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><channel><title>Instituto Salto Quântico &#187; Quem Foi e É o Espírito Eugênia</title> <atom:link href="http://www.saltoquantico.com.br/category/quem-eugenia/feed/" rel="self" type="application/rss+xml" /><link>http://www.saltoquantico.com.br</link> <description>Espiritualidade, Mediunidade, TV, Espiritismo, Felicidade, Eugênia, Benjamin Teixeira</description> <lastBuildDate>Fri, 30 Jul 2010 04:05:00 +0000</lastBuildDate> <generator>http://wordpress.org/?v=2.8.4</generator> <language>en</language> <sy:updatePeriod>hourly</sy:updatePeriod> <sy:updateFrequency>1</sy:updateFrequency> <item><title>Na Sala de Aula com a Grande Mestra da Grécia Antiga.</title><link>http://www.saltoquantico.com.br/2007/04/27/na-sala-de-aula-com-a-grande-mestra-da-grecia-antiga/</link> <comments>http://www.saltoquantico.com.br/2007/04/27/na-sala-de-aula-com-a-grande-mestra-da-grecia-antiga/#comments</comments> <pubDate>Fri, 27 Apr 2007 14:11:48 +0000</pubDate> <dc:creator>Salto Quântico</dc:creator> <category><![CDATA[Gustavo Henrique]]></category> <category><![CDATA[Instituto Voltaire Vol.1]]></category> <category><![CDATA[Quem Foi e É o Espírito Eugênia]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.saltoquantico.com.br/2007/04/27/na-sala-de-aula-com-a-grande-mestra-da-grecia-antiga/</guid> <description><![CDATA[(Capítulo 8 de “O Instituto Voltaire”.)Benjamin Teixeira
pelo espírito Gustavo Henrique.Gerard decidiu, naquela noite, reunir-se às amigas Jannete Gordon e Joan Harrison, Leonard e mais uma quarta figura, a irmã Teresinha Louis, devota e circunspecta matrona de meia idade, extremamente afinada com as outras duas educadoras. Os cinco, funcionando, sinergicamente, como uma só alma, adentraram o salão [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div class="hVlog" ></div><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><span style="color: #181b8e;"><span style="color: #000000;">(Capítulo 8 de “O Instituto Voltaire”.)</span></span></strong></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span style="color: #000080;"><strong><img class="aligncenter" src="http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/saleug.jpg" alt="" width="350" height="263" /><br /> </strong></span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #000080;"><em>Benjamin Teixeira<br /> pelo espírito </em>Gustavo Henrique<strong>.</strong></span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"><p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Gerard decidiu, naquela noite, reunir-se às amigas Jannete Gordon e Joan Harrison, Leonard e mais uma quarta figura, a irmã Teresinha Louis, devota e circunspecta matrona de meia idade, extremamente afinada com as outras duas educadoras. Os cinco, funcionando, sinergicamente, como uma só alma, adentraram o salão privado para reuniões com o Plano Sublime, onde havia instalada uma câmara para manifestação tridimensional de imagens à distância. Para darmos uma idéia, em linguagem moderna, deste sistema avançado de comunicação, assemelhar-se-ia a um televisor de tela plana, para projeção em três dimensões e altíssima definição, no tamanho exato de toda uma parede da pequena sala, que poderia, assim, virtualmente, dependendo da cena projetada, duplicar de tamanho ou muito mais que isto.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O dirigente do Voltaire vinha de braços dados às duas norte-americanas desencarnadas, carinhosamente, como se conduzisse duas filhas muito amadas, que não tinham pudores também em revelar seu afeto puro, com as duas mãozinhas apoiando cada braço ofertado pelo professor, com sorriso franco e muita ternura. Já Teresinha Louis, mais reservada em tais arroubos afetivos, bem típico a uma ex-freira de origem francesa, seguia dois passos atrás, com Leonard, igualmente apoiando-se no braço do lingüista, mas numa postura bem mais reservada, acompanhada, nisso, pelo solene Leonard.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span id="more-695"></span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Acomodaram-se confortavelmente em amplíssimas poltronas devidamente distribuídas no ambiente, para reuniões íntimas e graves. E, após o silêncio que se fez natural, pedido pelo diretor do Instituto, com um espontâneo “Vamos começar, então?”, Irmã Jannete, designada a isto pelo próprio Gerard, proferiu sentida prece, invocando o apoio do Plano Superior.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Foi a vez de a pedagoga-mártir abrir página do Evangelho de Mateus, capítulo 4, versículos 12 a 17. Ao ler o trecho: “Este povo, que jazia nas trevas, viu resplandecer uma grande luz&#8230;”, do versículo 16, flashes sucessivos começaram a reverberar e se tornar mais intensos e freqüentes, no grande visor da parede em frente às poltronas em  semicírculo. Acostumados com o fenômeno, ninguém fez menção de estranheza, e, terminada a leitura do versículo 17, com a fala de Nosso Senhor: “Fazei penitência, pois o Reino dos Céus está próximo”, uma voz dúlcida e familiar espalhou-se na saleta, sem afetações:</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">“– Boa noite, meus filhos, façamos da penitência de nossas disciplinas no bem o despertar contínuo para o Reino Celeste da consciência alinhada com Deus&#8230;”</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Todos levantaram os olhos para a tela, com largo sorriso nos rostos, olhos marejados de lágrimas&#8230; Era Sophia, a mestra amorosa e serena, que, à distância, manifestava-se para uma breve aula com os amigos, ao molde a que se afeiçoou, na Grécia Antiga: com pequenos grupos, dispostos sem qualquer laivo de formalidade, para discussões construtivas em torno de temas avulsos, sem sistemáticas fixas ou linhas estanques de raciocínio.