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Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.
O Apocalipse, o profundo, sibilino e quase ininteligível livro da Bíblia, que encerra a coletânea basilar sagrada da cristandade, alude ao “anti-Cristo” como uma figura personificada; entretanto, numa perspectiva simbólica, numa leitura mais adequada para a complexidade e profundidade do texto reputado a João Evangelista, pode representar mais um estado de consciência ou um padrão de comportamento que propriamente uma pessoa de fato. Em passado recente, mulheres que se perfumavam e se maquiavam, bem como usavam roupas alegres e tinham conduta expansiva, eram imediatamente taxadas de mulheres de vida vulgar, niveladas a prostitutas e cortesãs. Por aquele tempo era ainda comum deixarem-se mulheres analfabetas, sob pretexto de que seria propiciar confidências com amantes, à distância, por cartas de amor, o saberem ler e escrever. E não raras desceram a óbito desnecessariamente, por ser considerado impudico serem examinadas por médicos homens. Porque, é claro, mulheres não tinham acesso ao meio acadêmico, contando-se nos dedos das mãos as figuras femininas que ostentaram o título de médicas antes do século XIX. Continue lendo Benjamin Teixeira
“Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que todo aquele que vos tirar a vida julgará prestar culto a Deus. Procederão deste modo, por não conhecerem ao Pai, nem a Mim.” “Este homem fala em nome do Satanás!” Hoje, dificilmente alguém se entrega ao impulso homicida propriamente dito; mas, com freqüência insuspeita, os representantes mais genuínos da Divina Providência no plano físico são perseguidos e atassalhados publicamente, como se fossem peças diabólicas ou desprezíveis do concerto social. Isso é muito lógico: se estão à frente do seu tempo, naturalmente não são compreendidos, e como a vaidade e ego da mediocridade não aceita nada acima de si, sobremaneira quando interesses pessoais são contrariados, imediatamente se reputa o marginal acima da linha evolutiva a condição de marginal abaixo da linha média de evolução coletiva. E, destarte, são tomados à conta de embusteiros os mais transparentes e legítimos representantes das Forças de Deus na Terra. Isto não é novidade. Fogueiras foram acendidas no passado. Tribunais implacáveis acusaram e sentenciaram à morte almas santas e verdadeiramente revolucionárias em diversas culturas e épocas da humanidade. Hoje, em ambiente mais civilizado, as sentenças e execuções são mais sutis – nem por isto, porém, menos lesivas em seus resultados. Mas ai daqueles que se confiarem a esta ordem de desatinos, porque estar-se-ão colocando contra as Potestades Celestes, e atraindo carma em medida equivalente. Por isto, atente-se. Você também não está indene de fazer maus julgamentos. Existem psicotipos que se assemelham na aparência, abissalmente distintos na essência, sobremaneira em suas intenções, e, principalmente, nos efeitos construtivos e benéficos que geram na própria e na vida de inúmeras criaturas: • O devasso e o desprovido de preconceitos. Cuide de não se prender à superfície das aparências. Santos, místicos e gênios de outros evos contrariam não só convenções e esquemas tradicionais de comportamento e avaliação, como, amiúde, feriram frontalmente leis e princípios considerados religiosos, fazendo-os avançar em profundidade e qualidade de conceitos, nas gerações seguintes. Também o fizeram os criminosos vulgares de todos os tempos. Enquanto estes, porém, não passavam de almas primitivas e rebeldes, os primeiros constituíam espíritos de escol, provisoriamente alojados em corpos físicos, para fermentarem o progresso coletivo e fomentarem o bem estar e a felicidade gerais, num nível mais alto de entendimento e de conduta. (Texto recebido em 7 de agosto de 2005.)
Benjamin Teixeira
Nesta era de tanta licenciosidade, há conceitos que precisam ser relembrados e vividos, sem a tentação de interpretá-los à conta de anacrônicos, ultrapassados, démodé; quais sejam: recato, pudor, reserva, honra, fidelidade, compromisso. Ser reservado na vida sexual, pudico nas questões íntimas, fiel a compromissos assumidos, estável em relações sólidas e monogâmicas, fulcradas em ascendentes de afinidades ético-morais-culturais, jamais constituirá retrocesso ou apego ao passado, mas sempre indicará conduta madura e nobre, de quem já se desvencilhou dos laços mais grosseiros que prendem as criaturas humanas ao pretérico arquimilenar na animalidade. Há quem confunda modernidade com vulgaridade e relaxamento dos costumes, da moral, da decência, esquecidos que a evolução é uma seta que aponta para frente e para cima e não para o lodo do charco, de que temos que nos deslindar, pelo processo de purificação da consciência. Benjamin Teixeira
Você é racista e sua filha se apaixonou por um negro? Bem-vindo à Terra. E, por outro lado, bem-vindo à vontade de Deus, que abomina facilidades, execra preconceitos, detesta o orgulho e promove tudo, na vida de suas criaturas, no sentido da contra-mão do comodismo, com o fito de emulá-las ao crescimento e ao aprofundamento da sabedoria, da maturidade e da lucidez, bem como da virtude, da grandeza d’alma, da espiritualidade em si mesmas. |
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