(O Conselho de Cristos e Seu Poderoso Presidente.)

Benjamin Teixeira
pelos
espíritos Gustavo Henrique e Eugênia.


O anfiteatro de proporções gigantescas, em Andrômeda, a fabulosa “cidade-cristal”, jazia abarrotado por mais de dois mil e quinhentos guias espirituais, com predominância para os oriundos dos povos lusofônicos. Assim como em Fátima, Portugal (*1), Nossa Mãe Santíssima faria seu discurso através do idioma de Camões, conforme a interpretação mediúnica de Aspásia de Mileto, mais conhecida como Eugênia, nossa doce e sábia mestra.

Uma atmosfera de reverência mística envolvia a todos, orações silenciosas palpitavam na psicosfera do salão ciclópico, quando a adorável mentora espiritual Eugênia fez-se presente, dirigindo-se ao púlpito, auxiliada por cinco figuras femininas de impoluta virtude, que a ajudaram a posicionar o aparelho delicado, com microventosas a se lhe plugarem às têmporas, para a captação – e posterior projeção – das imagens que seriam percebidas pela psicovidência espetacular do sublime coração daquela que foi, no século XIX, a vidente francesa Santa Bernadette Soubirous.

Eugênia – que deslizou, sobre o palco, totalmente alheia ao ambiente e a todos que a circundavam e a observavam atentamente – mostrava-se magnificamente envolvida num halo de luz intensa que ejetava, para vários metros longe de si, raios e reverberações multicolores, indicando seu estado de mística concentração, em vista do grave mister a que se dedicaria, em espaço de poucos minutos.

A seu próprio pedido, preferiu, desta vez, ficar um pouco mais oculta, acomodando-se numa poltrona de costas para a platéia, de frente para o telão de quinze metros de altura, que exibiria, em três dimensões, a Imagem de Nossa Mãe Maior, Maria de Nazaré.

Sentada, a focar sua mente na missão veneranda de que lhe cabia desincumbir-se, música de inenarrável beleza foi executada, ribombando no ingente salão, com um coro de miríades de vozes angelicais, induzindo os convivas, presentes àquele banquete de Luz Excelsa, aos mais sagrados sentimentos de devoção e fé, enquanto uma das damas de moral ilibada, entre as que acompanhavam a médium-santa, posicionou-se à tribuna, para proferir sentida prece à Mãe Sagrada da Humanidade Terrena.

Em poucos instantes, explosões luminosas começaram a se fazer ver, no mastodôntico telão-paredão à frente da platéia, e, fantasticamente elegante, majestosa e serena, surgiu a Amorosa e Santa Figura da Mãe de Jesus, em tão perfeita reprodução de imagem tridimensional, que se diria estar em Pessoa no próprio ambiente, na proporção assombrosa de doze a treze metros de altura.

Olhos de uma lucidez e candura indescritíveis, cintilando com a força e a inteligência de mil sóis, a extravasarem, de modo intraduzivelmente comovente, ternura e meiguice, em medidas infinitas, eletrizaram o imenso ambiente, com os mais elevados sentimentos de respeito e veneração. Sem conter as emoções vulcânicas que lhes eclodiam no peito, várias senhoras presentes e alguns veneráveis anciães puseram-se de joelhos, em lágrimas, enquanto outros tantos, igualmente comovidos no nível do possível, posicionaram-se solenemente de pé, a receber a Mensagem da Mãe Todo-Amor dirigida à Terra, para este ano de 2007, conforme predito por Ela Mesma, no ano transato…

“Meus muito queridos filhos:

Que a Divina Bondade nos cerque e envolva os corações, hoje e eternamente…

Muito me toca o coração a atenção dispensada às Minhas Palavras de Mãe.

Neste ano de Nosso Senhor de 2007, em que os prenúncios de uma Nova Era de concórdia e amor se anunciam para a Humanidade sofredora de nosso pobre e pequeno rincão estelar – a Terra –, trouxe-lhes uma nova revelação, para que se lhes façam mais compreensíveis algumas das mais obscuras passagens da Bíblia, e possam também estar mais aparatados a agir com acerto e firmeza, nesta época de incertezas e ambigüidades, em crises sucessivas de transformação célere.

