Temas Complexos.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Temístocles.

“Sem amor para com os nossos inferiores, não podemos aguardar a proteção dos superiores; sem respeito para com os outros, não devemos esperar o respeito alheio. Se temos sido vampiros insaciáveis dos seres frágeis que nos cercam, entre as formas terrenas, abusando de nosso poder racional ante a fraqueza da inteligência deles, não é demais que, por força da animalidade que conserva desveladamente, venha a cair a maioria das criaturas em situações enfermiças pelo vampirismo das entidades que lhe são afins, na esfera invisível.” Continue lendo

A Morte do Floquinha.

por Benjamin Teixeira

20 anos atrás… Era 7:25 h de 29 de outubro de 1984. Mamãe batia à porta do meu quarto, insistentemente, tentando acordar-me.

- Benjaminzinho – disse-me, ato contínuo ao eu abrir a porta – o seu Floca está morrendo.

* * * * *

Em princípio eu detestara aquele apelido, na verdade uma corruptela do nome que eu dera ao meu coelhinho de estimação, criada por uma das funcionárias de nossa casa. O nome original havia sido “Ploc”. Mas o fato é que, inconscientemente, adorei o tal do “Floca”, talvez porque soasse mais transcendente, menos associado a definições sexuais ou culturais (havia uma marca de chicletes, à época, com esse nome), e, assim, “Floca” acabou sendo o nome que eu mesmo incorporei para chamar meu anjinho de pelo.

Floca era um coelhinho daqueles branquinhos de olhos vermelhos. Era a alegria de minha chegada em casa, do Colégio: vê-lo correndo em minha direção. Orgulhava-me de parecer ele tão inteligente como um cão doméstico. No ápice da minha adolescência, por um hábil mecanismo de defesa psicológica (assim interpreto hoje), Floca era o “único” ser que eu amava verdadeiramente. Continue lendo

Diálogo sobre a Imaturidade em torno da Morte.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Vou lhe sugerir começarmos um diálogo para ser publicado.

Certo.

Houve uma ocorrência recente, que gostaria de comentar.

Pois não.

A morte de Kardec.

Você quer dizer o bicentenário de nascimento de Kardec?!…

Não, falo da ausência de comemorações e alusões à morte de Kardec (*).
As pessoas costumam comemorar muito enfaticamente o nascimento dos indivíduos, e se esqueceme de que a morte é data muito mais importante, porque marca, de fato, a glória de um indivíduo. Celebra-se o Natal de Jesus de forma muito mais enfática que sua “Ressurreição”, na Páscoa. Mas foi o término de Sua existência que caracterizou a vitória final, pois que, naquele instante, ficava certo, cristalizado para toda a eternidade, que nunca traiu Ele os seus propósitos. O mesmo, com muito maior propriedade, pode-se dizer de Kardec, por ser um espírito mais humano. Quando um missionário nasce, há uma expectativa do Plano Maior de Vida, mas não uma certeza de seu triunfo, no que concerne ao reto cumprimento de sua programática existencial previamente delineada.

Obviamente que grandes missões não são confiadas a quem possa trair-lhe os princípios ou desertar, sem a conclusão adequada do trabalho. Mas, paradoxalmente, mesmo assim, subjaz sempre o livre-arbítrio humano, com toda sua multifacética gama de possibilidades de reação e condução do próprio destino. Cada personalidade possui um tal carga intrincada de idiossincrasias e os eventos diversos que o envolverão na condição de encarnado (leia-se: embotado espiritualmente) que é virtualmente impossível prever-lhe o sucesso num determinado empreendimento existencial. O próprio codificador deixou claro isso, repetindo o que lhe fora dito por grandes médiuns em transe, que se ele falisse em seu trabalho, outro(s) viria(m) para realizá-lo em seu lugar. Ninguém, portanto, na Terra, é infalível. Continue lendo