Sopros de Sabedoria – 27.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Não tenha medo das inconstâncias da vida. A existência humana não é uma linha reta, mas uma curva espiralada ascendente, com episódicos momentos de descendência, para ascensões ainda maiores em seguida.

Se você aguarda um esquema quadradinho e colorido da vida, está esperando estar no jardim de infância quando talvez já esteja na escola secundária, em que a álgebra e a trigonometria casam-se em arranjos abstratos de matemática pura. “Pense fora da caixa”, como dizem os norte-americanos. Continue lendo

Sopros de Sabedoria – 26.

 Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eustáquio.

Tu, que te situas entre o bem e o mal, com respeito à diversidade dos caracteres humanos, cuidado com o relativismo exagerado: muita tolerância à ambigüidade tanto pode indicar elevado grau de maturidade psicológica, quanto revelar traços de cinismo e displicência moral.

Assim, quando estiveres incurso em situações melindrosas, em que o lusco-fusco das questões éticas e espirituais confunda o discernimento, com propostas de complacência indiscriminada, quanto, de reversa maneira, de radicalismo fanático, procure, acima de tudo, auscultar a voz da consciência, alinhando-se com as mais elevadas expressões de moral, espiritualidade, pelos termômetros da paz e do sentimento de dever cumprido, com isso tomando o rumo equilibrado e sensato que lhe for alvitrado pela voz da intuição e do bom senso.

Se fizeres isso, estarás na rota do bem, no caminho da Divina Bondade, e, destarte, acertarás, a despeito de todas as sutilezas e sinuosidades do percurso.

(Texto recebido em 18 de setembro de 2004.)

Entre os Extremos.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eustáquio.

Queixa-te da canícula e do frio;
Do medo que frena e da intempestividade que desbraga;
Da mora que te aflige e da pressa que te confunde;
Da angústia que te oprime e da alegria excessiva que te enlouquece.

Pensa, porém, que não são os extremos que definem alguma coisa ou alguém, mas os pontos médios de equilíbrio entre ambos.

Assim, se queres lobrigar a essência de tua vida e tua alma, vê o padrão dominante entre os extremos opostos que os tipificam, e notarás, então, uma linha definidora de teu modo de ser, sentir e agir, ao menos no atual momento de teu histórico evolutivo.

(Texto recebido em 16 de setembro de 2004.)

Propedêutica do Complexo.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Por que você reclama dos problemas? Problemas são presentes de Deus, a oportunizar alargamento da consciência, flexibilização da mente, abertura de novos conceitos, reforma de valores, revolução de vida.

Obviamente, não se pode, nem se deve viver à base de crise sistemática, nem “à corda bamba” ou “apagando incêndios”, como se diz no aforismo popular. Todavia, sucessão de desafios, questões que surgem paralelas a outras, dificuldades em todos os flancos da vida constituem fenômenos naturais e mesmo desejáveis da vida, assim como é útil e bom que a criança ou o jovem sejam submetidos a exercícios e testes em sala de aula, na vida estudantil, para aferir e expandir o aproveitamento das lições.

Assim, quando se vir em meio a um torvelinho de questões complicadas, não se desespere, nem clame por Deus, como se estivesse relegado a abandono, pelas Potências do Cosmo, porque é bem provável que justamente agora esteja você sendo mais amparado que nunca, recebendo as benesses de mais acentuado acompanhamento do Divino, com fito de acelerar seu progresso e lhe ser propiciado nível mais profundo de bem estar.

Não seja infantil na avaliação da vida. Somente mentes muito embotadas podem supor que felicidade e progresso se obtêm com facilidades e favores da sorte. Quem tem um mínimo de esclarecimento do que seja ser humano tem conhecimento de que não é possível crescer sem sofrer, ser pressionado e estar continuamente sendo desafiado pelas contingências do caminho evolutivo.

