“O amor está corrompido na cultura humana da Terra. Era tão só limitado, no passado da espécie; jaz degenerado, no presente da civilização, compreendido e vivenciado, de forma geral, como mera atração física ou impulso de defesa da prole biológica, quase sempre apresentados com racionalizações brilhantes e poéticas, que exageram o valor da experiência romântica ou da instintiva inclinação ao afeto animal pelos semelhantes genéticos.

O verbete ‘caridade’, entretanto, carreia, em seu bojo semântico, a conotação mais apropriada da sugestão crística: amor fraternal, incondicional, constante. Esse foi o gênero de amor que Jesus sugeriu vivessem todas as criaturas humanas, de modo mais atento e intenso, em todas as suas relações interpessoais, inclusive naquelas em que há interesses sexuais ou familiares envolvidos.

A expressão máxima desse sentimento, a quintessência do mandamento do Cristo, contudo, encontra-se na bondade para com os perversos, os que nos detestam, os que nos fazem mal, ou em relação aos que nos inspiram repulsa, desprezo ou indiferença. Nesse alvitre – atenção – nada há de incentivar conivência com atitudes malevolentes, muito menos estimulá-las, por omissão (o que torna a vítima cúmplice do algoz), mas, de reversa maneira, pulsa o propósito de libertar o coração humano dos grilhões da mágoa, do ódio e do desejo de vingança (ainda que mascarado elegantemente), favorecendo o amadurecimento do indivíduo no campo moral, dos sentimentos, que de fato traduzem seu nível de desenvolvimento espiritual ou evolução da consciência.

Somente com a prática sistemática desse amor-bondade, amor-perdão, amor-serviço-solidário, em quaisquer âmbitos da existência, é possível a realização da paz, a conquista da sanidade mental profunda e a vivência da felicidade real e duradoura, pelo ser humano, em qualquer tempo e lugar.”


MARIA SANTÍSSIMA
Intermediação do Espírito Eugênia-Aspásia
Médium: Benjamin Teixeira de Aguiar
09 de fevereiro de 2014

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