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por Benjamin Teixeira.
O início do evento estava previsto para 19 h e 30 min (como de fato aconteceu, pontualmente). Às 17 h e 45 min, entretanto, 30 minutos antes de se abrirem os portões de vidro do elegantérrimo Teatro Tobias Barreto, o mais moderno do Norte-Nordeste brasileiro, uma multidão já se formava do lado de fora, próximo às escadarias. Nos minutos seguintes, um crescente impressionante de veículos e pessoas afluíram de todos os lados, rumo ao grande edifício, que fica localizado num entroncamento de grandes avenidas de escoamento da capital sergipana, e ao lado de um dos mais movimentados terminais rodoviários da cidade. De tal modo foi o afluxo de pessoas que, às 18 h e 50 min, 40 minutos antes de o espetáculo ter início, as portas do teatro tiveram que ser cerradas, com incríveis 1320 lugares ocupados, mais pessoas nas laterais, sentadas nos degraus que separavam filas de poltronas (embora em pequena quantidade, por determinação de segurança da diretoria da casa) e uma outra multidão de pessoas apinhadas no amplo saguão do teatro, para assistirem ao evento de um telão adicional que apusemos por lá, prevendo tal sobrelotação da casa, multidão esta que estaria entre 400 e 500 pessoas, conforme estimativas feitas por vários elementos do grupo.
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Benjamin Teixeira/Thaïs Bezerra.
Benjamin Teixeira.
Ele tem 35 anos incompletos (26.10.1970), mas iniciou suas atividades como espírita há quase 18, com apenas 17 anos de idade. Aos 19, publicou seu primeiro artigo na imprensa. Aos 20, iniciou a carreira de conferencista e de expositor radiofônico, além de começar o exercício metódico da mediunidade. Aos 23, lançou seu programa de TV, até hoje no ar, há quase 12 anos, o primeiro regional e o primeiro nacional da história do Espiritismo. E, desde os 25 anos de idade, anualmente faz circuito de palestras nos Estados Unidos, com foco maior em Nova York e no estado de Connecticut, onde ajudou, como médium, a fundar, com seu amigo Marcone Vieira, o centro espírita “Caminho da Luz”, uma das maiores instituições espíritas dos Estados Unidos da América. Participa semanalmente de um programa radiofônico também nos Estados Unidos, transmitido num pool de quatro FM’s, e tem coluna permanente num jornal distribuído semanalmente em sete estados norte-americanos, incluindo Nova York, ambos do grupo “Brasileirinho”. Benjamin é médium ostensivo e operante, psicografa e dialoga diariamente com sua mentora espiritual, o espírito Eugênia, a quem viu, pela primeira vez, naquele mesmo 1988, em que deu início às suas tarefas espíritas. Tem 16 livros publicados (o “Maria Cristo”, que publica neste domingo é o 16º), sem contar aproximadamente 20 outros que tem engavetados, aguardando ocasião de serem trazidos ao grande público. Mantém, com ajuda de um grande grupo de fiéis colaboradores, uma obra de assistência social, na comunidade Santa Maria, na capital sergipana, desde janeiro de 1994, que vai da alimentação do corpo à educação espiritual de jovens e de crianças, passando pela assistência médica. Faz palestras públicas aos domingos, às 19 h e 30 min, no Centro de Convenções do Hotel Parque dos Coqueiros, o maior de nossa cidade, com impressionantes 700 a 800 pessoas, todas as semanas, com freqüente sobrelotação do ambiente, dentre elas catedráticos das mais importantes faculdades do estado e profissionais liberais de alto nível, uma verdadeira elite intelectual de pasmar para uma atividade religiosa. Benjamin também mantém, desde 2000, um site na internet, com páginas atualizadas, em todo dia útil, de sua lavra mediúnica, que o leitor pode acessar no endereço eletrônico: www.saltoquantico.com.br. Na condição de consultor existencial, recebe “gregos e troianos”, quase literalmente, em seu consultório, para aconselhamento em seus dramas de vida (tel.: 3223 3940). Felicidade e espiritualidade, com respeito à ciência e aos novos conceitos e valores da modernidade são a nota dominante da filosofia divulgada pelo conferencista internacional que se orgulha de ser sergipano e, muito embora chame atenção do mundo “lá fora”, faz questão de manter-se conectado às suas raízes, em nossa maravilhosa Aracaju, de quem o médium diz esta jornalista ser o “oráculo” de seu ”inconsciente coletivo” (“Meus sais!”).
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por Benjamin Teixeira
No ano 431 de nossa era, aconteceu o “Concílio de Éfeso” e, com ele, a proclamação de Maria na condição de “Mãe de Deus”. Obviamente que é total despautério considerar-se alguém como mãe do Ser-Incriado. Mas o Arquétipo do “Teotokos” (do grego: “Mãe do Divino”) expressa a necessidade psicológica coletiva, na Terra dos dias atuais, de cada criatura consciente despertar, no próprio íntimo, o divino latente que precisa ser germinado, a fim de que se possa fazer canal do Divino Transcendente, o Criador, para outras criaturas, em prol do bem e do progresso gerais.
Durante os primeiros doze séculos da Era Cristã, Maria esteve nas sombras, eclipsada pela imagem Astro-Rei de Seu Filho Amantíssimo. A partir de então, porém, eclodiu movimento ímpar e irrefreável, crescente e imorredouro de culto à Virgem Santíssima.
No século XIX, com Catarina Labourré, em primeiro momento; e com Bernadette Soubirous, num segundo – as famigeradas videntes francesas da Mãe Celeste – a onda coletiva tomou proporções mastodônticas, planetárias. Em Fátima, Portugal, no início do século XX, houve um reforço significativo nesta tendência, com tons messiânicos e catastróficos, com semelhanças notáveis com as revelações cataclísmicas do célebre último livro da Bíblia: o Apocalipse. Eram os indícios, progressivamente mais claros, de um fim de ciclo e de início de um outro; respectivamente: da era cristã-paterna e da era cristã-materna.
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