“Jogue suas Tranças, Rapunzel!…”

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

A história da donzela que, encastelada em torre-prisão, se utiliza dos próprios cabelos, a fim de, com eles, crescidos ao infinito e entrelaçados em tranças gigantescas, permitir a subida de seu amado-salvador, é um pouco a história de todos nós, que, aprisionando-nos na torre de idéias absurdas, ilusões, medos e dúvidas, não nos deixamos visitar pelo Eu Superior. O ego, nesta fábula, é representado por Rapunzel, passiva e triste, que, todavia, mantém o ideal persistente de tecer longas tranças, para que seu libertador se aproxime. Numa situação aparentemente desesperadora, em que muitos desistiriam completamente de lutar, ela persiste, impertérrita, na espera do seu amado, mas uma espera laboriosa, mesmo que em labor aparentemente sem qualquer poder para resolver seu problema, pois que, no final da história, constituirá este o meio pelo qual tudo se solucionará. Continue lendo