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Benjamin Teixeira
Vê aquela senhora bela, rica e bem vestida? É um ás de renúncia contínua, na forja do lar e no cadinho do ambiente de trabalho, esquecendo das próprias necessidades psicológicas e espirituais, para atender às de muitos. Vê aquela outra moça mais velha, que parece acomodada e estéril? É heroína oculta, denodada a marido semi-inválido, carregando consigo as chagas da abnegação constante, em prol do bem estar do cônjuge. Vê aquela profissional da saúde que lhe soa caótica e histérica? Vive a serviço do próximo, calando carências e suprimindo alegrias de seu caminho, para melhor se dedicar ao trabalho de curar e cuidar de muitos. Vê aquela adolescente, em primeiro exame, mimada e vazia? Suplantou mágoas tremendas, para sorrir sem amargura, e sustenta o coração em brasa, para ofertar carinho e apoio aos amigos. Benjamin Teixeira
Se você não quiser ficar “lelé da cuca” antes de morrer, seria bom começar a confiar em Deus. Ah!… Você pode ficar são e lúcido até o fim, mesmo sendo questionador e crítico até a medula. E, então, irá “certinho e retinho”, para o reino dos infernos (risos). Ou seja: será uma bênção ficar caduco e babão antes de desencarnar, uma dádiva de Deus, caso não consiga superar seus entraves com o lado bom da vida e das pessoas. Benjamin Teixeira
Companheiros da véspera traíram-te pelas costas. Porque não tiveram de ti exatamente o que seus caprichos exigiam, resolveram, semi-enlouquecidos na própria sanha egoística, por apunhalá-lo, cruelmente, sem dimensionar sequer a extensão de tuas responsabilidades, aqueles que dependem de ti, não fora a tua dor pessoal. Amigos que se diziam completamente devotos, entre lágrimas de pseudo-sensibilidade, em meio a votos dramáticos de total dedicação, quando ligeiramente contrariados, transmudaram-se em feras sanguissedentas, ignorando teus pedidos de socorro, entre soluços mal-sufocados. Benjamin Teixeira
Eugênia, um tema me vem à mente, que até pode soar fútil para algumas pessoas, mas que, pelos efeitos sobre as massas e o inconsciente coletivo, e também para demonstrar ao nosso público que tudo tem sentido e é supervisionado pelos Agentes de Deus, gostaria de lhe expor à análise. É que, neste ano de 2005, completamos 50 anos de dois eventos históricos do cinema. O primeiro é o cinqüentenário do principal clássico da considerada maior estrela de cinema de todos os tempos, Marilyn Monroe, “O Pecado Mora ao Lado”, em que ela interpreta ela mesma e em que aparece na famosa cena de segurar a saia que flutua, sob efeito de uma baforada de exaustor de refrigeração. A segunda efeméride é a da morte de Carmen Miranda que, 10 anos antes, em 1945, chegou a ser a atriz mais cara de Hollywood, no ápice da “Política da Boa Vizinhança”, levada a cabo pelo governo norte-americano, no transcurso da Segunda Grande Guerra. Pode-nos falar algo sobre isto, e perdoa-me antecipadamente, se o tema for frívolo demais? Benjamin Teixeira
Sentes-te dilapidado nos patrimônios mais caros de tua alma. Quem te parecia dar, tomou-te. Quando mais te sentias carente e mais te deste em perdão e humildade, a figura riu dos teus sentimentos, e, em seguida, deixou-te ao desamparo, com rematada indiferença e requinte de crueldade psicológica. Olha, porém, acima dos horizontes sombrios de hoje. Acima das nuvens borrascosas do agora, raia, vitorioso, o sol das possibilidades novas, a te sorrirem no amanhã. A poda do momento difícil é alvissareira do reflorescimento da árvore da vida, prometendo frutos novos, num alvorecer futuro, por caminhos ignotos… Benjamin Teixeira
Se você (*2) se sente contrariado, com o cônjuge atrabiliário, que explode, intempestivamente, a troco de nada e por tudo, medite na excelência da paciência, da longaminidade, da indulgência, que não só pensam feridas, como fazem a alma despertar para freqüências mentais muito melhores de felicidade e de paz. Benjamin Teixeira
