Diálogos com outros Espíritos

25 de março de 2009
 

O Profeta, a Rainha e o Sábio.

(Diálogo com o espírito Anacleto, sobre Nostradamus, Cleópatra e Confúcio, bem como sobre itens que favorecem sintonia com os mestres do Instituto Salto Quântico.)

Benjamin Teixeira,
em diálogo com o espírito
Anacleto.

(O grande senador romano sentou-se à mesa, com elegância impecável. Fora grande filósofo na Grécia Antiga. Na Roma dos Césares, intentara, por todos os meios, deter a fúria fratricida-genocida da espécie humana – na bestialização e expansão deste embrutecimento das primeiras conquistas da civilização –, por meio de engenhosas manobras da diplomacia e da articulação das influências palacianas, em torno do “grande augusto”: Nero. Estava ali, sentado, para responder-nos as perguntas.)

(Benjamin) – Nobre Anacleto, por gentileza especial, poderia nos dizer alguma coisa sobre o que os componentes de nossa Escola de Pensamento – que guarda imensa afinidade com suas idéias defendidas, na condição de Sêneca, no Império Romano; quanto com as de Epicuro, na Grécia Antiga – devem fazer para fortalecer seus elos com nossa Organização e, principalmente, com o raio de sua influência pessoal, bem como com o de todos os mestres respeitáveis que a integram, no seu Plano Sublime de Vida?

(Anacleto) – Sim, primeiramente, devem estes discípulos-candidatos-da-Luz ouvir a voz de sua consciência. Observe que me referi à consciência, e não ao feixe de desejos e vontades do ego. Quando propugnei pela doutrina do prazer, muito mal-compreendido fui, por parecer haver esposado o hedonismo vulgar. Atender aos reclamos altos da alma constitui a única trilha possível à verdadeira felicidade.

Em segundo plano, devem laborar, constantemente, pela articulação de sua inteligência, estudando e se informando. A leitura e assistência, respectivamente, de nossos diários e semanários são recomendadas (*1).

Em terceiro, os que estiverem incursos em atividades de extensão, na assistência social ou no intercâmbio mediúnico, devem manter religiosa assiduidade aos compromissos.

Em quarto, respeito à hierarquia havida, já que nenhuma Organização do Domínio Superior subsiste sem a ordem que estabelece disciplina, assim como o estado de direito, muito palidamente, nas democracias modernas, esboça concretizar (*2).

Em quinto, e talvez devêssemos dizer primeiramente – assim invertendo a ordem de publicação, porque sabemos será a idéia que melhor ficará fixada, na memória dos que acessarem nosso discurso –, orar, meditar, refletir, longa e sistematicamente, todos os dias, sem qualquer espaço a tergiversações racionalizadoras da fuga. No bojo desta prática, aprovamos enfaticamente a realização do culto do livro sagrado, conforme a definição religiosa – ou ausência dela – de cada criatura, com horário pré-estipulado, para fomentar a interação com a dimensão extrafísica de vida, bem como para favorecer os circuitos sedimentadores do hábito, no interior da mente e na própria tessitura do cérebro físico. De preferência, sem dúvida, alvitramos os Evangelhos do Cristo (*3).

(B) – Ficamos todos muito honrados com sua disponibilidade em se comunicar conosco, esclarecendo-nos tanto. O senhor deseja nos sugerir algum tema em que julgue apropriado nos instruir?

(A) – Não. Preferiria que me interpelasse com suas próprias perguntas.

(B) – Creio que, pelo sistema de trabalho que mantenho com Eugênia e sua equipe, o senhor deva estar informado de que, às vezes, recebo, neste horário, esclarecimentos prévios da orientadora espiritual sobre a temática que será eventualmente ventilada na preleção, em função do que deduzimos das ilustrações audiovisuais pré-selecionadas. O senhor tem algo a dizer sobre as três figuras geniais de cujas biografias nos utilizaremos, parcialmente, como base a extrair lições à vida da criatura humana da atualidade, a fim de que possa ser mais completa e feliz? O filósofo chinês Confúcio, a rainha egípcia Cleópatra e o médico-profeta francês Nostradamus?

(A) – Nostradamus foi a encarnação da aplicação das próprias intuições à vida prática. É comum o ser humano ter idéias, sentimentos, ideais que nunca investe no cotidiano, no seu “modus operandi” existencial, por medo de errar, de sofrer conseqüências sociais (desde o ridículo até a morte), por não ter segurança da fonte das informações que recebe ou dos métodos de canalização ou percepção empregados, entre outros, numa série infindável de argumentos justificadores e defensores do ego. Michel de Nossa Senhora (*4) – nome que remete a vermo-lo como um guerreiro enviado por Maria (e de fato era) – seguiu a voz interior, da forma mais ousada (*5), numa das épocas mais perigosas para se fazê-lo, no ápice da atuação da Inquisição francesa.

Cleópatra, por sua vez, descendente de generais de Alexandre Magno, foi uma muito bem-acabada personificação do ego inflado à megalomania, e das conseqüências devastadoras do utilizar-se o poder, a cultura e a riqueza, para fins pessoais, com desinteresse por questões coletivas, não só para a própria criatura incauta, como para seus entes queridos e para a humanidade inteira, conforme o grau de influência alcançado pelo indivíduo (*6).