Hoje, você pode estar sendo bafejado por maior “sorte”(leia-se: graça divina), ao ter a crise intensificada, nos corredores de sua existência. Parabéns! Você recebeu maior ministério de confiança, partindo para as lições mais avançadas, de quem já pode assimilar o mais complexo. Se você não estuda mais aritmética do ensino fundamental, superou a geometria do segundo grau e termina o aprendizado de cálculo estrutural da universidade, não pode reclamar de Deus e das Forças que O representam, por estar sendo introduzido à propedêutica da Física Quântica, porque, devendo receber congratulações, não deve esperar muita iniciativa de consolação.

(Texto recebido em 12 de setembro de 2004.)

Originalmente, esta mensagem esteve no ar, no site, até as 4 h da madrugada desta última quinta-feira, 16 de setembro, sendo substituída pelo módulo 11 do Curso: “Felicidade e Espiritualidade na Era das Modernidades”, a respeito de “Bem-Estar Físico”. Você pode acessar esta última clicando em “mensagens anteriores”, no canto esquerdo de seu monitor, selecionando-a em seguida.

Felicidade, Espiritualidade e Bem-Estar Físico (*).

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Antecedentes Históricos:

1) Hedonistas x Estóicos, na Grécia Antiga.

Na Grécia dos Grandes Filósofos, uma polêmica surgiu, nos estudos profundos da sabedoria. Hedonistas pregavam o total mergulho nos delírios das paixões carnais, ao passo que estóicos propunham a abstinência, a disciplina, a contenção de desejos. Os primeiros, apologistas do prazer, propunham o esquecimento total da natureza espiritual humana; ao passo que os segundos, cultores do espírito, pelejavam por olvidar a condição física da espécie humana. Tanto uma quanto outra doutrinas, eivadas do vício do extremismo, pecavam, portanto, por não abarcarem a totalidade do fenômeno humano.

2) Zoroastrismo – Maniqueísmo.

Zoroastro, que viveu no século VI antes de Cristo, contemporâneo de Pitágoras, Buda e Lao-Tsé (cada um, a seu turno, pilar civilizacional de seus povos respectivos), estabeleceu uma religião influente na Antiguidade (credo atualmente extinto), em que o mal era visto como invisível e espiritual, e o bem como o físico-tangível, criando uma dicotomia conflitiva, com pólos a lutarem, eternamente, um contra outro. Curiosamente, o maniqueísmo, religião que se converteu em mera postulação filosófica, e, por fim, em curiosidade conceitual com o correr dos séculos (hoje sem seguidores, outrossim, como o Zoroastrismo), assim como o judaísmo e o cristianismo igualmente figuraram o bem e o mal diametralmente opostos, num antagonismo perpétuo, só que, invertidamente (em relação ao Zoroastrismo), considerando a matéria impura e o espírito como possuidor de toda pureza, grandeza e essência espiritual. Diferentemente dos gregos, que queriam ignorar uma das faces da realidade, agora considerava-se a existência dos dois lados, mas queria-se viver apenas um, em detrimento de outro aspecto da realidade (físico-espiritual). Continue lendo

Reflexão na Era da Incerteza.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

No comércio das conveniências sociais, atente-se para as suas reponsabilidades: faça o que moralmente é correto, o que legalmente é esperado de você e o que espiritualmente for justo para o bem-estar e progresso gerais.

Não se preocupe muito em estar completamente certo. De fato, há muita subjetividade em jogo, nesta época de claro-escuro moral, a fim de que se possa ter um discernimento cristalino. Nestes tempos de incerteza e imprevisibilidade, o reconhecer a imponderabilidade fundamental de tudo e agir com o bom senso, sem a pretensão de acertar total e invariavelmente, é o passo mais sábio que se pode dar, no sentido do justo, do lógico e do bom.

Acostume-se a checar, continuamente, as vibrações da consciência, estando sempre disposto a envidar alterações de rota, correções de rumo, e até mesmo mudanças dramáticas de destino, sempre que a voz da alma lho pedir.

Deste modo, aberto a resolver cada coisa d’uma vez e a dissolver cada enigma a seu tempo, estará potencializando, visivelmente, suas chances de acertar mais e de errar menos.

