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Benjamin Teixeira
A mediunidade é um sistema psíquico complexo, já que implica imbricações da mente comunicante com a mente receptora, fulcrando-se no já complexo sistema mental humano, em situações não-mediúnicas. Você já deve ter passado inúmeras vezes por aquela situação corriqueira, em que pára no meio de uma fala qualquer, para voltar sobre o que disse e corrigir uma impropriedade no uso vernáculo. O mesmo você faz, sem se dar conta tão claramente, no que concerne a conceitos pré-condicionados pela cultura, pela família, por você mesmo em suas conclusões pessoais. Por exemplo: começa a se enraivecer com sua mãe, pressupondo que ela foi egoísta em certa atitude, mas, por ter uma imagem dela de “mãe santa e sacrificada pelos filhos”, imediatamente diz para si mesmo: “Não! Não! Isto é porque ela está cansada”. Ou percebe que seu esposo flertou com a moça ao seu lado, mas, imediatamente, diz de si para consigo mesma: “De modo nenhum – ele jamais faria isto comigo, ainda mais na minha frente!”. Benjamin Teixeira
“Expulsar-vos-ão das sinagogas, e virá a hora em que todo aquele que vos tirar a vida julgará prestar culto a Deus. Procederão deste modo, por não conhecerem ao Pai, nem a Mim.” “Este homem fala em nome do Satanás!” Hoje, dificilmente alguém se entrega ao impulso homicida propriamente dito; mas, com freqüência insuspeita, os representantes mais genuínos da Divina Providência no plano físico são perseguidos e atassalhados publicamente, como se fossem peças diabólicas ou desprezíveis do concerto social. Isso é muito lógico: se estão à frente do seu tempo, naturalmente não são compreendidos, e como a vaidade e ego da mediocridade não aceita nada acima de si, sobremaneira quando interesses pessoais são contrariados, imediatamente se reputa o marginal acima da linha evolutiva a condição de marginal abaixo da linha média de evolução coletiva. E, destarte, são tomados à conta de embusteiros os mais transparentes e legítimos representantes das Forças de Deus na Terra. Isto não é novidade. Fogueiras foram acendidas no passado. Tribunais implacáveis acusaram e sentenciaram à morte almas santas e verdadeiramente revolucionárias em diversas culturas e épocas da humanidade. Hoje, em ambiente mais civilizado, as sentenças e execuções são mais sutis – nem por isto, porém, menos lesivas em seus resultados. Mas ai daqueles que se confiarem a esta ordem de desatinos, porque estar-se-ão colocando contra as Potestades Celestes, e atraindo carma em medida equivalente. Por isto, atente-se. Você também não está indene de fazer maus julgamentos. Existem psicotipos que se assemelham na aparência, abissalmente distintos na essência, sobremaneira em suas intenções, e, principalmente, nos efeitos construtivos e benéficos que geram na própria e na vida de inúmeras criaturas: • O devasso e o desprovido de preconceitos. Cuide de não se prender à superfície das aparências. Santos, místicos e gênios de outros evos contrariam não só convenções e esquemas tradicionais de comportamento e avaliação, como, amiúde, feriram frontalmente leis e princípios considerados religiosos, fazendo-os avançar em profundidade e qualidade de conceitos, nas gerações seguintes. Também o fizeram os criminosos vulgares de todos os tempos. Enquanto estes, porém, não passavam de almas primitivas e rebeldes, os primeiros constituíam espíritos de escol, provisoriamente alojados em corpos físicos, para fermentarem o progresso coletivo e fomentarem o bem estar e a felicidade gerais, num nível mais alto de entendimento e de conduta. (Texto recebido em 7 de agosto de 2005.)
