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Benjamin Teixeira, (Pergunta) (*) – Por que a maior parte das mulheres sonha com príncipes encantados, mas se casa com cafajestes? (Resposta) – Responderei de forma sumária, mas levando em conta diversas perspectivas, todas pertinentes e necessárias à melhor compreensão da temática intrincada dos relacionamentos humanos: 1) Porque não são princesas do espírito. Só almas nobres têm o condão pleno de conduzir para si personalidades de padrão similar. 2) Porque não são vassalas, em se considerando “príncipe” na acepção de homens psicologicamente altivos ou suficientemente narcisistas para agirem como aristocratas pernósticos, que julgam merecer o melhor do mundo, em detrimento de terceiros, não por realizações e méritos pessoais, mas por capricho e desejo. Estes príncipes só se casam com mulheres que se submetam ao talante de sua voluntariosidade. As caprichosas, por sua vez, deveriam procurar vassalos, para diminuir um pouco os conflitos em que se introduziriam, caso conseguissem estabelecer intimidade com um igual – o que, é claro, por lei do carma, acontece frequentemente, fazendo com que “príncipes” e “princesas”, após a quebra do encanto inicial de arroubo passional, descubram-se “traídos e enganados”, por se verem enlaçados, respectivamente, a “sapos” e “bruxas”. Todavia, nesta burlesca e trágica comédia do ego, cabe-nos indagar: Quem, realmente, enganou quem? Continue lendo Benjamin Teixeira pelo espírito Eugênia. Eugênia, uma perturbadora entrevista foi publicada em semanário nacional (*), com o filósofo norte-americano David Livingstone Smith sustentando a tese de que a mentira seria uma prática não só generalizada, como necessária à vida em sociedade, chegando a afirmar que quem mente com desenvoltura adquire maior sucesso e fortuna. De forma chocante, mas com bons argumentos, disse que as relações interpessoais seriam um caos, caso as pessoas se decidissem a falar sempre a verdade, com a suspensão, por exemplo, das pequenas mentiras que são ditas por boas maneiras. Por outro lado, alerta que existe a mentira patológica e/ou profissional, como a que costuma grassar entre políticos, que não deve ser confundida com a mentira “normal”. Em que medida esta tese pode ser moral e espiritualmente sustentada? Você poderia nos instruir com sua ótica sobre o assunto? Continue lendo Benjamin Teixeira Lute contra o império das aparências e procure, quanto possível, viver o reino da essência. Não se exponha, é claro, oferecendo informações ao inimigo de como atacá-lo melhor. Nem se sinta “o dono da verdade”, por tentar viver a sua verdade pessoal. Mas, dentro do exeqüível, fuja da mentira de todas as aparências. Elas são aparências justamente porque só parecem, não são. E somente o que é existe. E se algo não é, não tem consistência, é perigoso, porque pode contaminar de nadas a alma daquele que por ele se deixa seduzir… (Texto recebido em 24 de maio de 2004.) Benjamin Teixeira pelo espírito Anacleto. Minta por muito tempo, e logo estará acreditando em sua mentira, perdendo-se nos meandros de sua fantasia. Represente a loucura com um pouco mais de perfeição, e, em curto espaço de tempo, não notará diferença entre representação e realidade. Lute constantemente, e notará a vida se converter em um campo de batalha. Não só a psique cria uma realidade virtual, dentro das fronteiras de seu território, como ainda funciona como uma estrutura atratora de realidades externas. | ||||
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