Diálogo sobre a Aparente Contradição entre o Princípio do Esforço e o do Fluxo.

Benjamin Teixeira,
em diálogo com o espírito
Eugênia.

(Benjamin) – Eugênia, tem-se dito que o esforço é um engodo, que as pessoas precisam viver em fluxo, que empenhar-se apresenta uma contradição fundamental com o estado de fluxo… Teria algo a dizer sobre isso?

(Eugênia) – Um sofisma perigoso. É axiomática a necessidade de esforço, um elemento de sabedoria universal que não se pode ignorar, asseverado por sábios de todos os tempos e culturas, quanto por sumidades da Psicologia e da Psiquiatria atuais. Não se podem forçar as estruturas da mente – isso também é óbvio. Aguardar conquistas gratuitas, entrementes, é tão infantil quanto imaginar que se passará nos exames escolares por força do pensamento positivo.

Encontrar um ponto ótimo entre a disciplina e a espontaneidade, entre o empenho e o espírito lúdico, constitui um desafio para toda criatura. Falir na descoberta deste ponto ótimo (que apresenta características inelutavelmente pessoais) compromete e mesmo inviabiliza as possibilidades de alguém ser feliz, realizado, saudável, e mesmo de encontrar a paz.

O estado de fluxo, por outro lado, costuma ser resultado de anos de esforço acumulado, que atinge um nível de excelência automática, por condicionamento adquirido, qual o virtuose num instrumento musical, que parece não fazer esforço em sua performance, tendo sofrido anos sucessivos de árdegos e sistemáticos exercícios, para chegar àquele patama Continue lendo

Bilhete Falado, na Aduana da Primavera.

por Benjamin Teixeira.


No final da madrugada, início da manhã desta segunda-feira, 22 de setembro, em que nos introduzimos, por convenção, na primavera, vivenciei significativa experiência paranormal, que senti deveria publicar, tendo, por fim, autorização dos Orientadores Desencarnados para fazê-lo.

Após uma excursão de trabalho, na dimensão extrafísica de existência, em desdobramento parcial do espírito – também conhecida como projeção da consciência ou viagem astral –, vi-me diante da sábia e doce mestra desencarnada Eugênia, vestida, elegantemente, em magnífico figurino de meados do século XIX, com imensa e rica saia balão. Em torno dela, damas amáveis, igualmente trajadas, como na época da reencarnação de Kardec (*), postavam-se, simpáticas e expectantes, aguardando a fala da sublime enviada de Maria Santíssima. Estávamos todos suspensos, em ponto pouco acima das nuvens, em paisagem semelhante à que se vê, quando em vôos comerciais, pela janela das aeronaves. Atrás da majestosa professora do Domínio Excelso, um espetáculo multicolor no céu, evidenciando o amanhecer, puxando para os tons de ouro e alaranjado, pelo que pude registrar.

Eugênia, num gesto muito seu, depositou a destra sobre o coração, como a suster o poder estupendo de seu amor generoso, e, com a mão esquerda, segurou-me as mãos, dizendo, em luminoso, seráfico e largo sorriso, fitando-me fundo nos olhos, ao passo que me transmitia, telepaticamente, a imagem da companheira encarnada a quem desejava enviar recado por meu intermédio: Continue lendo

Esperança aos Desesperados.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.


Há quem duvide da força do amor. Vive triste, sem rumo, sem motivos para viver. São pessoas solitárias e angustiadas que supõem que somente pela força do dinheiro, do poder, do prestígio, podem obter o que almejam da vida. Para elas, altruísmo e bondade cheiram a tolice, se não a franca hipocrisia. Seguem no mundo atormentadas, sequiosas de qualquer gotícula de esperança, carentes da mais singela demonstração de amizade genuína.

Quando se deparar com gente assim, ulcerada de desespero, desespero esse que se camufla em amargura contínua, mau humor inalterável, ansiedade, medo, dúvida sistemática e muita angústia, entenda que são doentes da alma, pedintes do seu afeto, aguardando um gesto simples de humanidade seu, para que se sintam um pouco menos mal, para levarem vida adiante.

Não leve as coisas “na ponta da faca”, como se fala no vernáculo. Tente encarar os conflitos interpessoais e mesmo as agressões um pouco mais na esportiva. Claro que não deve admitir abusos; mas, muitas vezes, o que se tem como uma invasão injustificável do próprio “terreno” não passa de um clamoroso pedido de socorro. Munido com essa perspectiva, terá muito melhores condições de compreender, perdoar e administrar situações-limite, não tornando pessoal, ou tornando menos pessoal, o que lhe acontecer de desagradável.
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Em Contato Consigo.

por Aline Rangel.