Benjamin Teixeira
Eugênia, um amigo me perguntou o que você acha da hipnose. Poderia nos dar algumas opiniões a respeito? Espíritas devem seguir as recomendações da Ciência, como sabe. E a hipnose vem sendo progressivamente reabilitada pela comunidade psicológica. Seus efeitos são inequivocamente positivos, para casos específicos como a cura de fobias e a superação de vícios. Entretanto, não deve ser compreendida como método isolado de cura, a fim de que não haja aprisionamento aos efeitos, esquecendo-se do remontar-se às causas. Portanto, a hipnose deve sempre surgir consociada a técnicas psicoterápicas que removam, processem ou transmutem as causas profundas, a fim de que o terapeuta, meramente hipnólogo, não funcione como um ministrador de paliativos, mascarando sintomas, quiçá com agravamento das problemáticas profundas, que estarão ocultadas e desenvolvendo-se livremente, sem os freios psicológicos da dor psíquica. Deve ser usada de modo geral? Benjamin Teixeira
Vê aquela senhora bela, rica e bem vestida? É um ás de renúncia contínua, na forja do lar e no cadinho do ambiente de trabalho, esquecendo das próprias necessidades psicológicas e espirituais, para atender às de muitos. Vê aquela outra moça mais velha, que parece acomodada e estéril? É heroína oculta, denodada a marido semi-inválido, carregando consigo as chagas da abnegação constante, em prol do bem estar do cônjuge. Vê aquela profissional da saúde que lhe soa caótica e histérica? Vive a serviço do próximo, calando carências e suprimindo alegrias de seu caminho, para melhor se dedicar ao trabalho de curar e cuidar de muitos. Vê aquela adolescente, em primeiro exame, mimada e vazia? Suplantou mágoas tremendas, para sorrir sem amargura, e sustenta o coração em brasa, para ofertar carinho e apoio aos amigos. Benjamin Teixeira
Vou falar algo que o querido irmão já deve ter ouvido um sem-número de vezes: A vida passa rápido. Não só a existência física, mas também os períodos intermissivos, que se dão entre reencarnações, no plano extra-físico de vida. E, muito embora tenhamos a eternidade pela frente, as oportunidades de fazer o melhor nunca se repetem da exata forma como acontecem, a cada dia, a cada minuto. Você se diz incapaz de fazer mais pelo bem comum e pela espiritualidade. Talvez esteja supondo ser necessário realizar grandes coisas, dentro ou fora de si mesmo. Talvez esteja, portanto, fazendo uso do paradigma errado, a respeito do que se espera de você nos altiplanos espirituais superiores. Engrandeça-se nas pequenas coisas. Seja amoroso, cordato, paciente, benigno – na mais plena e profunda acepção da palavra. Por fim, ore mais, conecte-se a Deus e confie em Seu Infinito Amor, que nunca nos falta, em qualquer circunstância da vida.
Benjamin Teixeira
Este texto, relativamente longo para os padrões desta página, é componente do Tomo 2 do livro “Maria Cristo”, que será publicado no próximo dia 24 de julho, às 19 h 30 min, no Teatro Tobias Barreto, Aracaju. É uma “canja” que damos, para que todos fiquem “com água na boca” para o restante do volume. Pela extensão relativa do capítulo aqui publicado, figurará como “mensagem do dia”, neste site, até as 24 h desta terça-feira, 12 de julho. (Nota do Médium) - Noraci, é a jovem de que lhe falei – disse Otávio, introduzindo uma mulher que deveria estar próxima de 30 anos, sem os ter completado. por Benjamin Teixeira
Muito embora o objetivo de estar encarnado e sofrer os efeitos da lei de causa-e-efeito seja favorecer a evolução das consciências, ninguém duvide de que o princípio do carma exista, como se o compreende classicamente – de retorno automático do que se faz aos outros, seja de bom ou de ruim, mais cedo ou mais tarde. Se você está comprometido com a busca espiritual, então, melhor ainda para observar a existência e operação deste princípio universal, porque, para aqueles que estão incursos e engajados, séria e sinceramente, no processo de ascese e iluminação, auto-conhecimento e auto-melhoria, há uma resposta mais imediata e clara deste vetor de organização do universo, como uma dádiva preciosa que favorece a pronta retificação de conduta e rumos, para melhor aproveitamento das oportunidades de aprendizado e realização no campo do bem. Se tiver alguma dúvida, experimente. Se você for duro com alguém, da mesma forma o universo será duro com você. É justamente quando se é tolerante e compreensivo com as pessoas que o cosmo é condescendente conosco também, sendo até suave e mesmo indulgente na aplicação da lei do carma, amiúde suspensa e convertida em ensejos de fazer o bem (para pagar o mal que se tenha feito ou permitido acontecer), tanto quanto seja possível no caminho da pessoa misericordiosa. |
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