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(A Expansão do Instituto Voltaire, Capítulo 4)
Antes de iniciar-se este capítulo, gostaria de esclarecer que: 1) (Este primeiro ponto, uma reiteração de esclarecimento) Apesar de serem, via de regra, verídicos, os fatos narrados em contos e romances mediúnicos sofrem imensa alteração, para se adequarem às necessidades dos leitores. É o caso do evento abaixo descrito, substancialmente modificado em muitos aspectos dos acontecimentos, incluindo o perfil psicológico de ambas as personalidades retratadas. 2) O problema da manipulação de controle e poder, seja em distúrbios de co-dependência emocional, seja em jogos sadomasoquistas, é algo que poderíamos dizer endêmico, se não conjuntural, no nível médio de evolução de nosso planeta, de tal modo que são quase generalizados, passando invisíveis para a esmagadora maioria das pessoas, sobremaneira em suas expressões mais sutis e elaboradas. Continue lendo Capítulo 3 (*). Benjamin Teixeira Recuemos no tempo. Juliette está nos longos preparativos (que demandaram décadas) para reencarnar, na difícil tarefa de instalar um módulo de aprendizado de seu plano de consciência, no domínio físico de vida. A primeira grande guerra mundial acabara de findar-se. No ano de 1919, o mesmo que deu ao mundo o espocar da “Liga das Nações”, o embrião (que malograria) das Nações Unidas (1945), Juliette está com seus orientadores mais chegados, em assembléia reservada, para deliberações importantes. Narraremos, aqui, a confabulação mais íntima, entabulada entre ela e um de seus mais próximos mentores: – Minha prezada Juliette, você terá que, de fato, aportar, por longo tempo, em regiões umbralinas, preparando-se para sua reencarnação masculina. Seu perispírito já deverá apresentar feições viris, e sugerimos, como você mesma propôs, que envergue aparência senhorial, que deve rondar a feição dos cinqüenta janeiros no corpo físico. – Curioso que precise inverter o sexo no organismo psíquico, por tão longo tempo, antes de me jungir ao aparelho de carne… Continue lendo Capítulo 2. Benjamin Teixeira Isadora tinha 14 anos. A professora de Português havia-lhe incumbido – e a toda sua turma de 8ª série do ensino fundamental – uma redação sobre determinado tema, concedendo, para conclusão da tarefa, um período de 40 minutos. Eu mesmo estive lá, já comprometido com o desenvolvimento de suas faculdades psíquicas. A jovem sentiu o cérebro fervilhar. E, enquanto vários adolescentes protestavam contra a delegação desagradável de escrever a partir das páginas em branco, Isadora desatou a redigir com velocidade estupenda. Ela mesma se surpreendia com o que ocorria consigo. A mão mal conseguia acompanhar a caudal de idéias que se despejava em sua mente. A certa altura, colegas que a circundavam, na disposição dos lugares na sala de aula, começaram a observá-la, admirados. Dava-se a psicografia veloz, ao modo semimecânico dos grandes médiuns do passado, qual Chico Xavier, que se celebrizou com este padrão de escrita paranormal (que Isadora viria a não prestigiar tanto, quando adulta, para desenvolver outras formas de comunicação mediúnica, mais suaves). O fenômeno da escrita-relâmpago sobre o papel chamara a atenção de vários de seus colegas. Atrás da jovem, um amigo começou a chamá-la, com muita insistência, para que desse alguma sugestão do que compor sobre o assunto proposto, e a menina levantava a mão, num gesto a dizer-se ocupada. Como o companheiro não suspendesse o chamado, resolveu comunicar-lhe diretamente que estava ocupada, girando a cabeça para trás. O condiscípulo não se deu por satisfeito, e, ato contínuo à sua iniciativa mais educada, travou com ela, aproveitando a deixa, um diálogo sobre o que poderia ser redigido com aquele tema. Renovando a paciência, Isadora pincelou-lhe, sem fazer-se de rogada, alguns breves alvitres do que rabiscar no papel. Só que ela fez isso… sem parar de escrever… e na mesma velocidade de antes… e com a cabeça e o ombro girados para trás… Os amigos ficaram deveras impressionados com tudo aquilo. Ela mesma, perplexa, declarou-se, para si mesma, surpresa com a própria “inteligência”… Sim, era uma forma de inteligência, mas não exatamente a que ela supunha ser, e sim uma sensibilidade excepcional para captar ondas mentais, além da faixa de consciência dos encarnados. Continue lendo Capítulo 1.
Isadora era uma alma extremamente envelhecida, no carreiro evolucional, para os padrões da Terra. Pelo transcurso de vinte e cinco séculos, foi cuidadosamente preparada para o trabalho de mediunidade ante as massas; e, antes disso, consumiu mais 27 séculos – desde que aportara no nosso orbe, após a transmigração de Capela (*2) – desenvolvendo aptidões prévias, que a candidataram ao posto que ora ocupava, diante de milhões de pessoas, na pátria brasileira. Era a médium-porta-voz da grande mestra desencarnada Sophia, a que já nos referimos no primeiro livro desta nossa série. Para receber a mente daquela que fundara uma escola de filosofia na Grécia Antiga e comunicar-lhe o pensamento, quase que sem distorções, por meio da psicofonia, em uma transmissão radiofônica semanal, para todo o país, indiscutivelmente, precisava portar uma psique suficientemente complexificada e profunda, a fim de apreender a mente sabedoria sobre-humana do gênio desencarnado que fora amiga de Sócrates e sua preceptora na arte retórica. Isadora fora sua filha e filho, por diversas reencarnações; e, fisicamente (encontrando-se no plano material), distavam uma da outra, há vários séculos. Fui comunicado de que a embaixadora psíquica estaria para fazer um espetacular desdobramento, naquela noite de quinta-feira, deste ano mesmo de 2008, numa das reuniões fechadas reservadas a contatos mediúnicos em grupo, na sede de nossa Instituição, em seu braço no domínio físico de vida. Fiz-me presente, à hora azada. Isadora jazia sentada entre Letícia e Edgar, dois amigos de longa data, ligados há séculos à medianeira, familiares por várias encarnações, sobremaneira no caso de Edgar, que fora seu filho biológico por seis reencarnações – quatro delas apenas como sua mãe –, sem contar as em que foram cônjuges ou companheiros de ideal. Um laço indestrutível os unia, como os que jungem mães e filhos, século sobre século, não importando o que acontece, mesmo a morte do aparelho de carne. Continue lendo | ||||
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