Iniciar um trabalho sério e profundo de busca de si mesmo significa antes de tudo deparar-se com ilusões, fantasias, surpresas nem sempre agradáveis a respeito do que realmente motiva o comportamento humano, dos recursos utilizados para interpretar e avaliar a vida, das percepções um tanto ingênuas do que caracterizaria os indivíduos como seres singulares. Estar inserido em um contexto histórico, social, político, cultural específico representa aprender, introjetar, reproduzir, confirmar, legitimar valores, conceitos, normas, num processo de construção pessoal mais coletivo do que original, como normalmente se pensa. Desde as influências familiares às seduções da mídia, passando pelas formações profissionais, religiosas, as pessoas são atravessadas por forças inúmeras e variadas, compondo-se mais ou menos criativamente, a depender do grau de maturidade que as caracterize.

De maneira instigante e bastante realista, o espírito Eugênia alerta para a impossibilidade de se alcançar a pura essência de si no nível humano de consciência. Em suas palavras: “O ser humano é sua circunstância, muito mais do que imagina. (…) Somente indivíduos excepcionais (excepcionais mesmo, os grandes gênios e santos revolucionadores do pensamento humano) conseguem manter uma certa autonomia consciencial, em meio aos conceitos, valores, costumes e presunções de verdade de uma dada época e lugar.” (*1) Continue lendo

A Expansão do Instituto Voltaire (*1).

Capítulo 1.


Benjamin Teixeira
pelo espírito
Gustavo Henrique.


Isadora era uma alma extremamente envelhecida, no carreiro evolucional, para os padrões da Terra. Pelo transcurso de vinte e cinco séculos, foi cuidadosamente preparada para o trabalho de mediunidade ante as massas; e, antes disso, consumiu mais 27 séculos – desde que aportara no nosso orbe, após a transmigração de Capela (*2) – desenvolvendo aptidões prévias, que a candidataram ao posto que ora ocupava, diante de milhões de pessoas, na pátria brasileira. Era a médium-porta-voz da grande mestra desencarnada Sophia, a que já nos referimos no primeiro livro desta nossa série. Para receber a mente daquela que fundara uma escola de filosofia na Grécia Antiga e comunicar-lhe o pensamento, quase que sem distorções, por meio da psicofonia, em uma transmissão radiofônica semanal, para todo o país, indiscutivelmente, precisava portar uma psique suficientemente complexificada e profunda, a fim de apreender a mente sabedoria sobre-humana do gênio desencarnado que fora amiga de Sócrates e sua preceptora na arte retórica. Isadora fora sua filha e filho, por diversas reencarnações; e, fisicamente (encontrando-se no plano material), distavam uma da outra, há vários séculos.

Fui comunicado de que a embaixadora psíquica estaria para fazer um espetacular desdobramento, naquela noite de quinta-feira, deste ano mesmo de 2008, numa das reuniões fechadas reservadas a contatos mediúnicos em grupo, na sede de nossa Instituição, em seu braço no domínio físico de vida. Fiz-me presente, à hora azada. Isadora jazia sentada entre Letícia e Edgar, dois amigos de longa data, ligados há séculos à medianeira, familiares por várias encarnações, sobremaneira no caso de Edgar, que fora seu filho biológico por seis reencarnações – quatro delas apenas como sua mãe –, sem contar as em que foram cônjuges ou companheiros de ideal. Um laço indestrutível os unia, como os que jungem mães e filhos, século sobre século, não importando o que acontece, mesmo a morte do aparelho de carne. Continue lendo

Coração Periclitando.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.


Seu coração periclita, em meio a diversas forças desencontradas, pugnando por minar-lhe as energias, e fazê-lo desistir de seu projeto de amor, de sua conduta de fraternidade e de doação ao próximo.

Quando se sentir assim, a ponto de desanimar completamente, recorde-se de que existem outros corações, com ideal semelhante ao seu, que lhe seguem adiante, na estrada evolutiva, abrindo-lhe alas, para que possa mais rapidamente atravessar o espaço de aprendizado, com o mínimo de sofrimento possível.

Os agentes das trevas cercam os corações de boa vontade, por onde quer que sigam, pelejando por fazerem-nos capitular em seus propósitos humanitários. Você deve persistir, com coragem: é um teste que a Divina Providência permite aconteça, para que consolide ainda mais suas boas propensões, tornando-as conquistas permanentes de sua alma. Na Terra, o mal ainda predomina, as melhores intenções tendem a ser vistas com reserva – somente com muita persistência, logra-se alcançar os objetivos mais altos de ideal e serviço. Continue lendo