Assim como existe o distúrbio ocular da hipermetropia, que favorece a percepção mais precisa de imagens distantes de quem observa, dificultando, em contrapartida, o vislumbre nítido de imagens próximas do observador, existe, por analogia, em algumas psiques, uma propensão à facilidade para adentrar o universo das grandes reflexões filosóficas e morais, transcendentes e impessoais, contudo profundamente deficientes no divisar adequado, em proporções corretas, dos fenômenos corriqueiros, na rotina dos relacionamentos interpessoais e nas questões basilares do ser-em-si-mesmo. São aqueles, por exemplo, dados a grandes arroubos de excelência na atividade profissional, todavia obtusos nas questiúnculas do dia-a-dia doméstico; precários nas relações familiares, porém brilhantes nas ligações de impacto da vida pública; grandiosos nas magnas realizações para as massas, inaptos a serem bons amigos, familiares ou cônjuges, e, principalmente, bons para si mesmos, suas necessidades, desejos e aspirações mais nobres. Se nos atentarmos para esta tendência ao impessoal, ao coletivo, nos seus aspectos construtivos, sim: muito bem!, haverá um benefício para a humanidade, e, sem dúvida, constitui um plano de progresso espiritual do indivíduo: o do amor indiferenciado, o do amor pelo gênero humano e não por indivíduos em particular; bem como o do poder emocional e espiritual, da coragem e da audácia em se devotar a grandes causas. Entrementes, não descuremos da importância do pequeno, do aparentemente insignificante, porque Deus reside nas pequenas coisas. Será no teste das pequenas experimentações, que seremos avaliados e nos tornaremos abalizados, para as grandes realizações. Benjamin Teixeira
A Divina Providência faz uso de desconfortos e problemas, a fim de incentivar a criatura a não se paralisar em posturas acomodatícias, e para torná-la mais apta a novos vôos, mais altos que os atuais, em direção aos quais não se dirigiria, não fossem os êmulos desagradáveis das circunstâncias difíceis, que funcionam como esporas para seu lado preguiçoso e comodista. Assim, em vez de se rebelar ante o cutelo da dificuldade, verifique o que pode ela estar lhe sugerindo fazer ou desenvolver, e descobrirá, facilmente, motivos de gratidão e de alegria, no próprio problema, pelos resultados positivos, para a realização dos quais foi você estimulado, tanto em si mesmo, como em sua existência. (Texto recebido em 2 de março de 2005.) Benjamin Teixeira
Tua mente se casa a profunda tristeza, por antigos erros de ontem? Perdoa a ti mesmo e segue, duplicando a disposição de serviço ao Senhor Supremo. A melancolia te vem, escorada na presença de inúmeras adversidades, na tarefa a que te dedicas? Sê prático, delibera o que está em teu alcance, e o demais confia ao Senhor, que te dará a solução, em tempo hábil. Supões-te caso perdido, para as questões superiores que te afligem o espírito? Segreda a Ele tuas aflições do ideal, e lembra-te de que, como Ele mesmo disse, a Deus nada é impossível. Teus entes queridos te não compreendem; Benjamin Teixeira
Você se diz injustiçado por pessoa ingrata, que mereceu sua confiança e muito recebeu de você, no correr de anos. Você confia muito nas pessoas (embora com naturais cautelas), cercando-se, por isso, de muita gente decente e nobre, amiga e leal, por uma mera questão de afinidade, de sintonia, de atração – lei de causa-e-efeito a funcionar matematicamente. Apenas, vez que outra, surge alguém indigno desta confiança, que lhe passa desapercebidamente, pelo seu ponto cego de percepções e avaliações, constituindo-lhe isto teste à sua fé no ser humano, de que sempre, no entanto, costuma sair-se bem, e cada vez melhor. |
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