Além de Jesus, não sou a única, nem a maior Inteligência, em nível crístico de despertar espiritual, nem mesmo no que tange ao nosso orbe. Entre os Cristos (ou Budas) que desceram ao plano físico de vida, no nosso planeta terráqueo, fui, de fato, a mais amadurecida, fazendo-Me, dessarte, o Buda do Silêncio, na assessoria mística ao Meu Filho muito amado, desde a determinação do momento de início de Sua vida pública, em Canaã, até quando O acompanhei, no ápice de Sua dor no Calvário, partilhando, no intervalo dos dois episódios, telepaticamente, à distância, todas as dificuldades que se interpuseram entre Ele e Sua Missão, deste modo Lhe oferecendo o suporte necessário a que Se desincumbisse, plenamente e até o fim, de Sua Tarefa Divina e impostergável.

Antes de Nós dois, entretanto, haviam trafegado, para os proscênios da reencarnação, neste corpo celeste singelo que nosso planeta constitui, Siddhartha Gautama e Lao Tsé. Nós quatro, Os que, de Nossa Faixa de Consciência, até a presente data, pisamos em solo terrícola, munidos de um organismo de carne, compomos uma assembléia de Cristos – ou de Anjos, se preferirem assim nominar – que preside os destinos da Terra.

Uma Grande Figura de Ancião ou Anjo-Paterno – como quiserem entender –, que aqui, para facilitar os elos simbológicos com as Sagradas Escrituras, vamos chamar de Gabriel, é Aquele que representa Nosso Conselho, liderando-O, amorosa e lucidamente, século sobre século, sucessivamente.

Se os muito estimados filhos fizerem breve esforço de memória, facilmente recordarão que foi diante de Gabriel, como Excelso Embaixador do Altíssimo, que Me curvei, na ocasião em que Me anunciou que ficaria grávida do Prometido Messias à Humanidade de nosso globo.

Foi Ele mesmo Quem apareceu no altar do famigerado templo de Salomão, ao sacerdote Zacarias, no clímax de um culto solene e anual ao Próprio Iavé, predizendo o nascimento do Precursor do Cristo, João Baptista.

Outrossim, foi Ele Quem Se deu Este Nome (Iavé) – que significa: “Eu Sou O que Sou” –, quando, em conversação com Moisés, no Monte Sinai, fazendo uso das extraordinárias faculdades mediúnicas do inolvidável profeta, transmitiu a missiva intemporal de moralidade e disciplina dos Dez Mandamentos.

Ainda foi Ele Quem Se apresentou como Pai de Jesus, no instante de Seu batismo por João Batista, nas águas do Rio Jordão, asseverando, para a psicoaudiência do filho de Isabel: “Este é o Meu Filho muito amado e n’Ele deposito Minha Afeição” (*2).

Era a Quem Jesus Se referia, quando dizia serem Ele e o Pai só Um, e a Quem também aludia, ao declarar nada poder fazer, sem o Pai. Era a Quem Jesus e Eu servíamos, e a Quem dizíamos todos pertencer, o Máximo Porta-Voz de Deus para todos Nós, que nos asilamos na Terra ou nos vinculamos a esta parte da família humana.

O motivo desta revelação, que pode parecer bizarra para alguns, é chamar a atenção para quantas verdades ainda podem estar por ser desveladas à Humanidade – e de fato as há, inumeráveis – e para o quanto é importante manter a mente em estado de humildade e expectação criativa, sem fechá-la em esquemas pré-fixados de verdades dogmáticas.

Sobremaneira, move-Nos o propósito de lembrar que a comunidade humana de Nosso orbe é uma só, porque foi o Próprio Gabriel Quem procurou o profeta Maomé e lhe pediu criasse um novo culto, hoje denominado Islã, tão atacado nos dias atuais, como força do mal. Não, meus filhos, não(!), e, mais uma vez: NÃO! Os habitantes do Oriente Médio estão tão alinhados com Deus quanto os do Ocidente; e vale rememorar que tanto Eu como Meu Filho Amado jornadeamos para o mundo material de vida, renascendo exatamente naquela região, destinada a ser o berço das principais Religiões do globo.

Precisamos compreender – e incorporar plenamente esta compreensão às nossas ideologias e condutas sócio-político-econômicas – que somos uma só Humanidade. Se há distorções da Mensagem Divina, devemos relembrar que não aconteceu isso tão-só no Islã, mas igualmente na história da Cristandade, repleta de atos de barbárie, em níveis ímpares de desumanidade, que depõem contra e se mostram diametralmente opostos aos ideais de fraternidade propugnados pelo Cristo-Verbo-Divino: Jesus.

Sou o Cristo-Acolhimento-Divino. Por isso, venho, como Mãe, exortá-los à união indiscriminada de povos e culturas. Quando virmos irmãos nossos em regímen menos evoluído de civilização, estendamos as mãos e auxiliemo-los a alcançarem o nível de urbanidade e sofisticação que atingimos, em vez de nos deixarmos empolgar por ímpetos bestiais de extermínio, o que nos nivelaria ou nos poria em patamar ainda inferior ao dos que pretendemos combater.

