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(Nova Assembléia – 02.)
Uma metáfora do desequilíbrio havido entre desejar e poder ter. O ser humano, exacerbadamente dirigido pelo ego (deve ser apenas administrado, jamais norteado pelo ego), sofre o colapso dentro e fora de si, quando põe paixões subalternas, como poder, posse, prestígio social, fama, beleza, juventude, sobre outros valores, de natureza mais evanescente, contudo paradoxalmente mais profundos, duradouros, sólidos: os que concernem à plana do espírito. A ilusão pode ser sustentada por um certo tempo, assim como ocorre às bolhas de especulação financeira, mas chega sempre a hora em que a delusão se desfaz e o rombo-disparidade entre realidade e fantasia se mostra como é: um abismo que separa desejo de possibilidade concreta. Eugênia. Você já ouviu falar da brincadeira típica de rapazes adolescentes denominada “corredor polonês”? Pois é. O “princípio da separatividade”, que nos faz nos iludir no sentindo de nos crer desconectados uns dos outros, crença que impera no nível humano de consciência na Terra, levando a pessoa a supor que está na vez e “vantagem” de “bater” em alguém. Surge sempre o momento, porém, em que o agente ativo da pancadaria tem que reconhecer a chegada de sua vez de padecer como elemento passivo no jogo do apanhar, e aquilo que fez ao outro, então, tem oportunidade de retornar em sua direção, amiúde inflacionado com traços de crueldade, que fez por merecer, em complexos arranjos etiológicos de energia e padrão mental. A linearidade racional dos que vivem no nível ultra-superficial e primário das percepções meramente físicas não lhes permite entrever a estultícia de sua escolha. Os “caras da vez”, logo mais, estarão sofrendo os golpes que desferiram em terceiros, há pouco. Roberto. | ||||
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