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Majestosa e humilde a um só tempo, a mestra da Espiritualidade Sublime aparecia em impecável peplo, à moda grega antiga das mulheres de alta estirpe, com discreto broche ao ombro, sustentando as linhas suaves da vestimenta simples e fina. A parede-visor como que se houvera dissipado, e “surgiu”, com nitidez e realismo completos, a figura da sábia altiva, sentada, em postura impecável, em marquesa disposta numa sala de simplicidade estóica, como muito agradava à comunicante, conforme suas lembranças da escola de filosofia que, revolucionária, mesmo envergando, à época, um corpo feminino, fundou em Athenas, no quinto século antes de Cristo. Começou, então, a falar, a modesta mas profunda “deusa” grega.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">“– Meus muito queridos e amados filhos:<br /> Sinto-me muito honrada com a gentileza de me procurarem a ouvir-me as sugestões simples.<br /> Sobre que temática gostariam que tecesse comentários?”</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O chefe do Voltaire, sem perda de tempo, mais íntimo com a figura imponente e tocante, respondeu:</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">– Nós é que lhe agradecemos, querida mãe e mestra, tão grata e misericordiosa doação de sua parte, para nós que estamos tão abaixo de merecer a sua atenção e paciência.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Meneando a cabeça com delicadeza e ternura, como a ouvir expressão inadequada do filhinho pequeno, a maravilhosa Sophia disse, com o tom envolvente e penetrante de sua voz maternal:</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">“– De modo algum, meus queridos bebês, considero-os indignos de mim. Eu é quem me sinto agraciada em tê-los à conta de condiscípulos do ideal cristão, espiritista, e ‘voltairista’. Mas vamos direto ao ponto, para que não fiquemos nesta troca afetuosa de mesuras e lisonjas sinceras.”</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">– Perguntaram-me, querida Sophia, como devemos entender e enfrentar os desafios da modernidade, sem perder os referenciais das justas tradições do passado&#8230; Às vezes, sentimo-nos como se estivéssemos suspensos na contradição, entre posturas de vanguarda e visíveis traços de conservadorismo. Como nos esclareceria a respeito?</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Sorrindo, serena mas continuamente, com gestos lentos e majestosos, sem qualquer traço de afetação ou empáfia, discorreu a grande professora da Espiritualidade Sublime, guia espiritual do Instituto Voltaire, com sua capacidade invulgar de falar com profundidade e complexidade, sem perder a simplicidade e a didática:</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">“– Muito apropriada a questão.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">“Que bom já tenha dado a entender, no bojo de sua indagação, que melhor é suportar a tensão dos pólos de opostos, a fazer exclusão de um deles, e deixar de ver e contactar metade inteira da realidade.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">“Para elucidar a questão, vou lhes apresentar um paradigma que facilitará o entendimento do paradoxo, que venha a parir a síntese de um novo padrão de comportamento, aplicável às diversas situações do dia-a-dia, sem tantos conflitos.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">“Não se deve prender-se à retaguarda, na fossilização dos costumes; nem se deve, em oposição a esta postura, preocupar-se em sintonizar a vanguarda, no espírito de renovação, sem respeito às estruturas consolidadas de conquistas evolutivas feitas. Urge criar-se um sentindo de integração entre passado e futuro, a fim de que se compreenda que o tempo não importa, mas sim a verdade, que por ele se espraia para o mundo. Destarte, mais do que se preocupar em estar para frente ou para trás, no alinhamento com variáveis do tempo, de ser progressista ou reacionário, deve-se procurar ser, ser plenamente, o que implica uma certa abstração do tecido espaço-temporal.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">“O paradigma que resolve este enigma pode ser resumido em uma só palavra: ‘clássico’.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">“O que é clássico não é tradicional, nem conservador, simplesmente é. Por sinal, nada mais revolucionário que ser clássico, que constitui um modelo ou um ideal que balizam culturas e condutas posteriores. Assim, é um padrão intemporal, e não uma conformação fixada num certo ponto do passado.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">“Embora, por uma série de fatores históricos, certas épocas possam propiciar uma manifestação mais clara destes padrões intemporais, em qualquer tempo, lugar ou cultura, pode-se e deve-se buscar este parâmetro de transcendência.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">“Fala-se da Grécia Antiga como referencial da Filosofia Clássica. O mesmo se faz em relação à Áustria, França, Alemanha e Itália dos séculos XVII a XIX, para definir-se a música clássica. Mas observe-se que, em matéria de artes como a literatura ou o cinema, o conceito se dilui e se complexifica, manifestando-se em sua plenitude. Diz-se, assim, de um livro que já surgiu como um clássico, ou de um filme que seja clássico, apesar de recente&#8230; Com estas assertivas minudenciadas, cabe, então, a pergunta: ‘Afinal de contas, o que seria clássico?’</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">“Clássico é tudo que não se submete a esquemas circunstanciais de tempo e lugar. Apesar de, em nível profundo e em caráter absoluto, isto ser impossível, é perfeitamente exeqüível viver-se a busca da excelência, em qualquer conjuntura histórica ou cultural.