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(Extratos de Mensagens Mediúnicas Pessoais – 35.) Benjamin Teixeira Minha primeira carta breve segue para nossa mui querida (…), dizendo-lhe cuidado com os excessos de autocondenação. Hoje, a prezada companheira confiou-se a excessivo processo autopunitivo, como se fosse isso saudável, em se recordando (porque julgou ter sido isso que Brígida lhe propôs) da recomendação de que deveria se sentir um anfíbio ou uma ave de rapina (*). Discordo de que se entenda tal alvitre como um processo de auto-ódio ou autodepreciação; é exatamente o contrário: amar-se, respeitar-se e compreender-se até nestes aspectos menos construtivos (aparentemente) ou menos belos que sejam (para as aparências que o ego gosta de prezar). A irmã encarnada nos pediu socorro, porque, ao final da tarde, sentiu-se mal com este esforço, que lhe não é típico. Ela combate a autoflagelação psicológica; e, desta vez, estimulou-a. Não deve se sentir colocando-se para baixo, mas, sim, respeitar os aspectos de “baixada” de sua alma, como componentes de sua totalidade – o que é bem distinto de se martirizar intimamente. Continue lendo (Correspondência do Padre Rafael – 23.) Benjamin Teixeira Padre Rafael precisou repreender um elemento do grupo, por tornar este a assunto extremamente desgastante, que houvera sido motivo, inclusive, de afastamento de pessoas da paróquia, dois anos antes. O destinatário de sua epístola eletrônica costumava andar, freqüente e intimamente, com a autora intelectual da perlenga, no período da turbulência que culminou com o desligamento de alguns paroquianos. Após enviar-lhe o texto de repúdio pelo retorno à questão já resolvida, o sacerdote católico ficou sabendo, da parte do próprio interlocutor, à distância (bem como por meio de sua consorte, que participara de tudo), que não fora este, à época do entrevero, inteirado da maledicência em curso. Rafael julgou interessantíssimo o episódio, sobremaneira pelo fato de Felícia, o Anjo Bom que o inspirava, haver-lhe sugerido que digitasse o e-mail, sem ditar-lho propriamente à acústica mediúnica, como normalmente o fazia, em episódios semelhantes. Continue lendo Mãe controladora e dissimulada, funcionários sem caráter demitidos. Benjamin Teixeira O padre Rafael começou a digitar, celeremente, carta ao jovem de 20 anos, perseguido por estar muito próximo e se mostrar publicamente acompanhado de um intelectual famoso e prestigiado da sociedade, de natureza homossexual, componente da sua comunidade paroquiana. Ao fim das palavras abaixo anexadas, o maduro e atualizado sacerdote encerrou a missiva eletrônica, remetendo-a para o e-mail do jovem sob seus cuidados, que o procurava, sistematicamente, a tratar do assunto delicado para sua rotina. Lançando mão, irresponsavelmente, das ferramentas da calúnia e de cenas de escândalo, na porta da igreja (por Rafael proteger a relação de intimidade entre os dois), os detratores, não só tentando denegrir a imagem do intelectual decente, como envolvendo o nome da igreja e do Anjo Protetor da congregação (que era cultuado nas esculturas de Santa Felícia, espalhadas por toda a nave), acabaram por inflamar a parte mais severa do sacerdote estóico e corajoso: Continue lendo (A Expansão do Instituto Voltaire, Capítulo 4)
Antes de iniciar-se este capítulo, gostaria de esclarecer que: 1) (Este primeiro ponto, uma reiteração de esclarecimento) Apesar de serem, via de regra, verídicos, os fatos narrados em contos e romances mediúnicos sofrem imensa alteração, para se adequarem às necessidades dos leitores. É o caso do evento abaixo descrito, substancialmente modificado em muitos aspectos dos acontecimentos, incluindo o perfil psicológico de ambas as personalidades retratadas. 2) O problema da manipulação de controle e poder, seja em distúrbios de co-dependência emocional, seja em jogos sadomasoquistas, é algo que poderíamos dizer endêmico, se não conjuntural, no nível médio de evolução de nosso planeta, de tal modo que são quase generalizados, passando invisíveis para a esmagadora maioria das pessoas, sobremaneira em suas expressões mais sutis e elaboradas. Continue lendo | ||||
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