Síntese Pragmática entre o Novo e o Tradicional.

(Aula com Eugênia – 03.)

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Abra o seu Evangelho clássico, na passagem do capítulo dezessete, versículos quatorze a vinte do Livro de Mateus. Em seguida, retorne para que eu lhe dê notícia do que pretendi dizer, com este trecho das anotações sinópticas do famigerado evangelista, a respeito de doutrina, de coerência filosófica ou principiológica e pragmatismo, visão científica e objetiva da realidade, entre flexibilidade e tradição. Como fazer a fusão, a conciliação entre o novo e o antigo, para que aproveitemos o melhor de cada circunstância, em função de sua originalidade, mas preservando o imprescindível respeito ao intemporal, que, em toda parte, se manifesta. Continue lendo

Comentários de Eugênia ao Capítulo IV de “O Evangelho segundo o Espiritismo”: “Ninguém Poderá Ver o Reino de Deus se Não Nascer de Novo”. (Parte 2)

(Continuação do texto Comentários de Eugênia ao capítulo IV de O Evangelho segundo o Espiritismo”, anteriormente publicado neste site.) (*)

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

7. Como vê, amigo, a modernidade lhe favorece uma espécie de catalisador evolutivo, ao exigir maximização do aproveitamento de oportunidades, para uma mais eficiente elaboração íntima de qualidades, em resposta às solicitações do mundo externo. Isso porque, como os indivíduos, também as coletividades evoluem. E quem não acertar o passo com os ritmos de evolução do planeta pode ser dele degredado para um mundo menos desenvolvido, como inúmeras revelações mediúnicas, desde o século XIX de nossa Era, alertam estar para acontecer brevemente. Continue lendo

Comentários de Eugênia ao Capítulo IV de “O Evangelho segundo o Espiritismo”: “Ninguém Poderá Ver o Reino de Deus se Não Nascer de Novo”. (Parte 1)

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

1. Deus é Infinita Bondade. Isto não se pode negar. Logo, não poderia enviar nenhuma de Suas criaturas para o suplício perpétuo, como preconizado pelas antigas religiões cristãs. Mas Deus é Justiça e deve, sim, permitir que cada um sofra as conseqüências de seus maus atos, não para ser punido propriamente, mas para se emendar. A justiça punitiva é considerada, há muito tempo, como uma abordagem primitiva de Direito e Moral, por jurisfilósofos humanos, que propugnam pela existência de um sistema carcerário reeducativo, que reintegre o indivíduo ao organismo social. E se o ser humano pode fazer uma interpretação misericordiosa como esta, a respeito da complexa temática da justiça, como o Ser Supremo do Universo estaria num nível inferior de avaliação, sentenciando Seus próprios filhos à condenação eterna? Continue lendo

Súmulas do Culto do Evangelho Diário – 02, Parte 2.

Benjamin Teixeira
por espíritos diversos.

Agradecida pelos esforços que tem feito para, lentamente, instilar a devoção ao Espiritismo e à nossa mensagem entre seus funcionários. Falo das iniciativas sutis, porém mais estrategicamente estudadas, que começou a envidar, no último mês aproximadamente, falando com um e com outro, mais abertamente, sobre o assunto, sugerindo mensagens do site, alvitrando freqüência à palestra. Isto tudo é muito bom, porque, de fato, muitos deles precisam se aproximar, são espíritas potenciais e salto-quantistas em gérmen, e quase todos precisam desta linfa espiritual, ainda que não tenham capacidade para se afinar com nossas hostes, por enquanto – o serem carentes do que temos a oferecer, não devemos estranhar, porque não seria por acaso que se encontram perto de você. Continue lendo

Súmulas do Culto do Evangelho Diário – 02, Parte 1.

Benjamin Teixeira
por espíritos diversos.

