Luz e Trevas.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Quer ser feliz?
Saia de si, de sua circunstância, de seu momento. A felicidade não é uma meta – é o resultado de um estado de espírito, decorrente de se cumprir o que se veio fazer no mundo, de se atenderem a propósitos, vocações, tendências, necessidades profundas da alma.

Quer superar problemas?
Não os queira resolver do dia para a noite. Foque o objetivo final, faça o que está ao seu alcance, e renuncie a controlar processos e ritmos de resolução das questões. Você pode facilitar a ocorrência de uma gravidez, mas não pode conduzir os mecanismos da gestação. O mesmo existe no campo do espírito e da mente humanos: existem prenhezes da alma, que têm seus próprios ritmos e meandros, inacessíveis à mente de vigília, racional, analítica, envolvendo bilhões de variáveis completamente imponderáveis e inabordáveis, em seu todo, pela estreita inteligência humana. Continue lendo

Em Meio ao Assalto das Trevas.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Anacleto.

As estratégias das trevas aparentam ganhar terreno, na obra que lhe foi confiada pela Divina Providência.

Fatos são distorcidos e mal-interpretados, atitudes suas enérgicas, mas necessárias, consideradas brutas ou injustas. Seu sorriso complacente, pelo esforço de contemporizar e relevar faltas numerosas, traduzido como sinal de complacência e de sujeição ao mal.

Sempre se coloca como um cidadão comum e, com isso, em vez de mais o valorizarem, pela ausência do desejo de supremacia, esquecem de todos os seus sacrifícios e empenho diuturno, na realização grandiosa que está sob seu encargo, e que nem de longe imaginam quanto lhe custou e ainda custa, e, ignorando o respeito e a reverência que lhe devem, como orientador e dirigente do empreendimento, tratam-no como um destemperado vulgar, por lhe perceberem traços de humanidade que nunca ocultou, agindo como filhos adolescentes rebeldes, blasfemando, ingratos, contra o pai de quem tanto se beneficiaram. Continue lendo

De Novo em Trevas.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eustáquio.

Vês-te, mais uma vez, enodoado com as manchas do erro. Gostarias, presto, atingir as culminâncias da paz e da bem-aventurança. Notas, todavia, de modo mui arraigado, a alma presa a baixadas da humanidade primitiva.

Por muito tempo ainda, amigo, perceber-te-ás jungido a expressões primárias de ser. Por outro lado, escolas psicológicas modernas propugnam pela liberação completa de impulsos, qual se fora a última palavra em vanguardismo comportamental. Não há, porém, bem estar verdadeiro, sem atendimento aos reclamos profundos da consciência, que, por sua vez, jaz inelutavelmente programada a ímpetos de auto-transcendência. Ou seja: sem evolução, não há paz, nem felicidade. Continue lendo