Gabriel, o Cristo-Vontade-Divina para a Terra, muito Se entristece com os confrontos fratricidas entre os que se dizem Seus seguidores, tanto os cristãos – que, mais velhos no processo de amadurecimento civilizacional, melhor poderiam reagir às traquinagens perigosas do período pré-adolescente da cultura islâmica –, como os componentes do Islã, em considerando que o Corão, em suas postulações dogmáticas, estabelece a fé de que Jesus teria sido um Profeta, um enviado de Deus, embora, em sua visão, em posição secundária a Maomé.

Parem, meus amados filhos, de uma vez por todas, antes que seja tarde demais, com esta perigosíssima tolice egóico-infantil de pretensões de superioridade de uma cultura sobre outra, de um povo sobre outro, de um indivíduo sobre outro. Se algum grupo se apresenta com melhores recursos de progresso, tem o dever de se fazer responsável pelo crescimento dos demais, jamais lhe cabendo se render à tentação de supremacia e domínio sobre os mais fracos ou menos desenvolvidos. Será pela teia de ajuda recíproca, entretecida por indivíduos e coletividades em torno do orbe, que a nova era de felicidade e paz reinará para todos, e não para uma nação isolada, em detrimento das restantes.

Retomem, queridos filhos, com todo vigor que lhes seja exeqüível, o respeito e a busca da plena democracia, da união não só amorosa, mas sumamente inteligente, entre seres que sabem ser interdependentes e que só poderão sobreviver se agirem como irmãos, como condôminos de um mesmo pequeno veículo cósmico de vida: o minúsculo planeta Terra.

Refaçam seus votos de fraternidade pura, ou pelo menos pragmática e lúcida, em nome de Deus, para que o globo recomece um novo ciclo de crescimento, rumo ao Eliseu em que se deve transformar, de modo que a concórdia e a bem-aventurança se tornem notas dominantes neste quadrante diminuto do Cosmos, e a prosperidade e o progresso sejam direitos universalmente respeitados, para todos os seus filhos, não importando a raça, a cultura ou o credo a que pertençam.

Que o Divino-Pai Gabriel – em nome do Conselho dos Cristos que presidem os destinos da Terra – e Deus, por detrás e acima de Todos Nós, os abençoem e os façam, como o Cristo Jesus pediu: bem-aventurados – ou seja, cheios de felicidade e paz, de modo profundo e definitivo.

Mãe de Todos,

Maria.”

À medida que a Imagem Divinal de Nossa Mãe Maior se diluía, a tela de dimensões colossais se mostrou no mesmo lugar (pois que desaparecera durante a projeção perfeita), enquanto a platéia de milhares de grandes esclarecedores e condutores de povos e indivíduos jazia quedada em estado de profunda e íntima prostração de encantamento e adoração.

Nossa querida Eugênia, esgotada com o esforço de reproduzir, com a fidedignidade possível, a Imagem e as idéias que lhe vinham da Mãe Sagrada de todos, foi conduzida para fora do palco, pelas irmãs que a acolitavam, sendo praticamente carregada, tamanho o seu estado de completo exaurimento.

Dias depois, eis-nos os dois – a preclara mestra incumbida do texto de Maria; e eu, da descrição do evento –, a reproduzir, juntos, esta ocorrência fantástica que se deu no Plano Superior de Vida, assim nos fazendo arautos d’Aquela que, por Sua Vez, Se fez Estafeta Sagrada de Gabriel e do Divino Senhor, exortando as nações do orbe à paz e à fraternidade imprescindíveis, nesta era de riscos tão graves de extinção da espécie, em várias frentes simultâneas.

Que Maria, Gabriel e Jesus nos abençoem e nos insuflem inspiração, de modo a nos fazermos melhores e mais humanos, em todos os sentidos, a fim de que, assim, preservemos este mundo, não só para nossos filhos e netos, como também para nós mesmos, quando retornarmos para a ribalta das existências físicas, pelas vias abençoadas de progresso em que consiste a reencarnação…

(Texto psicografado pelo médium Benjamin Teixeira, de autoria dos espíritos Gustavo Henrique e Eugênia, em 3 de julho de 2007. Revisão de Delano Mothé.)

(*1) Alusão às aparições de Nossa Senhora na cidade de Fátima, Portugal, em 1917.

(*2) Mateus, 3:17; Marcos, 1:11; Lucas, 3:22.

(Notas do Médium)