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">“O conservador cristaliza convenções.<br /> O vanguardista quebra-as e renova-as.<br /> O clássico simplesmente as ignora, para se manifestar como é, sem condicionar-se a favores ou exigências do mundo externo.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">“Assim, o clássico é alguém que busca ser, mais do que estar no mundo. O clássico é alguém que procura se tornar o que deve ser, e não o que se espera dele. O clássico é a expressão máxima da autenticidade, da plenitude e da integração do indivíduo com sua essência profunda.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">“Seguindo esta linha de raciocínio, o bom senso seria clássico. Já o consenso pode ser retrógrado ou vanguardista. O Direito Positivo, que está exarado nos textos legais, por sua vez, pode estar em compasso ou descompasso com as estipulações e necessidades da atualidade, fazendo-se, assim, démodé ou revolucionário. O Direito Natural, contudo, como conjunto transcendente de princípios de justiça e equanimidade, seria clássico, porque existe, acima de todas as configurações temporárias de costumes ou definições jurídicas, e pode ser procurado como fonte de inspiração para a interpretação de ética, lei e moralidade, em quaisquer contextos situacionais.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">“O ego, que constitui uma estruturação psicológica contingencial, pode estar mais harmonizado ou menos com as fronteiras provisórias do que se possa, em dado tempo e lugar, considerar retrocesso ou progresso. O espírito, todavia, que simplesmente é, não tem feição temporal, nem pode, por conseguinte, ser dito retrógrado ou avançado, porque isto implicaria estarem-se usando referenciais sociais e externos para qualificarem-se aspectos que dizem respeito à sua natureza intemporal.”</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Neste ponto de sua fala, a imagem da mestra grega começou a se dissipar, mas sua voz, ainda presente e bem audível, ecoou no recinto fechado, conseguindo ainda Sophia esboçar um último largo sorriso, antes de desaparecer de todo, ante os cinco discípulos atentíssimos:</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">“Que a bondade de Deus nos inspire sempre a descobrir e viver o ideal, por dentro de nós mesmos, manifestando-o em atos e palavras. Foi um enorme prazer estar com os queridos filhos&#8230; Que Maria os abençoe&#8230;”</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">As três jovens senhoras enxugavam, discretamente, lágrimas que teimavam em saltar de seus olhos, cheias que estavam de admiração e amor pela mestra dos Planos Excelsos, acompanhadas de Leonard, enquanto Gerard enterrava o rosto nas mãos, como a fixar melhor a profundidade do que acabara de ser dito e a grandeza do momento, terminando por dizer, num suspiro, ao levantar o rosto para todos:</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">– Nossa Senhora! Que profundidade! Que lição magnífica, não?</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Todos menearam muito enfaticamente as cabeças, em anuência ao diretor, mas as moças continuaram em silêncio, receosas de embargar a voz, caso falassem. Foi Leonard quem veio em socorro do grupo e respondeu:</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">– Ela realmente é incomparável!</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Os amigos continuaram conversando ainda, por alguns largos minutos, debatendo as possíveis implicações filosóficas e aplicações práticas da pequena aula da mensageira das Esferas Superiores.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Esta reunião se repetia esporadicamente, e, em alguns períodos, bem mais freqüentemente, conforme as necessidades do grupo. O diretor do Instituto gozava da prerrogativa de poder invocar Sophia a qualquer momento, em função das graves responsabilidades que lhe eram atinentes, e lhe agradava, deveras, partilhar estas experiências singulares com os amigos mais íntimos, de acordo, também, obviamente, com as condições psicoespirituais de cada qual para tanto.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Mas aquela aula, sem dúvida, fora magistral e sintética, favorecendo material de elucidação para vários enigmas de diversos itens complexos, nas controvérsias psicológicas e morais debatidas intensamente no Voltaire.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em>(Texto recebido em 27 de abril de 2007. Revisão de Delano Mothé.)</em></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong><em><span style="text-decoration: underline;"><br /> Observação:</span></em></strong><em> </em></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em>Nesta semana, por sobrecarga de atividades minhas, e por Delano Mothé, meu muito querido amigo pessoal e revisor de nosso site, estar no Rio de Janeiro, a trabalho, sofremos um pequeno descompasso entre publicação das mensagens e revisão, de modo que a versão revisada de cada artigo mediúnico está sendo publicada mais tarde, durante o dia, e não de madrugada, como normalmente se dá. No instante em que a revisão de Delano é trazida a lume, aparece a subscrição dele, como revisor, ao lado da data de recepção da psicografia, entre parênteses, ao fim do texto, como sói acontecer, neste nosso sítio eletrônico.</em></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em>O Médium.</em></p><div class="sexy-bookmarks sexy-bookmarks-expand sexy-bookmarks-bg-sexy"><ul class="socials"><li class="sexy-orkut"> <a href="http://promote.orkut.com/preview?nt=orkut.com&amp;tt=Na+Sala+de+Aula+com+a+Grande+Mestra+da+Gr%C3%A9cia+Antiga.