Plano de Aula; Superando Tristezas; Lembrança Oportuna.

(Registros da Mediunidade – 04.)

Benjamin Teixeira e os espíritos
Ana Maria e Gustavo Henrique.

Cheguei em casa, após a gravação do programa de TV (têm sido gravados, e não exibidos ao vivo, nos últimos meses, por questões operacionais), seguida de uma reunião de diretoria do Salto Quântico e de atendimentos no consultório. Fiz breve jantar e, percebendo, ato contínuo, a presença de mentores espirituais desejosos de transmitir recados de caráter pessoal a amigos encarnados, corri para psicografar algumas mensagens para integrantes de minha equipe de trabalho.

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Surpresas

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Você se traiu, caiu de novo, no âmbito de uma disciplina elementar. Já se havia prometido não quedar, e se flagrou, novamente, na descida ominosa.

Culpa-se, lamenta-se, entristece-se. Seria esse, porém, o caminho certo de reflexão em torno da fraqueza que descobriu em si?Será que não seria momento de reavaliar sua filosofia de trabalho e mesmo suas metas? A queda tem uma conotação divina, por incitar a criatura a repensar o que, de outra maneira, nem sequer cogitaria questionar. Evidentemente que há princípios em que se deve perseverar até o fim, ainda que sempre falindo. Entretanto, ainda nestes casos, uma mudança de postura, de auto-imagem, de critérios relacionais, de humildade e prioridades existenciais podem estar sendo ofertados para aquele que se percebe em deslize.

Chorando de tristeza do fracasso, prepare a ventura do sucesso. Se está embaixo, que lhe impede sonhar com as alturas? Por que não se motivar com um projeto ainda mais ousado, muito embora com bases no viável? Por que não tentar de novo, e de novo, e sempre? Se o assunto é o capítulo básico de seu amor, de seu ideal, de seus princípios, nunca deverá se deixar obstar, por motivo algum, faltem dinheiro, colaboradores ou oportunidades. Gere-os, quando não os tiver, e espere por eles trabalhando no sentido de realizar o possível, todos os dias um pouco, em direção do seu objetivo, e o tempo mostrar-lhe-á quanto valeu a pena persistir. Continue lendo

Dor da Alma.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.


Se aqueles que o seguem não o compreendem, perdoe. Não sabem o que fazem ou dizem. Apontam-no como louco, porque não está preocupado em acumular fortuna para si, porque não está constituindo patrimônio, porque não visa às suas questões pessoais, acima das coletivas, porque não está preocupado em obedecer a convenções sociais. E estavam em silêncio, até o momento em que você os convidou a participar, mais de perto, do concerto e da felicidade, da glória e da grande oportunidade de servir à causa do Cristo. Agora, incomodados com o chamado à responsabilidade, revolvem-se nos seus assentos de comodidade, procuram culpados e resolvem-se pela presa mais óbvia e fácil: você, o estafeta da exortação do Alto a que se movimentem no campo do bem.
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Toldado de Tristeza.

 Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eustáquio.

Toldado de tristeza infinita, deixas-te envolver pelo fio do desencanto, capitulando, derrotado.
Amargas difícil situação, sentindo-te sobrecarregado de compromissos, com a família grande que diriges. Imaginam-te galardoado com favores da sorte, cercado de benesses e facilidades. Segues, porém, em silêncio e sozinho, no esforço gigante da realização, enquanto muitos usufruem do teu empenho, pelo que te felicitas.

Emerge, todavia, agora, do pântano de profundo desgosto a que te confias. Porque se hoje te alojas no charco da descompensação, recebendo muito pouco pelo que muito dás, do Plano Superior luzes maiores virão para ti, acalmando-te e confortando-se a alma onerada e triste.

Hoje, és revel da sorte, distribuindo o que não tens, para que outros possam sorrir. Padecendo no paraíso, como se diz das mães, no aforismo popular, és vanguardeiro de uma era futura, de ventura e paz, em que tu também poderás ser feliz.

Aguarda, contudo, o momento da justiça e do resultado de teus atos de homem de bem. Ainda agora não estás só. Olha em volta e percebe: estamos aqui!… estamos aqui!…

(Texto recebido em 9 de setembro de 2004.)

Doutrina da Felicidade

 Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Quase sempre a tristeza começa com um motivo razoável. A questão, porém, é que a tristeza não é razoável. O motivo é razoável, como concitação à preocupação sensata; como estímulo à ação, corrigindo o que deve ser corrigido; como um incentivo à lucidez e mesmo a posturas defensivas mais eficazes. Mas a tristeza é completamente contraproducente, já que retira forças ao indivíduo, forças que seriam fundamentais ao soerguimento do moral, viabilizando o êxito, ao propiciar saúde emocional, criatividade e energias para a reação construtiva.

Não estamos postulando uma alegria irresponsável, inconsciente e tola, a la Pollyanna. Outrossim, muito longe estamos de propor as idéias epicuristas de hedonismo inconseqüente, imediatista e egocêntrico. A felicidade deve ser procurada não como uma euforia passageira, que consome, amiúde, a consciência, mas como um estado permanente de realização íntima, por se sentir a alma ditosa, na trilha da verdade e do bem, algo que custa, não raro, gratificações temporárias, em troca de satisfações duradouras, de conquistas permanentes.

A consciência em paz, dessa perspectiva, é elemento imprescindível, constituindo mesmo o piso para qualquer forma genuína de felicidade; e a consciência, freqüentemente, exige trabalho árduo, disciplina, equilíbrio das emoções, renúncia a futilidades, desapego do eu e das posses materiais. Continue lendo

Pedido à Lua (*).

por Benjamin Teixeira.

Passa um pouco das duas horas da manhã (fuso de Brasília). Acabei de fazer o percurso entre a casa de meus pais e a minha. A Lua, ao que me pareceu cheia (ou quase isso), desenhava um lindo e brilhante amarelo claro, no firmamento escuro de fundo.

Ela me falava de tristeza… uma cortante e profunda tristeza… a tristeza de todos que quiseram viver um grande amor e não viveram; dos que choraram sozinhos, sem que ninguém percebesse; dos que viveram para os outros, sem receber o aconchego de nenhum ninho.

E, então, pedi a ela, a Lua, tão reluzente e altaneira no céu, que levasse conforto e significado às vidas que depauperam no vazio do propósito. Supliquei a ela que levasse vida aos que careciam dela… morrendo, por dentro; sorrindo, por fora…

E a Lua sumiu, por detrás de um conjunto de espigões da metrópole sergipana, a cálida Aracaju…

Felizmente, para aqueles que só trabalharam pela felicidade de outros ou de tempos futuros, sempre existe o amanhã vindouro, nesta ou n’outras reencarnações, quando eles também poderão usufruir das alegrias que semearam… e que, ainda hoje não podem… e, talvez, por muito tempo mais, não possam desfrutar…

A vida, graças a Deus, é eterna!…

(Texto redigido em 29 de junho de 2004.)

(*) Trata-se de uma metáfora poética, obviamente.
(Nota do Autor)