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Benjamin Teixeira Em janeiro de 1918, já havia ficado clara a iminente derrocada da Alemanha, até mesmo para os mais pessimistas opositores ao regime. O mesmo se diria da Alemanha nazista de ’45. Não havia dúvidas de que a bancarrota do Füher estava próxima (*). O mesmo se pode dizer de situações iminentes, na vida particular de indivíduos. Prognósticos mediúnicos acontecem em regime semelhante, embora menos óbvio, de análise. Quem de fato analisa tendências, procura por dados concretos. Quem intui tendências precisa sentir “algo no ar”, uma energia que pode ser captada e lida, uma certa vibração que contém informações e que, com isso, comunica acontecimentos que estejam para acontecer. Assim, quando vir uma premonição se concretizar, vaticinado por um paranormal ou um médium, não suponha que o livre-arbítrio das criaturas envolvidas na ocorrência tenha sido derrogado, ou que a liberdade individual seja um engodo. Apenas, compreenda isso: perto de ocorrer, certos eventos já estão certos, nos horizontes do destino, de modo que divisá-los é natural para quem é dotado de uma sensibilidade mais aguçada para a pré-cognição. (Texto recebido em 26 de agosto de 2004.)
(Nota do Médium) Benjamin Teixeira Quando você não ouve a voz do seu coração, tudo escurece em sua vida. Nada pode ter luz, quando a Luz fundamental não foi introduzida na vida do indivíduo. Se você não quer dar atenção ao seu ideal; se prefere viver em função de banalidades da rotina, premências da matéria ou solicitações da vaidade, não estranhe que sua vida se turve e sua alegria seja toldada de tédio indefinível. Quer recuperar a alegria dos primeiros tempos? Então, ouça a voz da sua alma, que lhe diz preste atenção à família, aos amigos do ideal (família espiritual), aos projetos da solidariedade, ao estudo profundo do ser e suas implicações para a eternidade. Se você despreza o essencial, não lhe causa nenhuma estranheza que sua vida pareça destituída de sentido. O significado surge quando se ouve o próprio cerne. No âmago da criatura, jaz a finalidade de existir e agir no mundo. Ouça-o. (Texto recebido em 26 de agosto de 2004.) Benjamin Teixeira Há alguns anos atrás, visitei jovem mãe que se deitava sobre leito de pedra, na via pública. Choramingava baixinho, lamentando a própria sina, com o seio carente de leite, o rebento no colo, esquálido. Olhou em volta, e viu que, em meio à noite, jovem de idade similar à sua desfilava em carro aberto, coberta de glória, riqueza e fama, papel picado sendo atirado do alto dos edifícios, a multidão a aplaudi-la e aclamá-la, frenética. Angustiada, perguntava-se por que Deus permitia haver disparidades tão grandes entres Suas criaturas. Quarenta anos se passaram. Visitei hospital da Terra, onde minha pupila jazia internada. A grande diva do cinema havia sido reduzida a um punhado de ossos sobre a cama, vítima da cirrose hepática. Uma sombra quase inacreditável, na deformidade da beleza feérica que a engalanou na juventude e fora totalmente sepultada no tempo, pobre, esquecida e sozinha, pois que nem filhos ousara ter, para não prejudicar as formas perfeitas de mulher-fatal que tanto a celebrizaram. Em meio a grande angústia, lembrou-se de seu passado de glória, e perguntou-se por que Deus lhe permitira provar tanta glória, para “roubá-la” toda depois. Foi, a essa altura das reflexões, raptada de seus pensamentos pela presença de um médico que se dobrou sobre seu catre de dores acerbas, e ouvi-o dizer: - Senhora, minha mãe soube que era minha paciente e soube também de sua situação, e pediu que viesse aqui e lhe desse atenção especial. Encantada com a deferência a que não mais estava acostumada, apesar de tão adulada na juventude, rasgou um rebotalho de sorriso, sobre as faces enrugadas e flácidas, e, curiosa, indagou: Continue lendo Benjamin Teixeira Quase sempre a tristeza começa com um motivo razoável. A questão, porém, é que a tristeza não é razoável. O motivo é razoável, como concitação à preocupação sensata; como estímulo à ação, corrigindo o que deve ser corrigido; como um incentivo à lucidez e mesmo a posturas defensivas mais eficazes. Mas a tristeza é