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Mãe controladora e dissimulada, funcionários sem caráter demitidos. Benjamin Teixeira O padre Rafael começou a digitar, celeremente, carta ao jovem de 20 anos, perseguido por estar muito próximo e se mostrar publicamente acompanhado de um intelectual famoso e prestigiado da sociedade, de natureza homossexual, componente da sua comunidade paroquiana. Ao fim das palavras abaixo anexadas, o maduro e atualizado sacerdote encerrou a missiva eletrônica, remetendo-a para o e-mail do jovem sob seus cuidados, que o procurava, sistematicamente, a tratar do assunto delicado para sua rotina. Lançando mão, irresponsavelmente, das ferramentas da calúnia e de cenas de escândalo, na porta da igreja (por Rafael proteger a relação de intimidade entre os dois), os detratores, não só tentando denegrir a imagem do intelectual decente, como envolvendo o nome da igreja e do Anjo Protetor da congregação (que era cultuado nas esculturas de Santa Felícia, espalhadas por toda a nave), acabaram por inflamar a parte mais severa do sacerdote estóico e corajoso: Continue lendo
“Também os escribas, que haviam descido de Jerusalém, diziam: ‘É pelo príncipe dos demônios que ele expele os demônios.’ Mas, havendo-os convocado, dizia-lhes em parábolas: ‘Como pode Satanás expulsar Satanás? Pois se um reino está dividido contra si mesmo, não pode durar. (…)’”
por Benjamin Teixeira
Já se combateram, com base na Bíblia, até afirmações elementares da Geologia, como não ser a Terra o centro do universo. Cientistas e revolucionários foram mortos, por religiosos blasfemos que diziam estar assim agindo em nome do Ser Todo-Amor. A exegese de textos sagrados é complexa, e demanda meditações cuidadosas, para que, como no passado, não continuemos condenando em nome de Deus – o que, lamentavelmente, prossegue acontecendo largamente.
Benjamin Teixeira
1700. Homossexuais são aberrações vivas, abominações diante de Deus, que precisam ser extirpadas, por meio de fogueiras ainda acesas, pela Inquisição, em países como Portugal. Lisboa é a capital mundial do terror gay…
1800. O Código Napoleônico declara que homossexuais têm direito de se manifestar, sem serem tratados como criminosos. Podem ser depravados, mas devem ter protegida a liberdade para expressar sua devassidão. Paris se torna a primeira grande meca gay da modernidade.
1900. A psicanálise freudiana assevera: homossexuais não são delinqüentes, nem devassos, mas sim doentes que não prescindem de tratamento. Dêem-lhes clínica e não presídios. Viena se torna o grande manicômio simbólico dos per-vertidos (*) da sexualidade.
Se a homossexualidade fosse contra a natureza, ou seja, contra as leis de Deus, não haveria entre animais. Mais de 400 espécies de animais observadas por recente estudo etológico britânico apresentam conduta homossexual, em muitas delas, inclusive, apresentando-se predominante em relação à heterossexualidade. Animais não têm vícios, maldades, perversões ou safadezas. Seguem, cegamente, os instintos, que são as leis da Natureza, diretamente transmitidas por Deus aos reinos animais, por Seus desígnios sacrossantos. Opor-se, portanto, à homossexualidade é opor-se à Vontade de Deus. Aliás, não é novidade que os meios religiosos pretendam, em nome da fé, impor freios ao natural. Uma total adulteração dos propósitos genuínos da religião e da espiritualidade. Evolução nada tem a ver com repressão, como tão bem afirma a Psicologia. Reprimir é o mais rápido caminho para a perversão e toda forma de patologias psíquicas e comportamentais. Gustavo Henrique. |
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