricas importantes. Sei que este assunto já foi ventilado, aqui no site, mas a data assinala eventos de tal magnitude, que acredito sempre tenham Você e Seus Amigos algo mais a dizer, componentes que são da Escola da Sabedoria.

(EE) – Obrigada pela deferência – indevida. Sou representante d’Eles; não um d’Eles (*1). Você alude à Abolição da Escravatura, em terras brasileiras, e à Primeira Aparição de Maria em Fátima, Portugal – estou certa?

(BT) – Sim, desculpe – não verbalizei os eventos a que aludi –; e a intenção é publicar nosso diálogo.

(EE) – Não há de que se desculpar. Estamos em parceria, posso complementá-lo, sem qualquer problema. Sim, filho, há algo sempre a ser dito sobre matérias tão relevantes para nossos espíritos eternos, em longa jornada evolutiva, rumo a Deus. As escravidões prosseguem, a mancheias, em nosso globo, de diversa forma e medida, e não só no disfarce social e econômico (bem acusado por grupos de militância negra), mas em níveis mais sutis, no campo das almas, dos preconceitos, dos vícios, das dependências afetivas, das prisões comportamentais. Em suma: os grilhões prosseguem nos pulsos dos espíritos – encarnados e desencarnados –, aos milhões… aos bilhões… entidades no corpo físico ou fora dele carecentes de lucidez, tanto no sentido intelectual-racional, quanto no intuicional-espiritual, em toda ordem de perda de liberdade e de poder de discernir e agir de moto próprio.

Com relação a Maria Santíssima, Sua Mensagem propalada em Fátima, como as de Lourdes ou Paris (*2), prossegue, em larga medida, ignorada pelo ser humano terrícola, pelo que compreendemos a necessidade, realmente, de tornarmos a estes assuntos, de modo a reavivá-los na memória dos que nos leem ou ouvem, para que se expandam os ideais que subjazem a estas duas Grandes Causas humanas, que, em verdade, se observadas em profundidade, constituem Uma-Só: a da Libertação de todas as consciências, de qualquer jugo, social, político, cultural, econômico, emocional ou espiritual. Precisamos ampliar o espectro de nossa percepção, para abarcar o conjunto de complexidades envolvidas nas temáticas que povoam a mídia, desde a questão ecológica à do terrorismo, a fim de que não fiquemos na superfície dos efeitos, sem remontarmos à raiz das causas de tantas ocorrências nefastas, simultâneas e devastadoras, e então possamos remover as problemáticas que combatemos, de modo efetivo.

E o problema da Humanidade terrena continua sendo, num sentido profundo ou em última instância de análise, basicamente espiritual. Se houvesse uma perspectiva de interdependência entre as criaturas, de respeito ao próximo e seus sentimentos, necessidades, opiniões e aspirações, todo gênero de escravidão disfarçada e perigo de extinção da espécie sobre o orbe – temas das duas efemérides lembradas neste 13 de maio, respectivamente – deixariam de existir.

Trabalhemos neste campo essencial de conscientização dos indivíduos à sua importância como seres geradores de energia espiritual, de dispersores de “fluidos deletérios”, de combatentes das concentrações nocivas de força mental destrutiva, por meio da prática da solidariedade e da bondade indiscriminadas, e teremos a base de solução para todas as questões da civilização.

Sei que esta assertiva soa deveras simplista, para um leitor instruído médio, dos dias de hoje, mais acostumado aos debates infrutíferos de gabinete, de academia ou de comitês políticos – que primam pela busca de complicar os assuntos, por prismas variados e entrelaçados, conferindo-lhes um tom de insolubilidade, ante a complexidade inextricável detectada por suas tão (assim se comprazem em pensar) avantajadas inteligências –, mas portamos ótica exatamente reversa: a de que é simplória a sua visão (inclusive porque improdutiva, como qualquer outra abordagem que isole o elemento espiritual – essência da identidade humana), para solução de qualquer problema humano.

