Preconceito – O Flagelo Anti-Cristo.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

O Apocalipse, o profundo, sibilino e quase ininteligível livro da Bíblia, que encerra a coletânea basilar sagrada da cristandade, alude ao “anti-Cristo” como uma figura personificada; entretanto, numa perspectiva simbólica, numa leitura mais adequada para a complexidade e profundidade do texto reputado a João Evangelista, pode representar mais um estado de consciência ou um padrão de comportamento que propriamente uma pessoa de fato.

Em passado recente, mulheres que se perfumavam e se maquiavam, bem como usavam roupas alegres e tinham conduta expansiva, eram imediatamente taxadas de mulheres de vida vulgar, niveladas a prostitutas e cortesãs. Por aquele tempo era ainda comum deixarem-se mulheres analfabetas, sob pretexto de que seria propiciar confidências com amantes, à distância, por cartas de amor, o saberem ler e escrever. E não raras desceram a óbito desnecessariamente, por ser considerado impudico serem examinadas por médicos homens. Porque, é claro, mulheres não tinham acesso ao meio acadêmico, contando-se nos dedos das mãos as figuras femininas que ostentaram o título de médicas antes do século XIX. Continue lendo

Estudando o Evangelho – Capítulo 8.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.


“Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que todo aquele que vos tirar a vida julgará prestar culto a Deus. Procederão deste modo, por não conhecerem ao Pai, nem a Mim.”
(João, 16:2-3.)

“Este homem fala em nome do Satanás!”
“Ele é um charlatão e um aproveitador!”
“Ela é falsa e mentirosa! Disfarçada de boa moça! A caridade é uma máscara sob que se esconde!”

Hoje, dificilmente alguém se entrega ao impulso homicida propriamente dito; mas, com freqüência insuspeita, os representantes mais genuínos da Divina Providência no plano físico são perseguidos e atassalhados publicamente, como se fossem peças diabólicas ou desprezíveis do concerto social. Isso é muito lógico: se estão à frente do seu tempo, naturalmente não são compreendidos, e como a vaidade e ego da mediocridade não aceita nada acima de si, sobremaneira quando interesses pessoais são contrariados, imediatamente se reputa o marginal acima da linha evolutiva a condição de marginal abaixo da linha média de evolução coletiva. E, destarte, são tomados à conta de embusteiros os mais transparentes e legítimos representantes das Forças de Deus na Terra.

Isto não é novidade. Fogueiras foram acendidas no passado. Tribunais implacáveis acusaram e sentenciaram à morte almas santas e verdadeiramente revolucionárias em diversas culturas e épocas da humanidade. Hoje, em ambiente mais civilizado, as sentenças e execuções são mais sutis – nem por isto, porém, menos lesivas em seus resultados. Mas ai daqueles que se confiarem a esta ordem de desatinos, porque estar-se-ão colocando contra as Potestades Celestes, e atraindo carma em medida equivalente.

Por isto, atente-se. Você também não está indene de fazer maus julgamentos. Existem psicotipos que se assemelham na aparência, abissalmente distintos na essência, sobremaneira em suas intenções, e, principalmente, nos efeitos construtivos e benéficos que geram na própria e na vida de inúmeras criaturas:

• O devasso e o desprovido de preconceitos.
• O arrogante e o autêntico-transparente.
• O tirano e o disciplinador-responsável.
• O hipócrita e o psicológico-político.
• O negligente e o tolerante-paciente.
• O perdulário e o generoso.
• O delinqüente e o pós-ético-consciente.

Cuide de não se prender à superfície das aparências. Santos, místicos e gênios de outros evos contrariam não só convenções e esquemas tradicionais de comportamento e avaliação, como, amiúde, feriram frontalmente leis e princípios considerados religiosos, fazendo-os avançar em profundidade e qualidade de conceitos, nas gerações seguintes. Também o fizeram os criminosos vulgares de todos os tempos. Enquanto estes, porém, não passavam de almas primitivas e rebeldes, os primeiros constituíam espíritos de escol, provisoriamente alojados em corpos físicos, para fermentarem o progresso coletivo e fomentarem o bem estar e a felicidade gerais, num nível mais alto de entendimento e de conduta.

(Texto recebido em 7 de agosto de 2005.)

Na Era das Liberdades.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.



Nesta era de tanta licenciosidade, há conceitos que precisam ser relembrados e vividos, sem a tentação de interpretá-los à conta de anacrônicos, ultrapassados, démodé; quais sejam: recato, pudor, reserva, honra, fidelidade, compromisso. Ser reservado na vida sexual, pudico nas questões íntimas, fiel a compromissos assumidos, estável em relações sólidas e monogâmicas, fulcradas em ascendentes de afinidades ético-morais-culturais, jamais constituirá retrocesso ou apego ao passado, mas sempre indicará conduta madura e nobre, de quem já se desvencilhou dos laços mais grosseiros que prendem as criaturas humanas ao pretérico arquimilenar na animalidade.

Há quem confunda modernidade com vulgaridade e relaxamento dos costumes, da moral, da decência, esquecidos que a evolução é uma seta que aponta para frente e para cima e não para o lodo do charco, de que temos que nos deslindar, pelo processo de purificação da consciência.
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Estranha Vontade de Deus.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.


Você é racista e sua filha se apaixonou por um negro?
É sexista e seu chefe é uma mulher autoritária?
É homofóbico e descobriu que seu primogênito é gay?
Nasceu em “berço de ouro” e, hoje, é falido ou está desempregado?
É cioso de sua reputação e nefanda calúnia circulou a seu respeito?
Gostaria de destaque e vive oprimido no ostracismo social?
Quereria possuir mais títulos, na honradez das formalidades do mundo físico, e a vida lhe roubou oportunidades de maior titulação acadêmica?
Gosta de adulações e, de reversa maneira, tratam-no como um pária social?
Você é um moralista e se viu incorrendo nos mesmos equívocos que condenava nos outros?

Bem-vindo à Terra. E, por outro lado, bem-vindo à vontade de Deus, que abomina facilidades, execra preconceitos, detesta o orgulho e promove tudo, na vida de suas criaturas, no sentido da contra-mão do comodismo, com o fito de emulá-las ao crescimento e ao aprofundamento da sabedoria, da maturidade e da lucidez, bem como da virtude, da grandeza d’alma, da espiritualidade em si mesmas.
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