completamente contraproducente, já que retira forças ao indivíduo, forças que seriam fundamentais ao soerguimento do moral, viabilizando o êxito, ao propiciar saúde emocional, criatividade e energias para a reação construtiva. Não estamos postulando uma alegria irresponsável, inconsciente e tola, a la Pollyanna. Outrossim, muito longe estamos de propor as idéias epicuristas de hedonismo inconseqüente, imediatista e egocêntrico. A felicidade deve ser procurada não como uma euforia passageira, que consome, amiúde, a consciência, mas como um estado permanente de realização íntima, por se sentir a alma ditosa, na trilha da verdade e do bem, algo que custa, não raro, gratificações temporárias, em troca de satisfações duradouras, de conquistas permanentes. A consciência em paz, dessa perspectiva, é elemento imprescindível, constituindo mesmo o piso para qualquer forma genuína de felicidade; e a consciência, freqüentemente, exige trabalho árduo, disciplina, equilíbrio das emoções, renúncia a futilidades, desapego do eu e das posses materiais. Continue lendo Benjamin Teixeira Triste de quem vive a vida apenas a colecionar mágoas. A vida é tão rica para ser preenchida com lamentações!… Se alguém realmente tem razão de se lamuriar, então é porque está no momento de dar uma reviravolta em sua vida. Está transferindo poder para fora, quando deve reencontrar a força dentro de si. A circunstância apenas reflete um convite da Vida ao indivíduo passar para outro nível de consciência. Se a situação é insuportável ou inadmissível, saia dela. Entretanto, se você julga que deve tolerá-la, então, trate de mudar o padrão, e concentrar-se no melhor lado. Ele o destratou. Ou ignore, dando atenção a outros amigos e/ou veja o que, na sua conduta, pode ter dado espaço ao comportamento menos desejável da parte do outro. Ela o traiu. Ou perdoe ou se desvincule, partindo para outra experiência. Mas não fique curtindo ressentimentos, raiva ou depressão. Não compensa, não faz sentido, é pura perda de tempo, de energia, de oportunidades de ser feliz. Economize dor. Continue lendo Benjamin Teixeira Eugênia, em revista de grande circulação nacional, falava-se sobre a “revolução da terceira idade”. As populações, envelhecendo, estão criando uma paridade entre número de velhos e de jovens como nunca houve na história da humanidade. Teria algo a dizer sobre o assunto? Não nos interessam os aspectos sócio-político-econômicos que estão em jogo, numa verdadeira revolução paradigmática e estrutural na organização das sociedades – esse será um desafio para a modernidade próxima, como a questão dos sistemas de previdência e os conceitos do que seja trabalho, aposentadoria e invalidez. O a que poderíamos aqui chamar a atenção seriam os aspectos simbólicos, psicológicos e espirituais implicados nesta curiosa revolução. E o primeiro deles é de que o ser humano não é corpo, basicamente, mas sim espírito, já que a juventude não passa de um intróito para a terceira idade. Jovens são sementes de velhos. A não ser que se morra antes, fica-se velho. Por melhores que sejam as técnicas de prolongamento da saúde, vitalidade e longevidade humana, fica-se velho. Ironicamente, os avanços da Medicina estão dando ganhos ao ser humano, em termos de qualidade de vida e de longevidade justamente no que se poderia chamar de terceira idade. Os velhos estão vivendo mais. Isso indica que o ser humano não pode se fiar em sua casa física, não pode identificar-se ou estabelecer seus critérios de segurança ou objetivos de vida, valores ou significado, em função de uma estrutura evanescente e frágil como o corpo material. E o que diria ao confrontar o que acabou de nos dizer com os conceitos da cultura jovem? Continue lendo Benjamin Teixeira ”Chico (Xavier) liga-se temporariamente a certas pessoas. No começo, cobre-as e fica eletrizado, empolgado. Visitas, cartas, cartões, reuniões, amizades profundas. De repente, sem explicação alguma, desaparece, some. O silêncio cobre a distância. Durante anos, esse fato sucedeu com numerosas pessoas que se tornaram suas amigas íntimas, de permanecerem no mesmo recinto, de dormirem e comerem na mesma casa e depois foram afastadas quase que definitivamente. Estudando essas criaturas, vendo-lhes os hábitos e o caráter, compreendemos que, de fato, com algumas, houve motivos sérios de afastamento e, com outras, não; pelo menos naquele conceito comum de amizade que todos temos.” R. A. Ranieri (*) Continue lendo Benjamin Teixeira Gostaria que você considerasse alguns tópicos: 1) Para prosseguir em sua caminhada, muitas vezes tem que se ser capaz de parar, retroceder um pouco, analisar com cuidado, traçar novas linhas estratégicas de ação e tornar ao trabalho, com força revigorada e a lucidez aprofundada. 