Sobre o Amor.

por Aline Rangel.

Escrever sobre o amor é um prazer, um contentamento e um desafio. Muito se tem dito, cantado, encenado, teorizado acerca deste tema freqüentemente associado ao romantismo, nas experiências afetivo-sexuais, aos surtos de loucura das paixões… Mas onde está, verdadeiramente, este alimento da alma? Onde se encontra esta inspiração para despertar o melhor em nós? Não é fácil defini-lo, muito menos saber diferenciá-lo dos vícios, os quais nos acostumamos a entender como expressões e vivências de amor genuíno. O que importa aqui é a disposição em refletir a respeito do que temos compreendido sobre amar e de como podemos nos aproximar das necessidades reais do nosso coração. Continue lendo

Paixão X Amor.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Você sentiu um frêmito no estômago, ficou trêmulo, desnorteou-se com as palavras, a respiração tornou-se ofegante e o coração disparou, precípite, no peito. Cheio de energia, sentindo-se reconectado com a vida, diz para si mesmo: era disso que eu precisava!

Vá, porém, com calma, meu amigo, em suas conclusões. Você teve contato com uma experiência de despertar da libido e da energia psíquica figadal que faz o indivíduo retomar a própria vitalidade. Todavia, se se fica apenas com a libido, sem um respaldo numa infraestrutura de sentimentos e valores sérios, tudo vem a ruir, e ruir devastadoramente, mais cedo ou mais tarde. Aprender a diferenciar as expressões do sentir é de capital importância, para não se enveredar por uma perigosa bifurcação existencial e destruir a própria vida. Continue lendo

Noções de Justiça e Amor, no Dia-a-Dia.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Nutre, prezado companheiro, tuas noções de amor, com o máximo sentimento de zelo pelos princípios de justiça. Não deixes passar nada que seja atribuição tua, transferindo responsabilidade a terceiros. Recebe teu quinhão de compromissos mais onerosos, com a alegria sincera do trabalhador que se sente útil.

Podendo converter tais ônus de obrigação em bônus de funções mais suaves, ou desincumbir-te deles por métodos mais simplificados e menos dispendiosos, faze-o. Entretanto, não sendo viável esta redução de dificuldade e padecimento, na disciplina do “mínimo ético” exigido por teu coração, suporta a canga abençoada de tarefas que te foi confiada pela Divina Providência, laborando por levar a cabo todas as atividades a ti delegadas, com a satisfação do servo que está sob a tutela de um Senhor Generoso e Justo, que jamais erra na distribuição de parcelas de desafio e labor, entre os que Lhe são vassalos, e, mais que isso: amados filhos.

Escuta, assim, a voz de tua consciência, a pedir-te a diligência estóica do guerreiro heróico, vertendo suor (se necessário, lágrimas), na faina bendita de concretizar, no domínio físico de Vida, o projeto divino destinado à tua pessoa, na presente reencarnação que desfrutas. Continue lendo

Tudo.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia
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As pessoas costumam ser extremamente fúteis, sem se aperceberem disso. Andam cuidando de seus negócios, de suas posses, de suas “responsabilidades”, qual se estivessem ocupadas das coisas mais importantes do mundo. Se tivessem um rápido relance da eternidade, tomariam um susto tremendo, com a tamanha estultícia a que se confiam.

Imaginemos o milionário que dedica todo o seu tempo a ampliar ainda mais sua fortuna, no intuito de dar, continuamente, maior segurança ao futuro de seu filho. Ele não revela a ninguém, fechado em seu mundo de dureza masculina, mas o garoto é sua razão para viver. Começa seu dia de trabalho antes das sete, e depois das dez da noite ainda está no escritório. Sai antes de vê-lo acordar-se, chega após o tesouro de sua alma haver caído em sono. Vê o coração que polariza todos os seus ideais tão-somente no fim de semana, por algumas horas, mas sem lhe dar muita atenção aos mimos de infância – “coisas da idade”… “Papai, venha brincar comigo!…”; “Não tenho tempo, meu filho”; “Papai, eu seria a criança mais feliz do mundo, se você brincasse comigo…”; “Não tenho tempo para brincar, meu filho, para que possa ser o melhor pai do mundo para você…”; “Mas eu não quero você assim, só trabalhando… fique comigo, papai…” Continue lendo

PARTE II de “Tragicomédia da Fixação no Amor Romântico”.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

(Para ler a parte inicial deste artigo, clique na opção “Mensagens Anteriores” e selecione a que foi publicada ontem. Esta segunda parte foi toda recebida já em casa do médium, diferentemente da primeira, captada, inicialmente, na reunião pública do domingo passado, no Espaço Emes, Aracaju, Sergipe.)

Diagnosticou-se, recentemente, a síndrome dos que “amam demais”, denominação que julgo inapropriada, já que se trata, em verdade, de indivíduos que amam erroneamente, e, amiúde, nem sequer amam, apenas sendo dependentes da pessoa que julgam amar, quando não são francamente tirânicos com o objeto de seu pseudo-amor, não lhe autorizando, por exemplo, o direito de não os querer na intimidade, ou de poder ser quem é, realmente. Continue lendo

Tragicomédia da Fixação no Amor Romântico – Parte I.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

O propósito de havermos falado sobre o amor, neste sistema hilário de abordagem temática (*), foi que considerássemos a importância de transcendermos nossas limitações afetivas e psicológicas e, dentro do possível, com isso, sermos felizes.

O grande problema do gênero humano na Terra, atualmente, em matéria de relacionamentos interpessoais, é dar excessiva atenção às questões sexuais, em detrimento de se viverem as relações em seus aspectos mais espirituais. Continue lendo

A Vitória do Amor sobre a Catástrofe.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

Nesse momento de congratulação e de gáudio, de festejo e celebração da espiritualidade, em sua multifacética manifestação de Luz (*1), indispensável dizermos aos prezados amigos que mais do que recebermos o socorro do Alto, podemos nós mesmos nos fazermos representantes desta Luz. Como foi dito no final da preleção do nosso companheiro encarnado, um terço da comunidade humana, conforme expressão percentual apresentada por Chico Xavier, em seu clássico “Voltei” (*2), é componente do Plano Sublime de Vida, o que significa dizer que, entre vocês, prezados amigos encarnados, muitos são partícipes da Espiritualidade Superior, devendo, destarte, compenetrar-se desta responsabilidade. Ser componente da Espiritualidade Superior não é “se sentir superior”, na utilização do vernáculo comum. Na semântica da palavra “superior”, a acepção aqui utilizada é a de, tão-somente, indicar alguém mais desenvolvido, mais amadurecido, mais altruístico e menos egoísta. Continue lendo