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Benjamin Teixeira A toca do coelho de Alice – da famigerada história “Alice no País das Maravilhas” – constitui brilhante metáfora dos “wormholes” (“buracos de minhoca”), com que a Física de subpartículas atômicas contempla possibilidades, antes insuspeitadas (quando estávamos submetidos às cosmogonia e cosmovisão da Física clássica, newtoniano-cartesiana), de “furos espaço-temporais”, “pontes interdimensionais”, entre outras maravilhas excepcionais e revolucionárias que as descobertas da Ciência do infinitamente pequeno têm apresentado à espécie humana. Continue lendo Benjamin Teixeira Eugênia, em revista de grande circulação nacional, falava-se sobre a “revolução da terceira idade”. As populações, envelhecendo, estão criando uma paridade entre número de velhos e de jovens como nunca houve na história da humanidade. Teria algo a dizer sobre o assunto? Não nos interessam os aspectos sócio-político-econômicos que estão em jogo, numa verdadeira revolução paradigmática e estrutural na organização das sociedades – esse será um desafio para a modernidade próxima, como a questão dos sistemas de previdência e os conceitos do que seja trabalho, aposentadoria e invalidez. O a que poderíamos aqui chamar a atenção seriam os aspectos simbólicos, psicológicos e espirituais implicados nesta curiosa revolução. E o primeiro deles é de que o ser humano não é corpo, basicamente, mas sim espírito, já que a juventude não passa de um intróito para a terceira idade. Jovens são sementes de velhos. A não ser que se morra antes, fica-se velho. Por melhores que sejam as técnicas de prolongamento da saúde, vitalidade e longevidade humana, fica-se velho. Ironicamente, os avanços da Medicina estão dando ganhos ao ser humano, em termos de qualidade de vida e de longevidade justamente no que se poderia chamar de terceira idade. Os velhos estão vivendo mais. Isso indica que o ser humano não pode se fiar em sua casa física, não pode identificar-se ou estabelecer seus critérios de segurança ou objetivos de vida, valores ou significado, em função de uma estrutura evanescente e frágil como o corpo material. E o que diria ao confrontar o que acabou de nos dizer com os conceitos da cultura jovem? Continue lendo Benjamin Teixeira Nade contra as circunstâncias, veicule novas idéias, por seu cérebro, transponha-as para o papel, a fim de que possa organizá-las melhor. Não espere situações ideais, para concretizar estes projetos novéis. Desbrave florestas ínvias: é lá que se encontram os tesouros desconhecidos. Eis o desafio da vida: não se entregar inerme às forças da circunstância, não se submeter ao talante do destino, não corresponder, mecânica e matematicamente, às expectativas de fora, dos outros, da sociedade, das convenções humanas, mas sim: abrir a mente tanto para dentro, quanto para fora, mas principalmente para dentro, desenvolvendo a intueri(*), a visão por dentro, enxergando o mundo com maior percuciência, com maior clareza e principalmente fidedignidade, projetando, dessarte, menos pressuposições de verdade e percebendo mais as coisas como elas realmente são e não como gostaríamos que fossem, muito embora, podendo perfeitamente laborar para que se tornem assim como almejamos. Só que nunca galgaremos esse patamar de êxito – de tornar as coisas como pretendemos – se não partirmos do princípio de, primeiramente, notá-las como estão de fato, para, em seguida, criarmos um planejamento estratégico, em procedimentos etapa a etapa, para modificá-las gradativa, sistematicamente, viabilizando, efetivamente, a mudança, a materialização de nossos objetivos. Continue lendo Benjamin Teixeira
Você, meu querido amigo, martiriza-se por se sentir rebelde, em muitos aspectos do seu modo de ser. Todavia, com um mínimo de equilíbrio e maturidade (para não se recair nas atitudes dissipativas-criminosas ou nas viciosas-infantis), essa é uma das funções mais importantes na condição humana, que gera progresso e aprimoramento da qualidade de vida e da consciência, da civilização e da cultura, em todos os sentidos. Foi sempre graças aos incontentáveis, que a humanidade marchou rumo à prosperidade, afastando-se da miséria e de todas as formas de privação e de castração. O povo hebreu estava acostumado ao horror da escravidão havia quatrocentos anos, quando surgiu um rebelde aristocrático, o príncipe Moisés – reza o mito do Êxodo, seja ele real ou não – e as multidões o acompanharam, por quatro décadas de sacrifício, rumo a uma esperança de dias melhores, um lugar melhor para viver. Depois disso, todas as comunidades e etnias, no correr dos séculos, lutaram e ainda pugnam pela sua autonomia ante outras nações, jamais admitindo a submissão a outros povos. Continue lendo |
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