2) Para não perder fragorosamente, deve-se desistir de ganhar galhardamente, e, assim, fazer negociações realistas com as forças contrárias ao seu ideal. Não pretenda ser um monumento de acertos. Faça as pazes com sua natureza humana, e, assim, ganhe razoavelmente. Melhor ganhar menos, do que, pretendendo tudo angariar, ficar sem nada, sonhos esfacelados e muitos remorsos. 3) Para atingir grandes objetivos, deve-se começar por alcançar pequenos. Discipline-se no dia-a-dia, dê de si ao seu semelhante, seja justo, amoroso e solidário. Logo descobrirá que é mais fácil ser louco, supondo-se grande, do que ser grande, fazendo pequenas coisas… a verdadeira grandeza. 4) Não é necessário ser santo, para ser nobre, justo, bom e verdadeiro. Faça o que está ao seu alcance, seja maduro, consciencioso, equânime, ético, um cidadão do cosmo, em resumo, e estará fazendo o seu melhor – esteja certo disso. (Texto recebido em 17 de agosto de 2004.) Benjamin Teixeira Como alguém se sente ao tentar subornar a verdade para si mesmo? Interessante isso, Eugênia. Mas é sabido que a mente humana é capaz de impressionantes malabarismos e ardilosas artimanhas para esconder de si mesma que está construindo mitos, ilusões e racionalizações, com que se “protege” de uma realidade que considera indesejável. Como fazer para vencer ou superar, ainda que parcialmente, essa inclinação que poderíamos dizer quase automática e universal no ser humano? Através da prática da auto-reflexão. Não é de todo impossível desvestir-se de intenções, desejos, ambições egóicos, para enxergar as coisas como elas realmente são, e, a partir disso, tomar decisões criteriosas. Você faz parecer extremamente simples e óbvio um desafio complexo, subjetivo e altamente difícil de ser encarado e principalmente vencido, entre os encarnados de nosso orbe, atualmente. E, de fato, é. A questão é que nem todas as pessoas estão dispostas a investir na simplicidade – leia-se: verdade. A verdade custa pouco ao mundo, ao espírito, à humanidade. Mas custa muito ao ego, seu orgulho delirante e seu desejo de supremacia sobre os outros, sempre pronto a humilhar, exibir-se e se mostrar prevalente sobre os demais. Continue lendo Benjamin Teixeira Não tenha medo da felicidade. Abra-se a ela, gradativamente, para não se deslumbrar no fenômeno da euforia, mas permita-se pequenas mas permanentes doses de alegria, aqui ou ali, ou, melhor dizendo: aqui E ali. A mente precisa ser acostumada a novo padrão de felicidade. Os vícios culturais imiscuem-se, mais do que se pensa, ordinariamente, nos processos psicológicos mais sutis dos indivíduos, oferecendo base e encaminhamento a uma série de construções conceituais, sem correspondência propriamente factual. Por exemplo: alguém poderia, no passado, avaliar se uma moça era adequada ao casamento, considerando, tão-somente, se era virgem, prendada e de “boa família”, o que queria dizer, amiúde: de origem rica ou tradicional. Tais pressupostos de verdade, hoje risíveis, eram vistas como pedras inamovíveis de verdade, condicionando a vida em sociedade e definindo rumos para inúmeras vidas. O mesmo se dá hoje. Ou supõe você que os conceitos e o desenvolvimento da inteligência, dos valores e da capacidade de abstração humana já chegaram a seu ápice? Pois bem: atente-se, assim, por criar hábitos novos em sua mente, de conformidade com suas reais necessidades e princípios ético-espirituais, e não de acordo com as exigências e expectativas de uma sociedade hipócrita e uma cultura pouco afeita à busca da verdade espiritual. (Texto recebido em 12 de agosto de 2004.) |
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