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(Sexta-feira 13, fanatismo político e ideológico, o culto do ateísmo materialista, síndrome do pânico, TOC, paixão desgovernada, navegação compulsiva na internet.) Benjamin Teixeira, (Benjamin) – Querida Eugênia, posso lhe pedir para entabularmos um diálogo sobre a superstição da “sexta-feira 13”? (Eugênia) – Sem dúvida que pode. É um tema interessante. (B) – Mesmo? Pensei que pudesse ser fútil, uma curiosidade vã. Quase nem lhe perguntava. (E) – Engana-se. As superstições populares constituem um dos desvios psíquicos da função devocional. Toda pessoa tem necessidade inerente e inarredável de vivência religiosa. Cultos políticos e ideológicos são percebidos, por exemplo, com traços óbvios de fanatismo, para quem está fora de seu padrão hipnótico. Continue lendo (Com desdobramentos em: assexualidade de Eugênia, sexualidade dos seres de luz encarnados, sadomasoquismo e manipulação de poder nos laços de intimidade.) Benjamin Teixeira, (Benjamin) – Adorável Eugênia: hoje, em nossa palestra de daqui a uma hora, trataremos do assunto “descobrir, viver e desenvolver o masculino, de modo produtivo e em sintonia com o Bem”, não importando o sexo ou as preferências sexuais dos indivíduos que se empenhem neste processo. Você nos pode dizer algo a respeito? (Eugênia) – Sim. Sabemos que corremos o risco de parecer preconceituosos ou arbitrários, mas, ao menos em caráter didático, é-nos indispensável estabelecer uma certa especialização de aptidões psicológicas, em categorias das funções psíquicas, na perspectiva da polarização psicossexual. O desagrado inicial que esta dicotomização “arbitrária” causa pode ser diluído com três pressupostos que apresentamos de antemão: 1) buscamos uma abordagem propedêutica, 2) analisamos a condição evolutiva humana atual do orbe, que muito distingue, seja socioculturalmente, seja psicoevolutivamente, as inclinações psicológicas dos dois gêneros, e 3) favorecemos uma sintonia com o que nosso público deseja ouvir de nós (por já estar preparado a isso), em vista de que, ao desencarnar, a identidade do espírito pode mudar de sexo ou simplesmente perder identidade sexual, para uma conformação andrógina, existente, com freqüência, em faixas de consciência do Plano Sublime, em que os indicativos anatomofisiológicos da sexualidade desaparecem gradativamente, até a completa extinção. Logo, o atribuir uma virtude a um sexo não é demérito ou mérito para ninguém, porque todos fomos, somos ou seremos mulheres e homens, porque todos “estamos”, e não “somos”, em verdade, mulheres ou homens. (Eugênia) – Creio que possamos começar com a carta a seu amigo de Maceió. (Benjamin) – Que ótimo, Eugênia! Obrigado! Estava esperando que você atendesse ao pedido dele, no que concerne à consulta feita na semana passada, por meu intermédio. Benjamin Teixeira, (Benjamin) – Querida Eugênia, em nossa palestra para hoje, escolhemos, sob inspiração de sua equipe, tema que confronta ego e transpessoalidade, em pares de fatores psicológicos semelhantes, na função imediata, mas muito diferentes nas motivações profundas, como: a segurança da arrogância presunçosa e a convicção da fé sincera e bem fundamenta. Teria algo a nos falar a respeito? Quero dizer: o que nós, seres humanos, podemos fazer, no sentido de desenvolver a autoconfiança, sem resvalarmos para os desatinos do ego e suas mil armadilhas disfarçadas, como muito bem exarado no ditado bíblico: “Vaidade, vaidade – tudo não passa de vaidade”. Continue lendo (Diálogo com o Espírito Eugênia.) Benjamin Teixeira, (Benjamin) – Adorada Eugênia, estou sentindo que devo travar um diálogo com você sobre o tema da palestra de hoje, o badalado, ultimamente, tema das “Crianças Índigo e Cristal”. (Eugênia) – Sim, devemos. Podemos começar agora mesmo. (B) – Tem fundamento esta persistente coqueluche em torno deste assunto, em princípio com ares meio psicodélico e supersticioso: “Crianças Índigo” e “Crianças Cristal”? Continue lendo (Diálogo com o Espírito Eugênia.)
(Benjamin) – Amada Eugênia, em considerando a próxima passagem de ano, vamos falar sobre mudanças de vida, como torná-las mais sustentáveis, hoje, na palestra. Deseja aditar-nos algum apontamento? (Eugênia) – Não algo que não já tenha sido dito, alhures, por nós mesma ou por você. Contudo, posso fazer um breve resumo do que seja mais importante dentro desta temática: Continue lendo (O Médium discute suas dúvidas acerca do tema com a Mestra Espiritual.)
(Benjamin) – Eugênia, posso me dar ao luxo de discordar de uma de suas postulações – a que se refere a ser plausível a sustentabilidade moral da bigamia ou poligamia (se é que entendi bem suas assertivas)? (Eugênia) – Você está se antecipando a conclusões que não apresentei. Se retornar ao texto dialogado que publicamos, notará facilmente que asseverei, em resposta à sua própria provocação, ser “necessário” (com um “sim”, tão-só), em certos casos, o intercâmbio sexual, no estudo de sinergia psicológica entre indivíduos muito afinados, o que compreendemos, metaforicamente, como uma espécie de casamento de almas. Dizer ser algo necessário está bem longe de dizê-lo desejável, elogiável, bom ou nobre. Presídios são necessários. O mesmo se pode afirmar de hospitais, centros psiquiátricos de tratamento, quartéis generais e departamentos de polícia. E, de modo algum, estaríamos autorizados a inferir que, por não serem muito palatáveis a percepções mais sensíveis, estas instituições não sejam imprescindíveis, mesmo à sobrevivência da vida em sociedade. Seguindo ainda esta linha de argumentação, autores jurídicos de alta respeitabilidade moral chegaram a defender, com verve e acato geral, em tempo remoto, que até prostíbulos prestavam um serviço social indiscutível, por absorverem os desatinos da instintividade pouco governada de alguns cidadãos, preservando, assim, “moças de família” da “fúria lupina” de “mancebos descontrolados”… Continue lendo |
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