Lei Infalível (*).

por Benjamin Teixeira


Muito embora o objetivo de estar encarnado e sofrer os efeitos da lei de causa-e-efeito seja favorecer a evolução das consciências, ninguém duvide de que o princípio do carma exista, como se o compreende classicamente – de retorno automático do que se faz aos outros, seja de bom ou de ruim, mais cedo ou mais tarde. Se você está comprometido com a busca espiritual, então, melhor ainda para observar a existência e operação deste princípio universal, porque, para aqueles que estão incursos e engajados, séria e sinceramente, no processo de ascese e iluminação, auto-conhecimento e auto-melhoria, há uma resposta mais imediata e clara deste vetor de organização do universo, como uma dádiva preciosa que favorece a pronta retificação de conduta e rumos, para melhor aproveitamento das oportunidades de aprendizado e realização no campo do bem.

Se tiver alguma dúvida, experimente. Se você for duro com alguém, da mesma forma o universo será duro com você. É justamente quando se é tolerante e compreensivo com as pessoas que o cosmo é condescendente conosco também, sendo até suave e mesmo indulgente na aplicação da lei do carma, amiúde suspensa e convertida em ensejos de fazer o bem (para pagar o mal que se tenha feito ou permitido acontecer), tanto quanto seja possível no caminho da pessoa misericordiosa.
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A Voz da Verdade.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Queridos amigos do ideal espiritista:

Que Deus, em sua infinita bondade, nos abençoe a todos, hoje e sempre.
Venho aos prezados amigos disposta a discorrer em torno de um tema em particular. Espero possa ser completa em minhas reflexões, de modo a que seja bem entendida, nas cogitações complexas que farei, muito embora esforçando-me por ser o mais sucinta e clara quanto me seja possível e me permita a temática.

O tópico que desejo abordar é o Espiritismo, em seus entrelaçamentos imbricados com a ciência psicológica.
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Utopia e Realidade.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.


Sua esposa é uma caprichosa “faladeira” a lhe cobrar tudo e reclamar de tudo?
Seu esposo é um grossão, um típico troglodita das metrópoles, com menos romantismo que um tanque de guerra?
Seus familiares e amigos lhe parecem ingratos e insensíveis, duros e cruéis, a ponto de você, amiúde, sentir-se entre inimigos ou num campo minado?

Tudo isso deve ser trabalhado, revisto e tratado, na medida do possível. Procure ajuda psicoterápica, aconselhamento espiritual e faça o esforço por se tornar melhor, dar mais, e saber, também, em contrapartida, provocar a recepção do melhor dos outros. Sente à mesa, negocie, até exija, quando indiscutivelmente necessário. Mas… em última análise, considere se não está vivendo vida à fora, no mundo dos mortais, como se estivesse entre os imortais do Olimpo. Dizendo em outras palavras: cuidado com as idealizações culturais, com os padrões hollywoodianos que a mídia perversamente apresenta como meta de felicidade e bem estar para todos.
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Diálogo sobre a Descoberta da Verdade Pessoal.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Como alguém se sente ao tentar subornar a verdade para si mesmo?
Não se deve tentar construir o mundo pessoal sobre especulações, ficções ou desejos de verdade; e sim naquilo que se conseguir compreender como verdadeiro, justo e bom.

Interessante isso, Eugênia. Mas é sabido que a mente humana é capaz de impressionantes malabarismos e ardilosas artimanhas para esconder de si mesma que está construindo mitos, ilusões e racionalizações, com que se “protege” de uma realidade que considera indesejável. Como fazer para vencer ou superar, ainda que parcialmente, essa inclinação que poderíamos dizer quase automática e universal no ser humano?

Através da prática da auto-reflexão. Não é de todo impossível desvestir-se de intenções, desejos, ambições egóicos, para enxergar as coisas como elas realmente são, e, a partir disso, tomar decisões criteriosas.

Você faz parecer extremamente simples e óbvio um desafio complexo, subjetivo e altamente difícil de ser encarado e principalmente vencido, entre os encarnados de nosso orbe, atualmente.

E, de fato, é. A questão é que nem todas as pessoas estão dispostas a investir na simplicidade – leia-se: verdade. A verdade custa pouco ao mundo, ao espírito, à humanidade. Mas custa muito ao ego, seu orgulho delirante e seu desejo de supremacia sobre os outros, sempre pronto a humilhar, exibir-se e se mostrar prevalente sobre os demais. Continue lendo

Em Busca da Verdade Espiritual.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Não tenha medo da felicidade. Abra-se a ela, gradativamente, para não se deslumbrar no fenômeno da euforia, mas permita-se pequenas mas permanentes doses de alegria, aqui ou ali, ou, melhor dizendo: aqui E ali.
Existe e premissa de que gente adulta é gente tensa e preocupada, angustiada a infeliz, esgotada na roda-viva de mil compromissos e contrariedades. Isso é um mito, embora seja real, num nível antropológico e cultural e tenha desdobramentos bem concretos na vida de milhões de criaturas. Mas não se trata de algo que não se possa reverter. Muito pelo contrário. Deve-se – eis a leia da evolução, que a todos enlaça em infinitas possibilidades e cambiantes da felicidade.

A mente precisa ser acostumada a novo padrão de felicidade. Os vícios culturais imiscuem-se, mais do que se pensa, ordinariamente, nos processos psicológicos mais sutis dos indivíduos, oferecendo base e encaminhamento a uma série de construções conceituais, sem correspondência propriamente factual. Por exemplo: alguém poderia, no passado, avaliar se uma moça era adequada ao casamento, considerando, tão-somente, se era virgem, prendada e de “boa família”, o que queria dizer, amiúde: de origem rica ou tradicional. Tais pressupostos de verdade, hoje risíveis, eram vistas como pedras inamovíveis de verdade, condicionando a vida em sociedade e definindo rumos para inúmeras vidas.

O mesmo se dá hoje. Ou supõe você que os conceitos e o desenvolvimento da inteligência, dos valores e da capacidade de abstração humana já chegaram a seu ápice? Pois bem: atente-se, assim, por criar hábitos novos em sua mente, de conformidade com suas reais necessidades e princípios ético-espirituais, e não de acordo com as exigências e expectativas de uma sociedade hipócrita e uma cultura pouco afeita à busca da verdade espiritual.

(Texto recebido em 12 de agosto de 2004.)

A Hora da Verdade.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Egberto de Alexandria.

A verdade é como a luz intensa, agradável e vitalizante, reveladora de caminhos, ambientes, situações e perigos, mas que, em olhos pouco acostumados à luminosidade, e em surgimento abrupto, pode crestar retinas, inutilizando-as para sempre, cegando seu portador.

A verdade é como um veneno que, ministrado em pequenas doses, serve como remédio para quem tem moléstia específica, ou intoxica quem não está doente e lhe sorve o conteúdo.

A verdade é como um sinal de alerta, que, no instante certo, serve de alarme, e, se contínuo, enlouquece qualquer cidadão que se lhe submeta ao barulho ensurdecedor. Continue lendo

Pingue-Pongue da Verdade.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Um investimento: na paz.
Um amor: à verdade.
Um sonho: a felicidade.
Um desejo: de crescimento constante.
Um medo: de mentir para si.
Uma loucura: por Jesus Cristo.
Uma fantasia: a irmandade de todos os seres humanos.
Um precipício: o egoísmo.
Uma montanha: o conhecimento.
Uma ponte: a mediunidade. Continue lendo