&amp;du=http://www.saltoquantico.com.br/2007/04/27/na-sala-de-aula-com-a-grande-mestra-da-grecia-antiga/&amp;cn=%28Cap%C3%ADtulo%208%20de%20%E2%80%9CO%20Instituto%20Voltaire%E2%80%9D.%29%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0ABenjamin%20Teixeira%0D%0Apelo%20esp%C3%ADrito%20Gustavo%20Henrique.%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0AGerard%20decidiu%2C%20naquela%20noite%2C%20reunir-se%20%C3%A0s%20amigas%20Jannete%20Gordon%20e%20Joan%20Harrison%2C%20Leonard%20e%20mais%20uma%20quarta%20figura%2C%20a%20irm%C3%A3%20Teresinha%20Louis%2C%C2%A0devota%20e%20circunspecta%20matrona%20de%20meia%20ida" rel="nofollow" class="external" title="Promote this on Orkut">Promote this on Orkut</a></li><li class="sexy-twitter"> <a href="http://twitter.com/home?status=Na+Sala+de+Aula+com+a+Grande+Mestra+da+Gr%C3%A9cia+Antiga.+-+http://tr.im/CI5g+(via+@saltoquantico)" rel="nofollow" class="external" title="Tweet This!">Tweet This!</a></li><li class="sexy-facebook"> <a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://www.saltoquantico.com.br/2007/04/27/na-sala-de-aula-com-a-grande-mestra-da-grecia-antiga/&amp;t=Na+Sala+de+Aula+com+a+Grande+Mestra+da+Gr%C3%A9cia+Antiga." rel="nofollow" class="external" title="Share this on Facebook">Share this on Facebook</a></li><li class="sexy-myspace"> <a href="http://www.myspace.com/Modules/PostTo/Pages/?u=http://www.saltoquantico.com.br/2007/04/27/na-sala-de-aula-com-a-grande-mestra-da-grecia-antiga/&amp;t=Na+Sala+de+Aula+com+a+Grande+Mestra+da+Gr%C3%A9cia+Antiga." rel="nofollow" class="external" title="Post this to MySpace">Post this to MySpace</a></li><li class="sexy-delicious"> <a href="http://del.icio.us/post?url=http://www.saltoquantico.com.br/2007/04/27/na-sala-de-aula-com-a-grande-mestra-da-grecia-antiga/&amp;title=Na+Sala+de+Aula+com+a+Grande+Mestra+da+Gr%C3%A9cia+Antiga." rel="nofollow" class="external" title="Share this on del.icio.us">Share this on del.icio.us</a></li><li class="sexy-mail"> <a href="mailto:?subject=%22Na%20Sala%20de%20Aula%20com%20a%20Grande%20Mestra%20da%20Gr%C3%A9cia%20Antiga.%22&amp;body=I%20thought%20this%20article%20might%20interest%20you.%0A%0A%22%28Cap%C3%ADtulo%208%20de%20%E2%80%9CO%20Instituto%20Voltaire%E2%80%9D.%29%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0ABenjamin%20Teixeira%0D%0Apelo%20esp%C3%ADrito%20Gustavo%20Henrique.%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0AGerard%20decidiu%2C%20naquela%20noite%2C%20reunir-se%20%C3%A0s%20amigas%20Jannete%20Gordon%20e%20Joan%20Harrison%2C%20Leonard%20e%20mais%20uma%20quarta%20figura%2C%20a%20irm%C3%A3%20Teresinha%20Louis%2C%C2%A0devota%20e%20circunspecta%20matrona%20de%20meia%20ida%22%0A%0AYou%20can%20read%20the%20full%20article%20here%3A%20http://www.saltoquantico.com.br/2007/04/27/na-sala-de-aula-com-a-grande-mestra-da-grecia-antiga/" rel="nofollow" class="external" title="Email this to a friend?">Email this to a friend?</a></li><li class="sexy-comfeed"> <a href="http://www.saltoquantico.com.br/2007/04/27/na-sala-de-aula-com-a-grande-mestra-da-grecia-antiga/feed" rel="nofollow" class="external" title="Subscribe to the comments for this post?">Subscribe to the comments for this post?</a></li></ul><div style="clear:both;"></div></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.saltoquantico.com.br/2007/04/27/na-sala-de-aula-com-a-grande-mestra-da-grecia-antiga/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Uma Explosão de Luz, no Meio do Bosque&#8230;</title><link>http://www.saltoquantico.com.br/2007/03/16/uma-explosao-de-luz-no-meio-do-bosque-capitulo-2-do-romance-mediunico-%e2%80%9co-instituto-voltaire%e2%80%9d/</link> <comments>http://www.saltoquantico.com.br/2007/03/16/uma-explosao-de-luz-no-meio-do-bosque-capitulo-2-do-romance-mediunico-%e2%80%9co-instituto-voltaire%e2%80%9d/#comments</comments> <pubDate>Sat, 17 Mar 2007 02:31:31 +0000</pubDate> <dc:creator>Salto Quântico</dc:creator> <category><![CDATA[Gustavo Henrique]]></category> <category><![CDATA[Instituto Voltaire Vol.1]]></category> <category><![CDATA[Mensagens Inesquecíveis]]></category> <category><![CDATA[Quem Foi e É o Espírito Eugênia]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.saltoquantico.com.br/?p=478</guid> <description><![CDATA[(Capítulo 2 do romance mediúnico “O Instituto Voltaire”.)Benjamin Teixeira
pelo espírito Gustavo Henrique.
O bosque em torno do Voltaire apresentava estranhas virações&#8230; Um frio horripilante pervagava a atmosfera, naquela noite de inverno. Embora, no plano físico, naquela região próxima à linha do Equador, a temperatura não descesse de 20°C, na dimensão extrafísica, parecia ostentar um frio [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div class="hVlog" ></div><p class="MsoNormal" style="text-align: left;"><span style="color: #000000;"><strong>(Capítulo 2 do romance mediúnico “O Instituto Voltaire”.)</strong></span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: left;"><span style="color: #000000;"><strong><img class="aligncenter" src="http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/exp.jpg" alt="" width="396" height="324" /><br /> </strong></span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"><p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #000080;"><em>Benjamin Teixeira<br /> pelo espírito</em> Gustavo Henrique.