Comentários de Eugênia ao Capítulo III de “O Evangelho segundo o Espiritismo”: “Há Muitas Moradas na Casa de meu Pai.” – Parte 1.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

1. Enxergar a vida de forma monocromática é altamente limitante e perigoso. Para quem tem uma perspectiva por demais linear da vida e de si mesmo, a existência constitui verdadeiro pandemônio de contradições e conflitos indissolúveis. Um suicida, por exemplo, não consegue, normalmente, divisar outra solução para seu problema a não ser a que tem em mente e lhe parece impossível, pelo que se desespera e comete o atentado supremo contra a própria vida. Continue lendo

Comentários de Eugênia ao Capítulo II de “O Evangelho segundo o Espiritismo”: “Meu Reino Não É deste Mundo”.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

1. O pensamento de Jesus tem vários níveis simultâneos de significado, como ocorre a textos deveras profundos. Os evangelhos, em particular, entre os textos sagrados da humanidade, são os que mais apresentam tal característica sublime. A linha exegética pode tomar feição sociológica, histórica, literária, psicológica, assim como um tom pragmático pode ser decodificado, no sentido de infundir uma melhoria significativa no nível de bem-estar humano. E, em todos estes âmbitos ou sistemas interpretativos, várias camadas de grau de dificuldade e complexidade do tema podem ser desdobradas, para assombro dos mais Continue lendo

Súmulas do Culto Diário do Evangelho – 01 (*).

Eugênia, primeiramente, dirige-se aos 8 presentes ao Culto Diário do Evangelho em meu lar, na terça-feira, 8 de agosto de 2006, e diz:

Meus muito queridos filhos:

Muito feliz de estar com vocês.

Gostaria de, hoje, em particular, pedir-lhes paciência com as limitações de outras pessoas, no mundo externo. Afinal de contas, se estão matriculados num curso superior do espírito, não podem esperar que colegiais ou ginasianos compreendam a vida e interajam com os indivíduos e os problemas, como vocês o fazem. Assim, não se trata só de uma questão de humildade, de exercício de perdão ou de tolerância humana, mas de coerência com os postulados que esposam e mesmo de reconhecimento de um fato: o de estarem à frente da média planetária, constatação esta que, de modo algum, implica um convite à vaidade, mas, muito pelo contrário, uma exortação à responsabilidade e a maior maturidade nas relações interpessoais. Continue lendo

Comentários de Eugênia ao Capítulo I de “O Evangelho segundo o Espiritismo”: Não Vim Destruir a Lei.

pelo espírito Eugênia.

1. Leis naturais que funcionam em um certo nível de organização da matéria e do domínio biológico amiúde não têm validade em outro. É assim que, por exemplo, no que tange ao plano meramente físico, impera a segunda lei da termodinâmica, denominada entropia, que afirma que tudo tende à desordem progressiva. Quando se avança para o campo dos seres vivos, acontece o inverso: tudo se encaminha para níveis progressivos de maior complexidade, de mais intrincada organização, como a evolução dos seres vivos atesta, conforme a própria civilização humana o demonstra. Este princípio, diametralmente oposto ao da entropia, podemos denominar de sintropia ou neguentropia. E se tal relativismo existe no campo das leis naturais que regem os fenômenos físicos, o que poderemos esperar exista e de fato encontrar de perspectivismo e de ambigüidades na complexíssima e altamente subjetiva esfera das experiências, valores e princípios morais humanos? Continue lendo

Falando com o Senhor.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Veja como o Evangelho de Nosso Senhor muitas vezes dispensa comentários. Leia e sinta, reflita e aplique, mas aplique mesmo, e estará a caminho da Luz. Orar, orar sempre: eis o princípio. Invocar a inspiração do Senhor, antes de qualquer atividade, e a enxertia sagrada jamais nos faltará.

Transcrevemos, abaixo, do capítulo 7 do livro de Mateus, os versículos 7 a 11, e, em seguida, o 1º versículo do capítulo 18 da obra de Lucas:

“Pedi e dar-se-vos-á. Buscai e achareis. Batei e se vos será aberto. Porque todo aquele que pede, recebe. Quem busca, acha. E a quem bate se abrirá.
Quem de vós dará uma pedra ao filho, se este lhe pedir pão?
E, em lhe pedindo um peixe, dar-lhe-á uma serpente?
Se vós, pois, que sois maus, sabeis dar boas coisas a vossos filhos, quanto mais vosso Pai celeste dará boas coisas aos que lhe pedirem.”
(…)
Jesus então lhes propôs uma parábola, para mostrar que é necessário orar sempre, sem jamais deixar de fazê-lo.
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Estudando o Evangelho – Capítulo 8.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.


“Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que todo aquele que vos tirar a vida julgará prestar culto a Deus. Procederão deste modo, por não conhecerem ao Pai, nem a Mim.”
(João, 16:2-3.)

“Este homem fala em nome do Satanás!”
“Ele é um charlatão e um aproveitador!”
“Ela é falsa e mentirosa! Disfarçada de boa moça! A caridade é uma máscara sob que se esconde!”

Hoje, dificilmente alguém se entrega ao impulso homicida propriamente dito; mas, com freqüência insuspeita, os representantes mais genuínos da Divina Providência no plano físico são perseguidos e atassalhados publicamente, como se fossem peças diabólicas ou desprezíveis do concerto social. Isso é muito lógico: se estão à frente do seu tempo, naturalmente não são compreendidos, e como a vaidade e ego da mediocridade não aceita nada acima de si, sobremaneira quando interesses pessoais são contrariados, imediatamente se reputa o marginal acima da linha evolutiva a condição de marginal abaixo da linha média de evolução coletiva. E, destarte, são tomados à conta de embusteiros os mais transparentes e legítimos representantes das Forças de Deus na Terra.

Isto não é novidade. Fogueiras foram acendidas no passado. Tribunais implacáveis acusaram e sentenciaram à morte almas santas e verdadeiramente revolucionárias em diversas culturas e épocas da humanidade. Hoje, em ambiente mais civilizado, as sentenças e execuções são mais sutis – nem por isto, porém, menos lesivas em seus resultados. Mas ai daqueles que se confiarem a esta ordem de desatinos, porque estar-se-ão colocando contra as Potestades Celestes, e atraindo carma em medida equivalente.

Por isto, atente-se. Você também não está indene de fazer maus julgamentos. Existem psicotipos que se assemelham na aparência, abissalmente distintos na essência, sobremaneira em suas intenções, e, principalmente, nos efeitos construtivos e benéficos que geram na própria e na vida de inúmeras criaturas:

• O devasso e o desprovido de preconceitos.
• O arrogante e o autêntico-transparente.
• O tirano e o disciplinador-responsável.
• O hipócrita e o psicológico-político.
• O negligente e o tolerante-paciente.
• O perdulário e o generoso.
• O delinqüente e o pós-ético-consciente.

Cuide de não se prender à superfície das aparências. Santos, místicos e gênios de outros evos contrariam não só convenções e esquemas tradicionais de comportamento e avaliação, como, amiúde, feriram frontalmente leis e princípios considerados religiosos, fazendo-os avançar em profundidade e qualidade de conceitos, nas gerações seguintes. Também o fizeram os criminosos vulgares de todos os tempos. Enquanto estes, porém, não passavam de almas primitivas e rebeldes, os primeiros constituíam espíritos de escol, provisoriamente alojados em corpos físicos, para fermentarem o progresso coletivo e fomentarem o bem estar e a felicidade gerais, num nível mais alto de entendimento e de conduta.

(Texto recebido em 7 de agosto de 2005.)

Estudos do Evangelho – 01.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

 

 


Encerrado o culto do Evangelho que realizo pontualmente às 14 h, a mentora espiritual Eugênia tomou da palavra e disse:

“Para os estudos da tarde de hoje, abra o Evangelho de São João, no capítulo 8, versículos 35 e 36.”

Não por acaso, estava ela oferecendo a base bíblica de um dos temas que nos surgiram à palestra ontem, por provocação dos circunstantes, e sobre que, sob inspiração dos orientadores desencarnados lá presentes, aludi ao homem “sarkikos” (carnal) e “pneumatikos” (espiritual), sendo que o primeiro deveria se submeter a um sistema rigoroso de obediência a regras e princípios, ao passo que o segundo poderia viver a verdadeira liberdade. Por outro lado, destaquei, conforme proposição de Jung, a necessidade de enxergar estes “dois homens” dentro de nós mesmos: as funções inferiores do psiquismo exigindo educação; as superiores, merecendo a liberdade de manifestação. Seguem-se o trecho do Evangelho indicado por Eugênia e seu comentário instrutivo.

“Ora, o escravo não fica na casa para sempre, mas o filho sim, fica para sempre. Se, portanto, o Filho vos libertar, sereis verdadeiramente livres.”
(João, 8:35-36.)

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