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Benjamin Teixeira
Minha muito querida (…): Que a paz de Nossa Mãe Santíssima nos cubra de bênçãos, hoje e sempre. Abatida, diz-me você cercada de profundas decepções. Não vou poder me minudenciar em todas as questões que a aturdem, mas escolho aqui alguns tópicos que reputo mais importantes a causarem a consternação de sua alma sensível e boa. O esposo lhe constitui verdadeiro malogro moral, azucrinando-lhe a alma, quais marteladas permanentes, a consumir-lhe o espírito. Mas não só ele – que já lhe não representa choque ao coração amarrotado de desilusões, acostumada a vê-lo como homem-problema de seus caminhos; agora também seus adoráveis pimpolhos compõem, a seu olhar dorido, cortejo de dores ocultas… Um deles, de sempre, premia-lhe o espírito, com culpas, de certo modo, injustificáveis. Agora, o mais velho, aquele que tinha como expoente de nobreza e elevação d’alma, flagra-se-lhe em bancarrota moral, à sua perspectiva de mãe extremosa. Benjamin Teixeira
Eugênia, hoje, dia das mães, deseja falar algo a respeito? Sim. Que, por meio do culto à maternidade, podemos estender a reflexão para o culto ao feminino, assim aproveitando a convenção da data comemorativa para também os participantes de nossa espécie que, provisoriamente, ostentam organismos de manifestação masculina (*). Vivemos a era da ascensão do feminino, como já tivemos diversas oportunidades de comentar em nossos estudos por este meio. Então, tudo que diga respeito, simbólica ou bio-psiquicamente, ao sexo feminino, como a intuição, a sensibilidade, a mediunidade, a capacidade de conciliação, de acolhimento e de amor – tudo isto está em alta no atual momento evolutivo da civilização humana na Terra. A maternidade representaria a suma-essência da feminilidade – poderíamos dizer isto? Como a paternidade, de modo correlato, em relação à masculinidade, constituiria o ápice das manifestações do ser masculino, como a bravura, a objetividade e o poder disciplinador e protetor do pai. Importante ressaltar, todavia, que quando fazemos referência à maternidade e à paternidade, aqui, não mencionamos apenas aquelas de caráter biológico, pois que há pais e mães pelo coração que nunca geraram fisicamente, e que, amiúde, são dados a atos de renúncia e de devotamento pelos entes amados que poucos pais e mães biológicos seriam capazes de realizar. Benjamin Teixeira Minha querida irmã, mãe sofrida: Você se casou cedo. Seus sonhos de moça converteram-se, rapidamente, em responsabilidades pesadas e inquietantes. Lembra-se de seus sonhos de menina-moça, hoje, mais do que o habitual, porque o esposo foi particularmente áspero, os filhos indiferentes, o seu coração sangra, um coração humano, de mulher, e não da santa-sacrificada como eles parecem supor ser você, sem, todavia, nenhum tributo de veneração, nem mesmo de gratidão que lhe compense o esforço contínuo de doação integral de si. Mas, querida amiga, no ápice de dor, levante os olhos para o Céu, e contemple mais além. A você, coração amado, que já conhece as alegrias de dar, sem esperar nada em troca, lembre-se que o mito de sua vida saiu da influência do arquétipo da Cinderela, para que se tenha postado sob a égide do símbolo da Fada Madrinha. Ou seja: não é alguém que espera que os próprios sonhos se realizem, mas alguém que vive para realizar os sonhos dos outros. E, assim, amável coração de mãe, irmã da comunidade das mães do céu, é você aí o que somos aqui, e se suas lágrimas parecem desconhecidas para o mundo, é conhecida de nós, que lhe aguardamos, de cá, a volta bendita, para aqueles que pensam e sentem como você; e, esteja certa, enquanto o líquido precioso lhe verte dos olhos para o chão adusto dos corações empedernidos que a circundam, sobe como contas de luz para o Alto, onde recebemos os créditos de seu amor