</span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><strong> </strong></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O bosque em torno do Voltaire apresentava estranhas virações&#8230; Um frio horripilante pervagava a atmosfera, naquela noite de inverno. Embora, no plano físico, naquela região próxima à linha do Equador, a temperatura não descesse de 20°C, na dimensão extrafísica, parecia ostentar um frio de 5°C negativos, oscilando para menos. A noite, de fraco luar, deixava o ambiente menos tenebroso, mas só para suscitar ainda maior temor, naqueles que divisassem silhuetas indistinguíveis, em meio à penumbra&#8230;</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Uivos estranhos, lamentos entrecortados de soluços abafados, gemidos e choros sustidos singravam os ares&#8230; Era perceptível que o bosque (que também continha pântano entre o arvoredo e matagais de baixa altura, em magotes espalhados pela área, entre zonas descampadas) estava apinhado de gente&#8230; e de gente que sofria&#8230; muito&#8230;</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><span id="more-478"></span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A região do umbral, em que se encontrava o Voltaire, era (como ainda hoje) abarrotada de almas padecentes e desorientadas, mas não propriamente malevolentes, que se perderam nas rotas entre a vida e a morte, rumo aos Planos Sublimes de Vida. Uma das mais precípuas funções do Instituto, por sinal, era aportar todas aquelas consciências desorientadas, oferecendo-lhes guarida, acolhimento, tratamento e orientação.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A certa altura da noite (seria melhor dizermos, “na calada da madrugada”, porque pouco já passava da meia-noite), um zumbido indefinível cruzou a atmosfera, fazendo irradiarem-se, no ambiente, de modo espetacular, fachos de luz branca azulada, como se meteoro cintilante descesse das alturas do infinito, na direção daquele trecho de escuridão desolada, fincada no chão&#8230; Aproximou-se, aproximou-se e, quando a luz se fazia perceber por várias centenas de metros, com clareza, e a quilômetros, como iridescência bruxuleante, um estrondo surdo, qual se algo forte e imponente tocasse o solo, trepidou nas redondezas do casarão Voltaire.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Um jovem maltrapilho, cujo corpo esquálido mal se escondia por detrás das vestes rotas e imundas, esgueira-se por entre arbustos distantes talvez vinte metros do ponto onde a Força tocara a terra&#8230; Que seria aquilo? Arrancado, por forte onda de curiosidade, de seu estado de torpor profundo, sem dormir, nem despertar, conseguiu, divisando, por trás de frondosa e vetusta linha de carvalhal, algo que lhe roubou a respiração, tamanho o assombro que dele se apossou.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Dentro de gigante foco de luz, como se a própria Lua houvesse despencado sobre a Terra, um vulto seráfico de mulher, majestosa à guisa de uma diva dos tempos antigos, como que deslizava alguns centímetros acima da superfície da pequena estrada que serpenteava o bosque, carregando intraduzível ar de sorriso e a bondade de mil mães a exalar-se-lhe dos olhos&#8230;</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">– Oh, Céus!!! Quem será este anjo??? – sussurrou o rapaz, de talvez pouco mais de vinte anos aparentes, entre os lábios, boquiaberto&#8230;</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Jorros de luz turquesa; outras vezes, rósea; outras tantas, alaranjada, explodiam do seu tórax, como se um Sol místico pretendesse despregar-se de sua intimidade divinal&#8230; E&#8230; espetáculo dos espetáculos, filetes diversos de irradiação daquele coração sacrossanto desfechavam-se na direção das trevas em torno, alcançando, como projéteis da misericórdia de Deus, o peito e a fronte de vários vultos sombrios que, iluminados por seu clarão espiritual, faziam-se agora visíveis, estirados pelas raízes do arvoredo, ou chafurdando na lama do pântano em torno.  Ao toque de cada chispa do fogo sublime, os contornos tenebrosos estremeciam e começavam a gemer mais alto, como a despertarem ou serem suavemente resgatados de terríveis e indescritíveis pesadelos e pandemônios interiores&#8230;</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">O rapaz, o mais lúcido entre todos que por aquelas plagas se deixavam ficar inertes, entregues à sorte de seu horror&#8230; resoluto e confiante, avançou em direção ao vulto magnífico de mulher-anjo, seguido, a cada passo, por cada vez maior número de almas deformadas, feridas, trôpegas e aterrorizadas, gementes e agonizantes muitas, algumas com lágrimas nos olhos, outras a distenderem os braços, desesperadas, na direção da figura santa de mãe celeste, que lhes parecia tragar a atenção e os corações&#8230; Quais mariposas desnorteadas, em busca da luz&#8230; eram corações devotos à procura de socorro&#8230; daquela que se lhes afigura última esperança&#8230;</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">A personalidade inefável de mulher divina, parecendo ignorar o que se passava em torno de si, prosseguia deslizando sobre o chão, reproduzindo, como que para não assustar quem lhe observasse, o movimento das pernas no caminhar, tocando mesmo o solo pedregoso, com seus pés mimosos de sílfide. Permanecia com os olhos fixos no Céu, abertos e sem piscar, no êxtase das almas santas, em visível estado de prece, com filetes sucessivos de lágrimas a verterem sobre sua fácies de beleza excelsa, enquanto, inesgotavelmente, esguichava jatos de luz&#8230; de seu coração redimido, tomado de amor irrestrito, incondicional e universal, por todas as entidades sofredoras que se asilavam nas sombras daquele lugar aparentemente esquecido de tudo e de todos&#8230;</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Poucas centenas de metros depois, estacava à porta do Instituto Voltaire, e, sem que tocasse campainha ou fizesse qualquer gesto que indicasse sua presença, o portão central se abriu, gonzos gemendo mais uma vez, com o peso das colossais portas de madeira antiga&#8230;</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Ela era esperada&#8230; e a multidão também&#8230; No centro do Instituto, com arquitetura semelhante aos conventos do pretérito, uma gigante área, em forma de praça singela e ajardinada, com lindos chafarizes e bancos acolhedores, propiciava atmosfera balsamizante e enternecedora, convidando à reflexão e à prece. Inúmeras entidades devotadas ao bem contornavam o grande átrio, posicionadas adrede para prestar os primeiros socorros à legião de almas sofredoras que, lentamente, apinhava-se no centro da construção.