Por fim, Confúcio foi o exemplo magistral do sábio intimorato e consciente de suas responsabilidades para com os semelhantes – afastando-se da imagem de místico profundo, mas insulado em sua torre de saber intocável, como seu contemporâneo Lao Tsé, que, inclusive, criticou-o pela sua transparência exacerbada, na relação com seus contemporâneos. Um símbolo fortíssimo de um ser humano postulante à angelitude, pelo meio mais árduo, quão eficiente, de se fazê-lo: a disciplina severa dos que se submetem a um ideal, sem qualquer cálculo de interesse pessoal. O seu poder de influência, em termos culturais, filosóficos e espirituais, da China de seu tempo até a Ásia Oriental inteira dos dias que correm, apesar de passados vinte e cinco séculos de seu retorno à pátria espiritual, é prova inconteste do acerto de suas colocações, como filósofo, quanto de sua atuação social, como militante político informal (*7).

(B) – Muito agradecido, prezado Anacleto. Devo-lhe apresentar alguma questão de ordem pessoal, para nossa Organização, por exemplo?

(A) – Não.

(B) – Obrigado.

(A) – Sempre às ordens para as questões justas e sensatas.


(Diálogo mediúnico travado em 22 de fevereiro de 2009. Revisão de Delano Mothé.)

(*1) O Autor Espiritual refere-se às mensagens publicadas em nosso site, em todo dia útil; e, no que concerne a “semanários”, aludiu ao programa de TV e à palestra pública de domingos.

(*2) Leia-se mensagem com subtítulo: “Correspondência do Pe. Rafael – 22” e título: “Ego Gerando Falhas de Percepção; Respeito a Hierarquia; Aristocracia Intelecto-Moral do Plano Espiritual Superior”, postada neste site em 17 de fevereiro deste ano.

(*3) Procure informar-se sobre Culto do Evangelho Diário, em nosso site ou com nossos colaboradores. Algumas precondições metodológicas são necessárias, para que os melhores efeitos (mormente de desobsessão informal – fora de reuniões mediúnicas específicas, e, é claro, sem incorporações de entidades sofredoras ou malevolentes) sejam obtidos.

(*4) “Nostra Damus”, em latim, significa: Nossa Senhora.

(*5) A precognição de eventos futuros é sempre hipotética, não só porque o livre-arbítrio dos envolvidos num dado evento antevisto está em jogo, mas também porque a própria previsão tem como um de seus mais importantes fins exatamente promover que se evite aconteça o que é vaticinado – eis, inclusive, um dos sentidos de “premunição”: “prover com antecedência”.

(*6) Historiadores vêem Cleópatra como o vulto de suma influência que inspirou a mudança de rota da História de Roma Antiga, fazendo extinguir-se a República e dar-se início à era dos “Césares”, com Júlio César, seu amante, por meio da idéia que ela lhe conseguiu instilar, de se fazer um imperador “divino”, como eram considerados os monarcas egípcios, os faraós: “deuses”.

(*7) Confúcio desejava se fazer mentor de um governante (e não ascender à condição de governante propriamente), para que houvesse fomentação da prosperidade, da paz e da justiça, no seio da sociedade.

(Notas do Médium)


Convite:

RECONHECENDO GUIAS ESPIRITUAIS.

Dois mestres espirituais – um encarnado e outro desencarnado – discutem a viabilidade de treinamento de um discípulo pouco autocontrolado, em certa tradição iniciática.
Um homem “completamente louco”, para o plano físico de vida, é, em verdade, médium altamente dotado, que, todavia, trunca informações, misturando seu distúrbio mental às comunicações de que se faz instrumento, confundindo quem o ouve.
Discípulo da verdade submete-se a importante teste de introdução ao processo de maturidade espiritual, enfrentando, face a face, seu próprio lado sombrio.
Por fim, guia espiritual encarna e faz-se passar por mendigo, encontrando-se, “ao acaso”, com sua principal protegida. E a pupila, movida de compaixão, generosidade e forte apelo intuitivo, aproxima-se dele, supondo-o um desconhecido sem importância, para reconhecê-lo como seu sacrificado e nobre redentor, em momento de imensa emoção.
Além dessa riquíssima temática, desdobrada por Benjamin Teixeira e ilustrada com trechos de filmes tocantes, tanto modernos como clássicos, haverá a apresentação artística do grande músico sergipano Nino Karvan, na introdução da reunião domingueira do Salto Quântico, com passes antes de seu início (entre 18h45 e 19h15) e a magnífica fala da mestra desencarnada Eugênia, ao fim do evento público.
Seja bem-vindo(a). Neste domingo, dia 29 de março, às 19h30, no auditório da Sociedade Semear, Rua Vila Cristina, 148, Bairro São José. Primeira visita é sempre cortesia. Mais informações pelo telefone: 3041-4405 ou pelo e-mail: perguntas@saltoquantico.com.br.

Equipe Salto Quântico.


Aviso
:

Sugerimos enfaticamente aos prezados leitores que assistam ao último vídeo postado em nosso blog (www.saltoquantico.com.br/blog): uma imperdível entrevista concedida por Benjamin Teixeira, ao vivo, no Programa “Plantão Alagoas”, da TV Alagoas, em 21 de março de 2009.




Cadastre-se e receba mensagens por e-mail: