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por Aline Rangel. Em recente diálogo publicado neste site (*1), o Espírito Eugênia abordou a questão do masculino de forma objetiva, profunda e ao mesmo tempo didática, convidando o leitor, independente do sexo ou da orientação sexual, a buscar, despertar e desenvolver em si as qualidades masculinas, valorizando-as como instrumentos de crescimento e amadurecimento pessoal. Sua proposta é enfatizar a necessidade de sermos completos, de portarmos, independentemente da condição sexual em que estejamos, aspectos que nos aproximem da conformação andrógina, existente com freqüência em faixas de consciência do Plano Sublime. Continue lendo (Com desdobramentos em: assexualidade de Eugênia, sexualidade dos seres de luz encarnados, sadomasoquismo e manipulação de poder nos laços de intimidade.) Benjamin Teixeira, (Benjamin) – Adorável Eugênia: hoje, em nossa palestra de daqui a uma hora, trataremos do assunto “descobrir, viver e desenvolver o masculino, de modo produtivo e em sintonia com o Bem”, não importando o sexo ou as preferências sexuais dos indivíduos que se empenhem neste processo. Você nos pode dizer algo a respeito? (Eugênia) – Sim. Sabemos que corremos o risco de parecer preconceituosos ou arbitrários, mas, ao menos em caráter didático, é-nos indispensável estabelecer uma certa especialização de aptidões psicológicas, em categorias das funções psíquicas, na perspectiva da polarização psicossexual. O desagrado inicial que esta dicotomização “arbitrária” causa pode ser diluído com três pressupostos que apresentamos de antemão: 1) buscamos uma abordagem propedêutica, 2) analisamos a condição evolutiva humana atual do orbe, que muito distingue, seja socioculturalmente, seja psicoevolutivamente, as inclinações psicológicas dos dois gêneros, e 3) favorecemos uma sintonia com o que nosso público deseja ouvir de nós (por já estar preparado a isso), em vista de que, ao desencarnar, a identidade do espírito pode mudar de sexo ou simplesmente perder identidade sexual, para uma conformação andrógina, existente, com freqüência, em faixas de consciência do Plano Sublime, em que os indicativos anatomofisiológicos da sexualidade desaparecem gradativamente, até a completa extinção. Logo, o atribuir uma virtude a um sexo não é demérito ou mérito para ninguém, porque todos fomos, somos ou seremos mulheres e homens, porque todos “estamos”, e não “somos”, em verdade, mulheres ou homens. Benjamin Teixeira Meu caro companheiro da condição masculina: Às vezes a mulher é um “saco” mesmo. Fala pelos cotovelos… e, quando a gente tenta sobreviver ao falatório, distraindo-se com outra coisa, embora ouvindo… ela logo diz: “’Tá vendo? Você não me dá atenção!”. E aí não adianta dizer que “‘tava ouvindo tudo”, porque ela vai dizer que não estava dando a devida atenção, mas “só ouvindo com os ouvidos”. E a gente se pergunta se por acaso se ouve com os olhos, não é? Só porque os olhos estavam na TV, enquanto ela desfilava a centésima lauda da conversa… Bem… A gente tem que mostrar que é homem, que é forte, que não chora, que paga as contas. Tem vergonha de se mostrar fraco. Fica “p” da vida quando ela diz que a gente não cumpriu o prometido… e que “não é mais aquele”… (O que ela quer dizer com isso? “Eu dô um duro danado na cama, p’ra deixar ela satisfeita… Será que ela ‘tá me achando insuficiente? Pô… cara… que tragédia!” E… pior… não se tem com quem desabafar, n’é? Vai falar com quem? Com o Zé? Imagina só… “Mané não é mais aquele!”… Vai virar lema de chacota na turma). Mas, fazer o quê, n’é? É a vida: a gente tem que ouvir calado uma afronta dessas… e fazer de conta que não ouviu nada… Continue lendo | ||||
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