Porta para o Céu.

Benjamin Teixeira
pelos espíritos Éverton e Eugênia.

Intróito do Médium:

Fiquei com as pálpebras edemaciadas, após 50 minutos de uma tocante comunicação (entre as 5h04 e 5h54 desta madrugada) do amigo de longa data que conheci ainda encarnado (morto em fevereiro de 1982), e que ingressou, há alguns anos, nas hostes de trabalhadores desencarnados de nossa Organização, logo que superado o período de refazimento necessário, depois de seu deslindamento do corpo físico.

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Proposição Axiomática.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Há mistérios indevassáveis à mente humana, diante dos quais cabe desenvolver espírito de reverência, humildade, lucidez em admitir que não se pode apreender e entender tudo.

Por outro lado, pelo fato de se perceber um limite, não se deve renunciar a tentar superá-lo, pugnando valorosa e persistentemente por transcendê-lo. A percepção de um enigma da Natureza exige estudo, expansão das capacidades de análise, para que se possa adentrar seu núcleo ontológico ou, ao menos, destrinchar a superfície de sua realidade fenomenológica – sua manifestação. Todavia, mister buscar conhecer parte, obviamente, do princípio de que não se sabe. Por isso mesmo, cresce-se. As fronteiras do pensamento se alargam por, primeiramente, serem notadas. Se alguém presume não encontrar incógnitas, segue distorcendo realidades complexas e deturpando-as, na adaptação grosseira e simplista a seus quadros conceptuais estreitos, perdendo de enxergar o mundo como ele é, ou de melhorar sua visão a respeito dele, iludindo-se. Continue lendo

A Ciência dá Notícias da Imortalidade da Alma.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Em 1997, Melvin Morse, publica “Where God Lives” (“Onde Deus Vive”) (*), anunciando a existência do “The God’s Spot” (algo como: “O Lugar de Deus (no Cérebro)”). Tem então desdobramento um dos pontos altos da ultra-moderna Neuroteologia, um dos mais recentes ramos das Neurociências.

De lá para cá, assim como se sabe que há circunvoluções cerebrais especificamente relacionadas às funções cognitivas e perceptivas diversas, como, em nos referindo, particularmente, aos cinco sentidos, regiões correlacionadas ao paladar, ao tato, ao olfato, à audição e à visão, também existiria uma área na neurofisiologia cerebral, o lobo temporal direito, ou a “região orbi-frontal direita”, como dito por outros autores, exclusivamente voltada para a “percepção de Deus”. Dizer, agora, que Deus não existe seria o mesmo que afirmar que a laranja que se vê, se cheira, se prova, se desliza sobre a pele e que se ouve ser exprimida para a extração do sumo não existe concretamente, não passando de uma construção do cérebro.

Uma das mais nobres funções do cérebro humano (em seu córtex frontal) é a da concepção da própria finitude, ou, como melhor poderíamos dizer: a consciência da própria mortalidade. Nenhum ser inferior ao homem, na escala evolutiva filogenética, têm essa aptidão tão magnífica quão trágica. Assim, compensatória em todas as suas manifestações, a natureza proveu o ser humano de uma função complementar a esta: a da percepção além dos sentidos vulgares, a capacidade de interagir com o extra-físico, o poder de ver além das aparências e, com isso, compreender que a morte do corpo constitui, tão-somente, uma transferência de sua identidade profunda para outra dimensão de consciência, outra expressão de existência. Continue lendo

Ciência e Espiritismo.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

A Ciência marcou um ponto fundamental, na cognição e percepção do homem sobre o globo. Através dela, pôde se desvencilhar de toda uma ordem de pensamentos delirantes, sem base racional, que aturdiam a espécie humana desde seus primórdios. Com ela, o misticismo, a superstição, toda forma de tirania e mesmo de ilusões egóicas começaram a ter seus dias contados. Assim, após o seu surgimento, como se a compreende atualmente, há pouco mais de três séculos, o gênero humano deu vários saltos qualitativos de evolução, e dizendo isso não apenas no sentido tecno-científico e no controle de eventos e circunstâncias materiais, mas mesmo em sua estruturação social, em sua forma de entender o mundo e com ele se correlacionar, e, por fim, no modo como os homens vivem uns com os outros.

Entretanto, embora tenhamos que reconhecer todos esses e inúmeros outros benefícios trazidos pela Ciência, desde o sanitarismo à expansão da longevidade humana, da comunicação à distância às comunicações de massa, dos “milagres” da farmacologia à chegada do homem à Lua, temos de convir, também, que a Ciência não passa de um instrumental da mente humana, para dilatar sua percepção e entendimento do mundo e não a fonte de verdade absoluta, como muitos fanáticos de suas fileiras acreditam.

Hoje em dia, a Ciência é idolatrada pelas massas. Apesar de, historicamente, as evidências serem sobejas de que a Ciência afirma algo hoje para refutar amanhã; apesar de, em suas próprias bases principiológicas, a Ciência asseverar que está sempre inacabada e que sempre pode surpreender com descobertas inesperadas; apesar de a Ciência só estar em busca de fatos e não de idéias, muitos, desavisada, superficial e loucamente se lhe rendem aos encantos, como crianças fascinadas dentro de uma loja de brinquedos, que esquecem que existem todo um mundo lá fora, inclusive seus pais, a escola, e a necessidade de se alimentarem. Continue lendo