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(Ensaio em torno da mais dilatada longevidade humana e seu melhor aproveitamento.) Benjamin Teixeira
No mundo inteiro (sobretudo nas nações mais desenvolvidas da Terra), o sistema previdenciário caminha para o colapso, a passos largos. A legislação atualmente em vigor, na maior parte dos países, é oriunda de uma época em que as pessoas, aos 60 anos, estavam (quando chegavam a este teto etário), majoritariamente, quase decrépitas e inválidas, imprestáveis para praticamente qualquer trabalho produtivo, fosse de natureza física ou intelectual. Por isso, não eram nada desconfortáveis, financeiramente, para cofres públicos ou privados, sistemas de previdência que previssem rendimentos vitalícios a partir desta faixa de idade, visto que, simplesmente, poucos lá chegavam, e os que alcançavam a meta sobreviviam, em média, curtíssimo espaço de tempo.
Benjamin Teixeira
Goethe, o grande gênio da literatura germânica, disse, certa feita, que, ao se observarem as árvores ressequidas e “esqueléticas”, sem folhas, flores ou frutos, no inverno rigoroso dos países da Europa nórdica, quais se fossem mãos encarquilhadas e esquálidas, em gesto permanente de súplica e horror, dirigidas ao Alto (*), não parece muito crível que tornarão à pujança, ao verdor, à florescência e à frutificação, por ocasião da primavera, a não ser pelo conhecimento prévio dos fenômenos da sazonalidade sobre o reino vegetal. Prosseguindo em seu raciocínio, a brilhante inteligência do povo alemão desenvolveu uma metáfora, postulando que igualmente nós, seres humanos, quando submetidos aos rigores excessivos dos invernos existenciais, podemos parecer tão mortos quanto a vegetação enregelada das nações que se cobrem de neve todos os anos; mas invariavelmente, seguindo a alegoria da permuta de estações, com a chegada das primaveras da vida, tornamos à abundância de possibilidades, criatividade, energia e felicidade que caracterizam as fases de renascimento. Benjamin Teixeira em diálogo com o espírito Eugênia. Eugênia, nossos leitores desejariam saber como é o mundo espiritual. Quando morremos, para onde vamos? Outros autores desencarnados já falaram sobre isso, mas desejaríamos obter sua visão a respeito. Sem dúvida, posso. O mundo espiritual constitui uma mera continuação das aflições, aspirações, bem como da vida intelectual, afetiva e moral de quem esteja no plano físico de vida e sofra o decesso do corpo. O organismo de carne é simplesmente um aparelho biológico para manifestação do ser pensante, em certa ordem de freqüência existencial, assim como a Física revela ser a dimensão material aquilo que está incluso num determinado espectro vibratório de elementos subatômicos. Desvencilhando-se do arcabouço animal, o indivíduo trafega para a dimensão espiritual condizente com seus gostos, afinidades, interesses e caráter. Assim, veremos viciados acoplarem-se a grupos de viciados, atormentados na outra dimensão em busca de “vasos vivos” (os encarnados que partilhem da mesma ordem de dependência), para dar continuidade às suas expansões de desequilíbrio. Os pervertidos e malévolos consorciam-se, de sua parte, com aqueles que se afinam com seu modo de ser, conjugando-se a planos mefistofélicos, azucrinando indivíduos e multidões de encarnados, com sua inspiração medonha, dando asas à sua compulsão de poder, ainda que aplicado no mal. Aqueles, todavia, detentores de relativos patrimônios de moralidade e de virtude, cumpridores de seus deveres profissionais, familiares e sociais, gravitam para circuitos de pensamento e sentimento que se coadunam, igualmente, com sua condição mais civilizada. Destarte, colônias, cidades, instituições, verdadeiras organizações avançadas para fins humanitários, científicos, filosóficos e religiosos estruturam-se na nossa dimensão de vida, oferecendo aparato comunitário àqueles que almejam aprimorar suas qualidades, bem como devotar-se às atividades do bem, inspirando, por exemplo, os encarnados que desejem contribuir para o progresso da humanidade ou apenas realizar o melhor pelos entes queridos sob sua responsabilidade. Continue lendo Benjamin Teixeira
Jesus é teu mestre. Deprimido? Disse o Cristo: “Perdoa setenta vezes sete vezes” e segue. Desorientado? Conclama Jesus: “Buscai primeiramente o reino dos céus e sua justiça, e o demais se vos acrescentará.” Vazio e sem motivo para viver, ou, por outro lado, estressado e esgotado com as sobrecargas do dia-a-dia? Asseverou Nosso Senhor: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida”. E: “Vinde a mim os que estais cansados e assoberbados, porque o meu jugo é suave; e meu fardo, leve.” Para qualquer situação da vida, aplica o Cristo e Sua mensagem salvadora e terás a melhor resposta possível. Lê, instrui-te, burila-te. Todavia, para teres o norte mais correto, em quaisquer circunstâncias da existência, lembra-te sempre d’Ele, e Ele te iluminará os caminhos, como tão bem exortou Paulo, o Apóstolo dos Gentios: “Desperta, ó tu que dormes; levanta-te dentre os mortos, que o Cristo te iluminará”. (Texto recebido em 21 de agosto de 2005.) Benjamin Teixeira
Existem pólos negativos de força na existência humana, que se contrapõem aos de expressão positiva, com isto propiciando o fluxo da energia da criação, da produtividade, da vitalidade. Estes pólos, inclusive, são tão necessários quanto os seus irmãos positivos, já que não pode haver a corrente de energia, sem a função de ambos. Mas o negativo pode ser esforço, disciplina, empenho de serviço e crescimento, luta pela paz, e mesmo de sacrifício pelo ideal ou por entes queridos, em vez de ser constituído de quedas psicológicas ou falências morais, que podem até romper a corrente de força, em vez de potencializá-la. Viste-te, mais uma vez, em surto de raiva, ou de ciúme, ou de qualquer outra paixão menos digna, conforme suas fraquezas peculiares. Curiosamente, notaste-te com uma poderosa argamassa de argumentos, racionalizando-te a conduta menos aprovável, ao reverso de reconheceres-te de pronto o erro, para emendar-te quanto antes. Benjamin Teixeira
Meu caro: Você é o titular do seu corpo e de sua mente. Cuidado com a idéia e a prática (geralmente inconsciente) do “título ao portador” – aquela pessoa que age de acordo com a influência e a conveniência do momento, da pessoa com quem esteja, da circunstância em que se encontre. Atenção também para o esquecimento da “hipoteca espiritual”: Você recebeu uma fortuna, no tesouro da vida física e todas as oportunidades que lhe são implicadas. Mas não foi um ganho. Trata-se de um empréstimo das Forças da Vida. Gastar tudo, como se pudesse um dia não dar contas do que faz é rematada expressão de loucura. (Texto recebido em 2 de julho de 2005.) | ||||
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