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por Benjamin Teixeira Na segunda metade da década de 1990, pouco depois de lançar o programa em transmissão nacional de TV, via satélite, para parabólicas analógicas, e de haver iniciado o circuito anual de palestras nos Estados Unidos, uma entidade despojada de corpo físico, que me pareceu benevolente, aproximou-se de mim e sussurrou-me à audiência mediúnica, em um dia de muita clareza do sinal psíquico de comunicação com o “Outro Lado”: – Já está em seu círculo de convívio direto, a pessoa responsável por escrever um livro a seu respeito, que muito nos interessa venha a lume (continuando com mais algumas falas que consideramos inapropriadas à publicação). Dei uma gostosa gargalhada para dentro. Certamente, ouvira a voz de uma entidade pérfida. O que é que os espíritos zombeteiros não seriam capazes de nos dizer, com o fito de nos perder. Lera e seguia, à risca, o que Kardec, o mestre por excelência da metodologia mediúnica, opinara sobre o incensar da vaidade: que constituía um dos golpes mais letais, como mais usuais, aplicados pelos gênios das faixas inferiores de consciência, para desencaminhar médiuns, em suas carreiras de serviço ao bem comum. Imagine-se se um dia escreveriam um livro sobre mim. A tentação me pareceu óbvia demais, de modo que não me foi difícil descartá-la com gosto. A “profecia”, todavia, pelo surreal estapafúrdio, entrou para o rol das falas mais bizarras que algum dia ouvi da dimensão extrafísica de vida. É comum colecionarmos, involuntariamente, algumas delas. Continue lendo |
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