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Gerard, de pé, ao fundo da praça interna do Voltaire, aguardava a aproximação da Grande Mestra do Plano Superior. Distando dois metros apenas do diretor do Instituto, Ela se postou, descendo os olhos do firmamento e fitando os do mestre francês, estendendo os braços para ele e dizendo, por fim, com sua concomitantemente doce, imponente e poderosa voz de mulher:</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">- Meu filho!&#8230;</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">- Mamãe!&#8230; – conseguiu balbuciar, totalmente envolvido por invencíveis emoções, o chefe do Voltaire, que, com o peito soluçante, quase automaticamente, pôs-se genuflexo aos seus pés, beijando-lhe as mãos sucessivas vezes, entre lágrimas copiosas, como se fosse esta a única linguagem possível a traduzir seu amor e veneração.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Inúmeros componentes da organização, em oração, acompanhavam a cena, igualmente comovidos, algumas senhoras debulhando-se em lágrimas. A esta altura, entretanto, os portões, com o ranger ruidoso dos gonzos, fecharam-se, albergando aquele enorme núcleo de almas sofredoras. Fora de seu estado de prece, a figura mirífica de Sofia reduziu seu raio de aura, de algumas dezenas para “acanhados” cinco metros em torno de si, mas continuava a hipnotizar a atenção de todos que a acompanharam até ali, como se nada mais vissem, além de sua silhueta soberana&#8230; Diríamos mesmo que uma boa metáfora para esta cena inenarrável seria que o grande átrio, impregnado de calmantes energias, desprendidas sobretudo pela vibração sublime da Visitante Maior, tornara-se um útero de proporções ciclópicas, a aninhar, em seu imo, inúmeros filhinhos perdidos, com o sacrifício-felicidade de Um coração de mãe.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Os recém-chegados foram suavemente abordados por médicos, enfermeiros e paramédicos da instituição de clínica integral, sem que saíssem, quase todos, de seu estado semi-sonambúlico, sendo medicados, tratados em suas úlceras e auscultados em seus problemas psicofísicos. Alguns, prontamente, eram acondicionados em macas ou cadeiras de rodas e, sedados, conduzidos para o interior do estabelecimento, para melhor andamento dos socorros prestados.</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Assim se dava a cada dois ou três meses&#8230; Era Ela o Sol de amor a descer, com enorme sacrifício para sua psique sensível, imergindo naquela psicosfera primitiva e conturbada, eclodindo luz para as trevas da ignorância e da insensibilidade humanas, destarte lotando os celeiros da clemência Divina, como aquela célula de trabalho, com os sofredores do mundo espiritual&#8230; Dali a mais 60 ou 90 dias, quando esses que ora se instalaram pudessem ser transferidos para instâncias superiores de refazimento, novamente viria Ela&#8230; a Enviada Direta da Mãe da Humanidade, carrear corações angustiados e perdidos, para o regaço de infinita bondade do Seio Divino&#8230;</p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em>(A cada sexta-feira, um novo capítulo deste romance mediúnico é aqui publicado. Acompanhe.)</em></p><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;"><em>(Texto psicografado em 15 de março de 2007. Revisão de Delano Mothé.)</em></p><div class="sexy-bookmarks sexy-bookmarks-expand sexy-bookmarks-bg-sexy"><ul class="socials"><li class="sexy-orkut"> <a href="http://promote.orkut.com/preview?nt=orkut.com&amp;tt=Uma+Explos%C3%A3o+de+Luz%2C+no+Meio+do+Bosque...+&amp;du=http://www.saltoquantico.com.br/2007/03/16/uma-explosao-de-luz-no-meio-do-bosque-capitulo-2-do-romance-mediunico-%e2%80%9co-instituto-voltaire%e2%80%9d/&amp;cn=%28Cap%C3%ADtulo%202%20do%20romance%20medi%C3%BAnico%20%E2%80%9CO%20Instituto%20Voltaire%E2%80%9D.%29%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0ABenjamin%20Teixeira%0D%0Apelo%20esp%C3%ADrito%20Gustavo%20Henrique.%0D%0A%20%0D%0AO%20bosque%20em%20torno%20do%20Voltaire%20apresentava%20estranhas%20vira%C3%A7%C3%B5es...%20Um%20frio%20horripilante%20pervagava%20a%20atmosfera%2C%20naquela%20noite%20de%20inverno.%20Embora%2C%20no%20plano%20f%C3%ADsico%2C%20naquela" rel="nofollow" class="external" title="Promote this on Orkut">Promote this on Orkut</a></li><li class="sexy-twitter"> <a href="http://twitter.com/home?status=Uma+Explos%C3%A3o+de+Luz%2C+no+Meio+do+Bosque...++-+http://tr.im/CIUM+(via+@saltoquantico)" rel="nofollow" class="external" title="Tweet This!">Tweet This!</a></li><li class="sexy-facebook"> <a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://www.saltoquantico.com.br/2007/03/16/uma-explosao-de-luz-no-meio-do-bosque-capitulo-2-do-romance-mediunico-%e2%80%9co-instituto-voltaire%e2%80%9d/&amp;t=Uma+Explos%C3%A3o+de+Luz%2C+no+Meio+do+Bosque...+" rel="nofollow" class="external" title="Share this on Facebook">Share this on Facebook</a></li><li class="sexy-myspace"> <a href="http://www.myspace.com/Modules/PostTo/Pages/?u=http://www.saltoquantico.com.br/2007/03/16/uma-explosao-de-luz-no-meio-do-bosque-capitulo-2-do-romance-mediunico-%e2%80%9co-instituto-voltaire%e2%80%9d/&amp;t=Uma+Explos%C3%A3o+de+Luz%2C+no+Meio+do+Bosque...