(Texto recebido em 12 de setembro de 2004.)

Decisões Dramáticas.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Não se deixe seduzir pelas aparências do momento. As forças do mal gostam de encantar suas presas, dando a entender que o que é não é, ou que o que não é, é. Isso porque, fundamentalmente, o mal não tem força no universo, e só existe em função da ausência do Bem, a força-motriz de tudo. Assim, para a perspectiva do mal, que é inconsistente, esconder a verdade é o único meio eficaz de ludibriar.

Sendo assim, não tome decisões importantes, sob o efeito de emoções intensas ou em considerando, isoladamente, a conjuntura de certas circunstâncias. Vale sempre a pena esperar, antes de elaborar conclusões complexas e de implicações sérias (a não ser em casos graves de procrastinação inveterada). E, portanto, se agora você sente que seu coração está consternado, não confie nos juízos de valor a que for conduzido, como também não se fie a falar o que lhe vem à mente, ferindo entes queridos, ou agindo de forma incoerente com sua conduta normal, porque talvez seja exatamente essa a intenção dos agentes destrutivos que lhe inspiram tais pensamentos: que você aja de modo indevido e se comprometa desnecessariamente.

Sim, às vezes é necessário agir de modo rápido, eficiente e corajoso. Mas tenha sempre em suspeita convites ao desmazelo, à correria, ao radicalismo. Toda postura extremada peca pela infidelidade a um quadro geral, mais amplo, de que é parte componente. Assim, somente ocasiões em que se torne indiscutivelmente inequívoca a necessidade de agir célere e dramaticamente, como situações de emergência, em que a vida de pessoas está em risco, merecem atitudes intempestivas. Afora isso, a prudência, como signo de sabedoria e auto-domínio, será sempre a antecâmara de decisões judiciosas e adequadas, propiciadas pela maior ponderação e avaliação dos elementos envolvidos para a tomada de rumos.

(Texto recebido em 12 de setembro de 2004.)

Intoxicado com o Veneno do Mal.

 Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Estugue o passo ao trabalho, quando sentir os tentáculos sinistros do desânimo envolverem-lhe a alma. A erva daninha, ao tomar espaço, na gleba da consciência, fica mais difícil de ser erradicada. Não permita que as árvores mortíferas do tédio, do pessimismo, do julgamento, da tristeza finquem-se fundo no solo de sua alma. Reaja, com energia, e passe, imediatamente, a uma atividade produtiva, a um serviço útil a alguém, quem quer que seja, o que quer que seja.

Importante que reflita sobre as causas profundas do mal, a fim de debelá-lo com eficácia, mas que esses momentos de meditação aconteçam nos intervalos entre ocupações dignas, para que os tóxicos do mal (na forma de preguiça e falta de motivação) que o querem inerme, porque mais indefeso, não se alojem em sua psique, coagulando processos mentais e enovelando a alma em sugestões medonhas de desistência de ideais, fuga a sérios compromissos morais assumidos e, portanto, de falência moral do ser.

Não acredite nas sugestões capciosas de que não terá condições de agir de modo realmente efetivo no trabalho, por não estar bem. Se não está em seu nível de excelência, produza mesmo assim, e o labor lubrificará as engrenagens de sua mente, bem como aquecerá a caldeira de seu coração. Não dê espaço às induções hipnóticas que o prendem ao desgosto e ao desânimo profundos. Se permite a inoculação destes venenos sutis em seu psiquismo, será progressivamente mais difícil reagir.

Não adie mais o soerguimento moral de que carece, dramaticamente. Agora é o momento. Esta é a circunstância ideal, porque, amanhã, só Deus sabe que contingência difícil estará amargando.

(Texto recebido em 12 de setembro de 2004.)

(*) Estão sendo disponibilizadas, simultaneamente, as mensagens correspondentes a esta segunda-feira, 13 de setembro e a este último domingo, dia 12 de setembro. Você pode acessar a mensagem de domingo, bem como também a de sábado, clicando em “mensagens anteriores”, na esquerda da tela de seu PC, selecionando-as em seguida.