A despeito desta nossa ousada afirmativa, não estamos aqui para controverter e sim apresentar caminhos de solução. Todos os movimentos sociais e políticos bem-intencionados são válidos (e, obviamente, redundam, a médio e longo prazo, em grandes benefícios para todas as gentes), quando moldados na busca dos mesmos ideais de liberdade que aqui esposamos plenamente, os quais então tomam a feição de princípios democráticos e instituições jurídicas eficazes, bem como de uma maior e melhor distribuição de renda e oportunidades de ascensão social a todos os componentes do tecido comunitário – qualquer que seja a dimensão ou natureza desta comunidade. Todavia, em uma época de urgência ante a crise ecossistemática e do embate entre povos e civilizações altamente díspares, com poder bélico progressivamente aumentado, e buscando matrizes mais resolutivas e velozes na solução do contexto de tribulações imbricadas que vivemos, não podemos descurar da subliminaridade de todas as problemáticas humanas: enquanto não removermos a chaga do mito da separatividade, como propalado, nos últimos decênios, pelo prestigiado (e já desencarnado) físico David Bohm e uma plêiade respeitável de componentes da Comunidade científica internacional – a ideia de que “cada um está por si e Deus [se existisse] estaria contra todos” –, não teremos chances de sobreviver sobre a Crosta Terrestre. Esta úlcera conceitual, que, nos meios religiosos, é denominada de egoísmo, e que, nos ambientes intelectuais dever-se-ia denominar ESTUPIDEZ, precisa ser eliminada, de todo, do pano de fundo das conclusões, decisões e iniciativas de cada indivíduo, organização, sociedade ou nação.

Se lográssemos “desenquistar” essa pústula do tecido mental humano, teríamos uma substancial modificação no estado de espírito das criaturas – por si só, um fenômeno suficiente, se em larga escala, para modificar, inteiramente, os destinos desta humanidade.

Façamos, cada um de nós, a nossa parte, em pequenos gestos de ternura, bondade e firmeza amorosa, educativa e sincera (quando necessário), mas nos alforriemos, definitivamente, de toda a loucura do “espírito de divisão” – “diabolus” (separação), verbete latino d’onde proveio a palavra lusitana “diabo” e seus derivados, como “diabólico”, que de tal modo assola o gênero humano, que contaminou até os ambientes que jamais poderiam ostentá-lo: os religiosos, com partidários de crenças diversas entreolhando-se de soslaio, enquanto resmungam pragas reciprocamente.

Comecemos pela comunhão fundamental: a com o Criador, por meio do hábito da prece diária. Depois, tratemos de distender, em gestos (e sentimentos correlatos que lhes sustentem) de fraternidade, ternura, carinho pelos entes queridos, pelos colegas de trabalho ou escola, pelos correligionários políticos ou religiosos, pelos companheiros de desporto e lazer, pelos estranhos, por fim. Não excluamos ninguém de nossa grande decisão de ser fraternos, amistosos. Jesus disse a Seus Discípulos que era Amigo. Que sejamos amigos, verdadeiramente, uns dos outros, e veremos não uma humanidade perfeita surgir, do dia para a noite – impossibilidade de que os cínicos pessimistas e materialistas zombam –, mas sim uma humanidade companheira dela mesma, uma comunidade de amigos, a se darem as mãos não só por dever moral, mas também por dedução lógica e irretorquível da necessidade de sobrevivência, por partilharem o mesmo pedaço de terra flutuando pelo espaço sideral…

(Diálogo mediúnico travado em 13 de maio de 2010.)


(*1) Eugênia sempre nega pertencer a esta Comunidade de Numes Celestes que dirigem os processos de amadurecimento das ideias sobre o planeta. Mas, como já tive inúmeras evidências em contrário, declina da deferência de ser declarada integrante da Grande Plêiade, para não estimular culto à Sua Pessoa.

(*2) Eugênia alude, em ordem cronológica invertida, às aparições de Maria a Ela mesma (1858), reencarnada como Bernadette Soubirous, e a Santa Catarina Labouré (1830), já que eu havia mencionado a mais recente (1917), às crianças Lúcia, Santa Jacinta e Francisco, em Fátima, Portugal.

(Notas do Médium)

(*) Veja o curioso evento de sincronicidade que ocorreu, imediatamente após o médium Benjamin Teixeira encerrar este diálogo mediúnico com o sábio Espírito Eugênia, no exato lugar onde ele se acomodara a digitar a conversa: na postagem abaixo desta, na interface, ou tão-só clicando aqui.

(Nota da Equipe)


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