+" rel="nofollow" class="external" title="Post this to MySpace">Post this to MySpace</a></li><li class="sexy-delicious"> <a href="http://del.icio.us/post?url=http://www.saltoquantico.com.br/2007/03/16/uma-explosao-de-luz-no-meio-do-bosque-capitulo-2-do-romance-mediunico-%e2%80%9co-instituto-voltaire%e2%80%9d/&amp;title=Uma+Explos%C3%A3o+de+Luz%2C+no+Meio+do+Bosque...+" rel="nofollow" class="external" title="Share this on del.icio.us">Share this on del.icio.us</a></li><li class="sexy-mail"> <a href="mailto:?subject=%22Uma%20Explos%C3%A3o%20de%20Luz%2C%20no%20Meio%20do%20Bosque...%20%22&amp;body=I%20thought%20this%20article%20might%20interest%20you.%0A%0A%22%28Cap%C3%ADtulo%202%20do%20romance%20medi%C3%BAnico%20%E2%80%9CO%20Instituto%20Voltaire%E2%80%9D.%29%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0ABenjamin%20Teixeira%0D%0Apelo%20esp%C3%ADrito%20Gustavo%20Henrique.%0D%0A%20%0D%0AO%20bosque%20em%20torno%20do%20Voltaire%20apresentava%20estranhas%20vira%C3%A7%C3%B5es...%20Um%20frio%20horripilante%20pervagava%20a%20atmosfera%2C%20naquela%20noite%20de%20inverno.%20Embora%2C%20no%20plano%20f%C3%ADsico%2C%20naquela%22%0A%0AYou%20can%20read%20the%20full%20article%20here%3A%20http://www.saltoquantico.com.br/2007/03/16/uma-explosao-de-luz-no-meio-do-bosque-capitulo-2-do-romance-mediunico-%e2%80%9co-instituto-voltaire%e2%80%9d/" rel="nofollow" class="external" title="Email this to a friend?">Email this to a friend?</a></li><li class="sexy-comfeed"> <a href="http://www.saltoquantico.com.br/2007/03/16/uma-explosao-de-luz-no-meio-do-bosque-capitulo-2-do-romance-mediunico-“o-instituto-voltaire”/feed" rel="nofollow" class="external" title="Subscribe to the comments for this post?">Subscribe to the comments for this post?</a></li></ul><div style="clear:both;"></div></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.saltoquantico.com.br/2007/03/16/uma-explosao-de-luz-no-meio-do-bosque-capitulo-2-do-romance-mediunico-%e2%80%9co-instituto-voltaire%e2%80%9d/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> <item><title>Martírio em Roma.</title><link>http://www.saltoquantico.com.br/2005/04/04/martirio-em-roma/</link> <comments>http://www.saltoquantico.com.br/2005/04/04/martirio-em-roma/#comments</comments> <pubDate>Tue, 05 Apr 2005 00:56:42 +0000</pubDate> <dc:creator>Salto Quântico</dc:creator> <category><![CDATA[Eugênia]]></category> <category><![CDATA[Mensagens Inesquecíveis]]></category> <category><![CDATA[Quem Foi e É o Espírito Eugênia]]></category> <category><![CDATA[Jesus]]></category> <category><![CDATA[Maria Santíssima]]></category><guid isPermaLink="false">http://www.saltoquantico.com.br/?p=1799</guid> <description><![CDATA[Benjamin Teixeira
pelo espírito Eugênia.Estávamos próximos de completar duzentos anos de história cristã. Na segunda década do terceiro século deste calendário (*1), estávamos principiando o fim do mandato divino (*2) do Imperador que se fez célebre sob a alcunha “Caracala” (*3), e sofrimentos inomináveis se faziam ainda disseminar (embora menores, em relação aos dois séculos anteriores), [...]]]></description> <content:encoded><![CDATA[<div class="hVlog" ></div><p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"><img class="aligncenter" src="http://www.saltoquantico.blog.br/wp-content/images/mart.jpg" alt="" width="256" height="349" /></p><p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #000080;"><em>Benjamin Teixeira<br /> pelo espírito </em>Eugênia.</span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"><p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"><span style="color: #000080;"><br /> </span></p><p class="MsoNormal" style="text-align: right;" align="right"><p class="MsoNormal" style="text-align: justify;">Estávamos próximos de completar duzentos anos de história cristã. Na segunda década do terceiro século deste calendário (*1), estávamos principiando o fim do mandato divino (*2) do Imperador que se fez célebre sob a alcunha “Caracala” (*3), e sofrimentos inomináveis se faziam ainda disseminar (embora menores, em relação aos dois séculos anteriores), na perseguição sistemática aos seguidores do Cordeiro de Deus.</p><p style="text-align: justify;">Naquela tarde inesquecível, eu e meus cinco filhos, acompanhados do esposo amantíssimo, fomos aprisionados em pleno culto cristão, juntamente a inúmeros outros companheiros de credo, ainda realizado nas famigeradas catacumbas romanas.<br /> <span id="more-1799"></span><br /> Vários anos levara, no intuito de aprochegar os meus ao lindo ministério do Cristo, e, por fim, estava nos primeiros meses de “estado de graça”, pela divina mercê e felicidade de tê-los todos congregados, junto ao meu coração, sob a tutela de Nosso Querido Jesus e Sua Amorável Mãe, de Quem, embora não fosse ainda hábito à época, cultuava a imagem, secretamente, conversando longamente com Ela, por indeléveis ligações que cimentavam meu espírito ao da adorável Mãe adotiva da humanidade terrestre.</p><p style="text-align: justify;">Destacados para a tortura, sistematicamente realizada, com o fito de nos conduzir à abjuração da fé que nos insuflava as almas, chegou, alta hora da noite, o instante de sermos conduzidos ao “poste de martírio”. Amarraram-me para os procedimentos de sevícia, próxima aos meus. Vendo-me ser torturada, sem qualquer laivo de piedade, com ferros candentes e instrumentos cortantes e contundentes, dois de meus filhos imediatamente prorromperam em impropérios contra os soldados implacavelmente cruéis, enquanto minhas três adoráveis filhas choravam e soluçavam amargamente, implorando misericórdia e clemência para mim. Meu esposo, a esta altura, jazia em aterrorizante silêncio, exangue, com o corpo a pender dos ferros, sem demonstrar quase sinais de vida, após torturas que imaginávamos, mas não poderíamos dimensionar, antes de ser trazido à nossa presença.