Impressionante mesmo é Deus existir (*1), ser infinito amor, cobrir-nos de bênçãos todos os dias, encher-nos os corações de paz e de felicidade, por meios que nem logramos vislumbrar. Somos todos beneficiários do amor dos Santos Anjos de Deus, que, de sublimes altiplanos da Espiritualidade Sublime, velam por nossos destinos e nos insuflam motivos de crescimento e de paz. Continue lendo

Comentários de Eugênia ao Capítulo III de “O Evangelho segundo o Espiritismo”: “Há Muitas Moradas na Casa de meu Pai.” – Parte 2.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

4. A longevidade, no domínio da vida material, tem se expandido significativamente, dando origem a uma teia de intrincadas implicações, inclusive de ordem moral, que não podem mais ser adiadas e que devem ser faceadas com bom senso e pragmatismo, sem que se descure da ética e da espiritualidade. Quando as pessoas tinham uma expectativa de vida que circundava os 40 ou 50 anos de idade, era natural, por exemplo, que se propusesse que os laços matrimoniais fossem indissolúveis, para que as personalidades tomadas de paixões mesquinhas desenvolvessem a capacidade de estabelecer compromissos sérios e duradouros. E, ainda assim, em pleno século XIX, quando a longevidade humana, mesmo nos países mais civilizados, não ultrapassava o meio-século, Kardec endossou a necessidade do divórcio, como item indiscutível nas sociedades humanas, como se pode ver no capítulo XXII, item 5, deste mesmo livro (*1). Que dizer, então, quando a expectativa de vida orgânica caminha, largamente, na maior parte do globo, para 80, 90, 100 anos? Continue lendo

Comentários de Eugênia ao Capítulo III de “O Evangelho segundo o Espiritismo”: “Há Muitas Moradas na Casa de meu Pai.” – Parte 1.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

1. Enxergar a vida de forma monocromática é altamente limitante e perigoso. Para quem tem uma perspectiva por demais linear da vida e de si mesmo, a existência constitui verdadeiro pandemônio de contradições e conflitos indissolúveis. Um suicida, por exemplo, não consegue, normalmente, divisar outra solução para seu problema a não ser a que tem em mente e lhe parece impossível, pelo que se desespera e comete o atentado supremo contra a própria vida. Continue lendo

Comentários de Eugênia ao Capítulo II de “O Evangelho segundo o Espiritismo”: “Meu Reino Não É deste Mundo”.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

1. O pensamento de Jesus tem vários níveis simultâneos de significado, como ocorre a textos deveras profundos. Os evangelhos, em particular, entre os textos sagrados da humanidade, são os que mais apresentam tal característica sublime. A linha exegética pode tomar feição sociológica, histórica, literária, psicológica, assim como um tom pragmático pode ser decodificado, no sentido de infundir uma melhoria significativa no nível de bem-estar humano. E, em todos estes âmbitos ou sistemas interpretativos, várias camadas de grau de dificuldade e complexidade do tema podem ser desdobradas, para assombro dos mais Continue lendo

Súmulas do Culto Diário do Evangelho – 01 (*).

Eugênia, primeiramente, dirige-se aos 8 presentes ao Culto Diário do Evangelho em meu lar, na terça-feira, 8 de agosto de 2006, e diz:

Meus muito queridos filhos:

Muito feliz de estar com vocês.

Gostaria de, hoje, em particular, pedir-lhes paciência com as limitações de outras pessoas, no mundo externo. Afinal de contas, se estão matriculados num curso superior do espírito, não podem esperar que colegiais ou ginasianos compreendam a vida e interajam com os indivíduos e os problemas, como vocês o fazem. Assim, não se trata só de uma questão de humildade, de exercício de perdão ou de tolerância humana, mas de coerência com os postulados que esposam e mesmo de reconhecimento de um fato: o de estarem à frente da média planetária, constatação esta que, de modo algum, implica um convite à vaidade, mas, muito pelo contrário, uma exortação à responsabilidade e a maior maturidade nas relações interpessoais. Continue lendo

Comentários de Eugênia ao Capítulo I de “O Evangelho segundo o Espiritismo”: Não Vim Destruir a Lei.

pelo espírito Eugênia.

1. Leis naturais que funcionam em um certo nível de organização da matéria e do domínio biológico amiúde não têm validade em outro. É assim que, por exemplo, no que tange ao plano meramente físico, impera a segunda lei da termodinâmica, denominada entropia, que afirma que tudo tende à desordem progressiva. Quando se avança para o campo dos seres vivos, acontece o inverso: tudo se encaminha para níveis progressivos de maior complexidade, de mais intrincada organização, como a evolução dos seres vivos atesta, conforme a própria civilização humana o demonstra. Este princípio, diametralmente oposto ao da entropia, podemos denominar de sintropia ou neguentropia. E se tal relativismo existe no campo das leis naturais que regem os fenômenos físicos, o que poderemos esperar exista e de fato encontrar de perspectivismo e de ambigüidades na complexíssima e altamente subjetiva esfera das experiências, valores e princípios morais humanos? Continue lendo