ignorado e massacrado, sofrendo por todos sem nada dizer, sofrendo e amando sem nada dizer, sofrendo mas permitindo-se prosseguir na sua trilha de abnegação, quando tinha direito de tomar outro rumo, porque o prazer de dar e a glória de servir é, para seu espírito alcandorado de luz, maior do que todas as honrarias do mundo. Você, mãe escondida em vestes orgânicas invisíveis, fora dos galarins da visibilidade pública; você, mãe que pensa não ser amada e que se sente esquecida; a você, nosso preito de gratidão, nós que lhe aguardamos de cá, com a festa dos eleitos, para seu breve retorno, para agora ou daqui a cinqüenta anos… (Texto recebido em 6 de novembro de 2004.) Benjamin Teixeira Você, mãe, que chorou por seus filhos, agora tem que sorrir. Eles serão levados por outros braços, amando agora mais outras pessoas – esposa, marido, filhos, e você ficará para momentos de lazer ou repouso, em espaço secundário em suas vidas. Isso não é ingratidão – é o fluxo natural da vida. Receberam, para que dessem a outros. E você deu, não para que recebesse de volta, e sim para que eles crescessem e se tornassem independentes. Há muitas ilusões no mundo, entre elas algumas imiscuídas em coisas sagradas. O amor dos pais é uma delas, carregado de enganos, entre elas o fato de se verem os filhos como propriedades ou continuações de si. Quem se confia a esse tipo de fantasia, sofrerá tremendas desilusões, e corre o risco ainda de se sentir vítima, em vez de aprender a lição do desapego, da superação do egoísmo. Faça hoje mesmo sua faxina mental. Afaste de si qualquer idéia de perenidade, no que quer que seja. Tudo passa. Homens poderosos morrem e confiam seus impérios à posteridade. Celebridades brilham e passam, como estrelas cadentes, voltando ao pó d’onde vieram. Fortunas faustosas se dissipam e os corpos mais saudáveis inclinam para a sepultura, mais cedo ou mais tarde. Não adianta precatar-se contra ou esquivar-se da verdade. Ela está em toda parte. As cirurgias plásticas que fizer ou a ginástica que mantém como hábito não lhe impedirão de envelhecer e morrer. O seguro de vida que faz não acrescentará em um único dia o tempo de vida que terá sobre a Terra, por mais milionário seu investimento. A luta por zombar das coisas espirituais, e fazer pouco caso da finitude da vida física não lhe farão deixar de ser um espírito eterno que, cedo ou tarde, enfrentará a própria consciência, no tribunal infalível do tempo, ante as Grandes Potestades Espirituais que dirigem os nossos destinos. Agora é a hora de despertar… ou de continuar a alimentar a loucura… para sofrer mais, num despertar mais doloroso ainda, mais tarde… (Texto recebido em 30 de janeiro de 2003.) Benjamin Teixeira (Nota do Médium:) Hoje, pela tarde, em meio aos diálogos habituais que travo todos os dias com Eugênia, por meio da psicografia, recebi mensagens pessoais para quatro pessoas de nosso grupo, das quais duas, curiosamente as mais curtas, foram extremamente singelas e creio, educativas. Obviamente, mais uma vez, os assuntos tratados nas mensagens eram de meu total desconhecimento, e foram inteiramente confirmados pelos destinatários das micro-missivas do Além, o que sempre constitui uma adicional e confortadora evidência da imortalidade da alma para todos nós. Pelo caráter instrutivo, como disse, das mensagens que se seguem, preservadas as identidades com pseudônimos, trago aqui os textos na íntegra, lembrando aos prezados visitantes e amigos do Salto Quântico que, se não têm ou não tiveram a graça de receber uma mensagem direta de espírito amigo, estão, porém, sempre sendo assistidos pela Espiritualidade Maior, mesmo porque, mensagens como essas acontecem muito mais por acréscimo de responsabilidade ou como índice de grande necessidade que como sinal de merecimento maior. |
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