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Benjamin Teixeira,
Após uma hora e meia de conversação psíquica com Eugênia, fiz uma breve e muito leve refeição, ao cair da tarde neste quase-inverno dos Estados Unidos (temperatura oscilando em torno de 0ºC), e tornei ao computador, para receber o artigo a publicar no site. A mentora espiritual notificou que não seria ela a emitir a lição, nesta oportunidade, pedindo-me que abrisse os canais mediúnicos para outra personalidade do Plano do Bem. Assim, desfocando, provisoriamente, meu psiquismo da freqüência da mestra desencarnada – mas mantendo o diapasão na faixa da Espiritualidade Amiga, para impedir a intromissão de agentes perturbadores dos níveis mais baixos de vibração –, lancei a pergunta mental que se segue, elemento seminal do diálogo mediúnico hoje publicado como “mensagem do dia” neste nosso sítio eletrônico.
Benjamin Teixeira,
(Benjamin) – Incrível! O ano de 2007 está chegando ao fim. Caminhamos, a passos largos, para o final da primeira década do século… e parece que mal o havíamos adentrado, o intróito do tão esperado Terceiro Milênio…
(Temístocles) – Pois é, companheiro. O tempo voa, como se diz no vernáculo do domínio físico de vida, e todos devem estar atentos para o modo como fazem uso do tesouro inapreciável das horas, porque o seu desperdício é irreparável. A Divina Bondade sempre nos agracia, em sua infinita expressão de generosidade, com novas oportunidades, existência sobre existência – em períodos intermissivos (*) e no transcurso de reencarnações sucessivas –, mas nunca mais tais ocasiões de fazer, aprender, sentir e pensar acontecerão no contexto de circunstâncias dos ensejos defenestrados…
Benjamin Teixeira
(Conduzido, por Eugênia, a certa localidade do Plano Superior de Vida, sentei-me em banco confortável, num jardim extremamente florido, bem arejado, em paradisíaco caramanchão. Emoções indefiníveis me vinham à mente, com saudade profunda de alguém a quem não via há muito tempo. Por uma percepção direta, característica a estados mediúnicos, sabia tratar-se de figura masculina venerável. Quanto amor, há quanto tempo… Falou-me Eugênia, ao adentrar o caramanchão:)
(Eugênia) – Sente-se, meu querido. De fato, está você em ambiência que lhe já foi cara, n’outra época. Aqui você amou muito e foi muito amado. A paisagem em torno reproduz, em certa medida, o que conheceu. Mas não se trata propriamente do ambiente como o percebe, e sim, da vibração do lugar, das energias e padrões psicológicos que recendem de cada particularidade componente do cenário – o que vocês chamam de psicosfera –, que o remete a evos idos, em que conviveu com figuras venerandas, há muito não presentes no globo, fisicamente.
Benjamin Teixeira
(Observação da equipe editorial:
Intróito:
Há 19 anos que trabalho como médium em atividades espíritas, e há 21 que sou fã dela, considerada um dos maiores ícones da História do Cinema. Nunca me passou pela cabeça que, um dia, ela se dignasse travar um contato direto com minha reles pessoa, através das faculdades mediúnicas. Mas foi o que aconteceu em nossa reunião mediúnica desta terça-feira.
Benjamin Teixeira
(Benjamin) – Querida Eugênia, uma jovem senhora acaba de descobrir a filha adolescente grávida, e está muito abalada, sentindo-se traída, em função do tanto que investiu em amor, educação e oportunidades de estudo e lazer à menina que engravidou, a seu ver – muito corretamente –, fora de hora. Você teria algo a lhe dizer, como conforto ou esclarecimento, quanto aos motivos ou finalidades da situação vexatória?
(Eugênia) – Sem dúvida, são respeitáveis todas as especulações sombrias que tomam o coração materno, no que concerne ao perigo de perda de oportunidades de aprendizado que sua filhinha ora padece. Quando vemos um jovem ser privado de ensejos importantes de crescimento, doemo-nos, naturalmente – dor moral esta muito mais agravada, em se tratando de entes queridos. Benjamin Teixeira
em diálogo com o espírito Eugênia.
Eugênia, nossos leitores desejariam saber como é o mundo espiritual. Quando morremos, para onde vamos? Outros autores desencarnados já falaram sobre isso, mas desejaríamos obter sua visão a respeito. Sem dúvida, posso. O mundo espiritual constitui uma mera continuação das aflições, aspirações, bem como da vida intelectual, afetiva e moral de quem esteja no plano físico de vida e sofra o decesso do corpo. O organismo de carne é simplesmente um aparelho biológico para manifestação do ser pensante, em certa ordem de freqüência existencial, assim como a Física revela ser a dimensão material aquilo que está incluso num determinado espectro vibratório de elementos subatômicos. Desvencilhando-se do arcabouço animal, o indivíduo trafega para a dimensão espiritual condizente com seus gostos, afinidades, interesses e caráter. Assim, veremos viciados acoplarem-se a grupos de viciados, atormentados na outra dimensão em busca de “vasos vivos” (os encarnados que partilhem da mesma ordem de dependência), para dar continuidade às suas expansões de desequilíbrio. Os pervertidos e malévolos consorciam-se, de sua parte, com aqueles que se afinam com seu modo de ser, conjugando-se a planos mefistofélicos, azucrinando indivíduos e multidões de encarnados, com sua inspiração medonha, dando asas à sua compulsão de poder, ainda que aplicado no mal. Aqueles, todavia, detentores de relativos patrimônios de moralidade e de virtude, cumpridores de seus deveres profissionais, familiares e sociais, gravitam para circuitos de pensamento e sentimento que se coadunam, igualmente, com sua condição mais civilizada. Destarte, colônias, cidades, instituições, verdadeiras organizações avançadas para fins humanitários, científicos, filosóficos e religiosos estruturam-se na nossa dimensão de vida, oferecendo aparato comunitário àqueles que almejam aprimorar suas qualidades, bem como devotar-se às atividades do bem, inspirando, por exemplo, os encarnados que desejem contribuir para o progresso da humanidade ou apenas realizar o melhor pelos entes queridos sob sua responsabilidade. Continue lendo Benjamin Teixeira
em diálogo com o espírito Irmã Brígida.
Querida Irmã Brígida, esteve você em internação conventual. Tem algo a dizer sobre isso? Sim, um grande desequilíbrio da condição humana. O trabalho religioso será, além de um esforço de ascese para Deus, um empenho de integração com nossos irmãos em humanidade, porque, como nos disse Jesus, se não amamos ao nosso irmão, que vemos, como amaremos a Deus, que não vemos? Não pode haver ascese mística, sem, primeiramente, termos vivenciado pleno serviço de amor e solidariedade a nossos semelhantes, em quem devemos ver Nosso Senhor Jesus, como Ele mesmo disse: que estaria em Seus menores irmãos. Continue lendo |
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