Compensação do Céu.

 Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Quando a situação fica crítica, e o problema que há muito você tenta debelar se agrava; quando tudo em torno de seus passos o convida à desistência do campo do seu ideal; quando antigos companheiros riem de sua fé, e seu próprio raciocínio se confunde, hora é de intensificar os esforços no bem e ratificar seu compromisso com a sina de seus dias: viver a paz do Cristo, a convicção no Bem, o trabalho contínuo a serviço da humanidade.

Não importa que você só consiga, hoje, estender a mão a uma única pessoa. Não importa que, no dia de hoje e por muito tempo, o máximo que logre oferecer sejam sorrisos fraternos e apertos de mão. Não importa que não alcance mais que dois corações por dia. Não importa que sua inteligência seja tarda, sua cultura limitada ou mesmo que não vislumbre, dentro de si, sentimentos muito nobres. Ainda assim e mesmo por tudo isso, continue, continue, continue. Na persistência, descobrirá você a Força de Deus. Pequenos gestos de amor constituem sementes de grandeza espiritual que germinarão, em tempo hábil, e medrarão para grande e frondosa árvore, ofertando sombra e frutos para inúmeros viajores cansados.

Não menoscabe o valor das iniciativas diminutas. Nelas, ser-lhe-á desvelado o poder de muito fazer, em nome de Deus, ainda que apenas em qualidade e profundidade, senão em quantidade e extensão. E se este momento que agora vive é o último em que poderia você se dedicar a tais regalos da alma, mais um motivo para fazê-lo, porque, se não lhe conseguirem vencer, nos seus piores momentos, não lhe vencerão em nenhum; ao passo que vencerem-no, ainda que num mau momento, poderá constituir uma pequena frincha no dique, que eventualmente venha pôr tudo a perder, desmoronando as construções em concreto que vem edificando há longo tempo.

Não se cobre, porém, excelência. Dê seu melhor, de acordo com o possível deste instante amaro – dê seu coração, sua sinceridade, sua fraternidade. E as Potestades do Céu, esteja certo, verão tudo e se mobilizarão em seu favor, talvez até neste mesmo momento, mas com toda certeza mais tarde; e se mais tarde, com muito maior efeito… muito maior compensação…

(Texto recebido em 12 de setembro de 2004.)

A Bênção Inaquilatável de Seu Corpo.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

O corpo que ora você utiliza, para se manifestar na dimensão física de vida, constitui tesouro inaquilatável de possibilidades, a lhe bafejarem a sorte com ensejos de crescimento e aprendizado infinitos.
Seu corpo é seu maior patrimônio no mundo material.

Todavia, considere:

1) Seu casulo orgânico tem tempo de validade.

Embora possam ser feitos alguns ajustes emergenciais de prolongamento vital, ou uma suspensão eventual de operação, seu organismo foi pré-programado a determinado tempo de funcionamento, após o qual findará funções, permitindo-lhe libertação da jaula material. Assim, pergunto-lhe, em nome d’Os que represento: Como tem feito uso do tempo que lhe é disponível? Seu corpo tem potencialidades incríveis. Pode, com exercícios e trato adequado, ficar em estado excelente de funcionalidade e produtividade por longo tempo. Mas, por melhores as condições que lhe ofereça, está, ainda assim, em contínuo processo de desgaste, lentamente conduzindo-se para a sepultura. Afinal de contas, ele é equivalente à carne que você come, devidamente condimentada, no almoço. Você não é seu corpo, e, definitivamente, seu corpo não é eterno. Esquecer-se dessa verdade fundamental pode não só ser altamente perigoso – indica grave estado de alienação, de fuga. Sem considerar este fato fundamental, dificilmente se toma uma perspectiva lúcida de vida, e, conseqüentemente, também raramente se adota uma política existencial realmente plena de aproveitamento. Continue lendo