Extratos de Mensagens Mediúnicas Pessoais – 30.


(Princípios subliminares; foco apropriado para a felicidade; amizade, caminho para o amor.)


Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.


Acima de todas as dúvidas, de todas as incertezas da existência humana, há subliminaridades previsíveis e permanentes, subjacências absolutas, que podem ser compreendidas como princípios, como forças fundamentais da alma, como disciplinas basilares que fornecem, conforme a própria expressão indica, um alicerce para a estruturação dos pilares da atitude e da própria vida de um indivíduo.

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Com foco na profundidade, mais do que na intensidade; no sentimento, mais do que na razão; na alma, que no corpo; nos padrões de destino, que nos momentos da circunstância; na felicidade, que na produtividade, o indivíduo está-se colocando no caminho para encontrar a plenitude e a paz, em todos os sentidos.

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Amigos Falsos e Amigos Verdadeiros.

Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.

No universo das relações humanas, costumamos confundir amigos com outras categorias relacionais, como colegas de trabalho ou companheiros de vida acadêmica. Amigo, na mais pura acepção da palavra, é irmão, sócio de destino, parceiro de todas as horas, em suma: um familiar fora da consangüinidade. Entretanto, como o povo faz o idioma, não podemos remar contra a maré das realidades lingüísticas, e, diante de tal práxis verbal, consideremos o que os léxicos poderiam enumerar como psicotipos de amigos, negativos e positivos: Continue lendo

Diálogo sobre Amizade.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Vamos falar sobre amizade e felicidade.

Eugênia, o que a amizade pode fazer pela felicidade dos indivíduos?

Tudo, praticamente. O arquétipo do fraterno, vivido em sua excelência, é a base para a plenitude da condição humana. Se prestarmos atenção, Jesus disse isso: que o amigo verdadeiro dá a vida por seus amigos, ou seja, colocando-se na posição de O Amigo (*). Por outro lado, ao propormos “fraternidade”, é exatamente isso que, em tese, está sendo propugnado: uma relação de igual para igual, de troca, de interdependência e não de dependência ou co-dependência, como sói acontecer em outras ordens de relação. Toda relação que implica subordinação necessariamente é incompleta, quando não doentia. Até mesmo a relação de mãe-filho peca por esse, digamos, tecnicamente, “distúrbio”: a mãe sempre dá mais do que recebe. É ótimo, para a mãe, que se “angeliza”; é péssimo, para o filho, que perde o senso das proporções e permanece endividado ante as Leis da Vida, só tornando ao equilíbrio quando, por sua vez, também se torna pai, seja pelas vias biológicas ou não, literal ou simbolicamente.

A relação de amigo a amigo exige, por outro lado, a constelação fundamental de virtudes que mais engrandecem o ser humano, tais como: lealdade, generosidade, zelo, devotamento, dedicação, espírito de renúncia, carinho, ternura. E, por ser uma relação de espírito a espírito, de coordenação, sem os liames da vinculação obrigatória, seja pelo desejo ou pelas paixões egóicas, estabelece ou oportuniza o tipo mais harmônico de relação interpessoal que se pode ter. Sem cobranças, sem pagamentos, sem idéia de posse, de poder, ou seja: não se está pretendendo usar, nem manipular, nem possuir o outro, mas, tão-somente, partilhar.

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Um Amigo Muito Querido em Terras de

por Benjamin Teixeira.

1996, maio. Estou no “Allan Kardec Spiritist Center”, em Nova York, numa das primeiras palestras que proferi nos Estados Unidos da América. Um rapaz alvo, de cabelos pretos e óculos pesados entra na sala. Imediatamente, sem pestanejar, sofri um irrefreável impulso de cumprimentá-lo, da mesma forma como fazemos ao chegar em um lugar público e encontrar, inesperadamente, um conhecido de longa data. E, antes que pudesse me dar conta de que a sensação remontava a outra existência e não a esta, vi-me já cumprimentando o “estranho”. Todavia, não cheguei a sofrer um constrangimento maior, porque o rapaz, ato contínuo, retribuiu-me com a mesma naturalíssima reação de quem realmente é conhecido. Houve tempo para falarmos, antes de as atividades começarem, e eu exclamei, ao estarmos próximos o suficiente para um ouvir o outro, em volume médio de voz:

- Nossa, que impressionante! Eu poderia jurar que a memória é desta vida e não de outra! –disparei, numa linguagem muito própria aos reencarnaconistas – Eu tive a total certeza de que você era um conhecido meu!

Sorrindo largamente, Marcone, normalmente muito tímido, como viria a saber mais tarde, restringiu-se a dizer-me:

- Eu também.

Estávamos certos: éramos amigos de sempre… como somos até hoje… e para sempre…

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