</p><p style="text-align: justify;">Não saberia descrever o horror daquela hora, para meu coração sofrido de mãe. As dores físicas me pareciam pequenas, ante a angústia moral que me gerava ouvir o soluço plangente de minhas amadas filhas e a cólera ensandecida de meus dois filhos homens. O desequilíbrio que os assolava fazia meu coração profundamente apreensivo, já que, à época, temia pela sua perdição eterna, por vacilarem no momento augusto do martírio que deveríamos arrostar, heroicamente, conforme os princípios vigentes, naquelas primeiras células cristãs da humanidade. Orava, como talvez nunca, em toda minha história de espírito orei, pela fé de meus filhos e sua salvação para a eternidade.</p><p style="text-align: justify;">Após um tempo que não saberia precisar, em que os conclamava, dorida, à fé inabalável no Nosso Cristo e Salvador, meus filhos, um a um, abjuraram a fé ao Cristo de Deus, e eu, em lágrimas e com um sentimento de derrota moral intraduzível, continuei em minhas súplicas a Jesus que, logo mais, misturavam-se a dolorosos petitórios à Mãe Sagrada. Os maiores tesouros do meu coração haviam renunciado ao paraíso, para a minha interpretação daquela hora, para poupar&#8211;me da sevícia perversa a que era submetida. Foi quando, para minha inenarrável surpresa, os soldados, insaciáveis em sua sanha sádica, voltaram-se para mim, ensangüentada e contundida, e proclamaram, entre grunhidos semi-selváticos:</p><p style="text-align: justify;">- Abjura, “cadela” cristã, ou verás o suplício dos teus, até a morte, um após outro.</p><p style="text-align: justify;">Se houvesse um delíquio da alma, foi isso que se deu em mim. Uma espécie de torpor inqualificável, que me deixou em estado de choque, ao passo que, para meu maior tormento, uma força desconhecida, provavelmente oriunda do fundo amor que une as mães a seus filhos, manteve-me acordada, plenamente lúcida, para contemplar o indescritivelmente hediondo.</p><p style="text-align: justify;">Começaram pelo meu primogênito&#8230; Céus!&#8230; Não tinha a mais vaga idéia, até então, de haver dor tão grande para uma mãe, para um ser humano. Esbofetearam-no, covardemente (estava sem condições de reagir, entre grilhões), crivaram-no de ferimentos profundos, e, num espaço de tempo que teria sido curto, não fora o infinito de minha dor, vi meu primeiro filho, aquele que amara loucamente, como primeira jóia da vida a me fazer sentir mãe, pender a cabeça e selar os lábios, para nunca mais falar. As três meninas e o outro varão misturavam lágrimas a exclamações de horror, enquanto os selvagens gargalhavam, vituperavam-me e me vilipendiavam, com adjetivos depreciativos, chamando-me a abandonar a fé.</p><p style="text-align: justify;">Confiar em Deus acima de tudo, em  Seu Amor, em Sua Justiça&#8230; Nunca me foi tão difícil, nem antes, nem depois, em toda a minha história de espírito eterno&#8230; Não conseguia responder às conclamações histéricas daqueles que ali se convertiam em verdadeiras “bestas” falantes: estava paralisada de terror!&#8230; Fui trazida de volta a uma certa condição de normalidade interior, quando ouvi duas de minhas meninas urrarem, como animais acuados à beira da morte, implorando-me piedade para o segundo irmão a que elas assistiriam ser seviciado e morto, em breves momentos, não articulasse eu, imediatamente, a negação de minha fé em Jesus. A terceira, que se lançara, após o início de minha flagelação, em silêncio místico, olhos voltados para o Alto, parecia um anjo em êxtase, aguardando o momento do testemunho supremo, exortando-me, involuntariamente, a copiar-lhe o gesto santo. O coração de mãe trespassada por uma dor sem-tamanho, porém, não me permitia seguir-lhe o lance magno de fé, e, aturdida, tentava acalmar as pérolas do meu coração, que, todavia, como nunca havia visto, fitavam-me com revolta e desespero, esperando e clamando por que eu negasse a fé no Cristo, para salvá-las e ao irmão do martírio medonho. O rapaz, que era o caçula, moço pouco saído da adolescência, gritava de modo bestial, temendo a morte dolorosa e iminente. Os soldados romanos, para completar, enchiam o ambiente com gargalhadas burlescas e modos obscenos, bolinando minhas meninas virginais, com rudeza, arrancando delas gritos de pavor e dor física, mesclados. Segundos eternos&#8230; segundos infernais&#8230; Pesadelo infinito&#8230;</p><p style="text-align: justify;">Quando dois deles se aproximaram de meu “bebê” – assim chamava o mais novo – e iniciaram a tortura, não sei que força me fez preservar a consciência e não morrer ali mesmo, fulminada com o padecimento inaudito. Sentia apenas as lágrimas copiosas rolarem sobre as faces intumescidas com as contusões sofridas, e, como um raio, sobreveio-me a dúvida, medonha dúvida. Estaria mesmo certo eu permitir que todos os meus rebentos fossem seviciados à minha vista, conduzidos paulatinamente à morte, de forma tão dantesca? Não me caberia, naquele momento culminante de inenarrável sofrimento de quem deveria proteger e zelar com a própria vida, denegar minha fé, destarte salvando-os, para, tão-somente, depois, retomar à condição de profitente cristã, em outras circunstâncias, seguras para eles e até para mim? Mas isto seria mentir, burlar, e, naqueles dias, em que o relativismo conceitual e cultural dos tempos atuais simplesmente não existia, não havia suficiente madureza intelectual para tais reflexões ambíguas. Negar em algum momento a fé no Cristo constituía ingratidão imperdoável para com o Divino Amor. A dúvida, com isto, se me instalou, cruel, como uma espada a transpassar meu coração que, ainda, por algum milagre oculto, continuava a bater, precípite, no peito dorido. E, por um momento, quase gritei a abjuração de minha fé, quando, então, desferi, de reversa maneira, um brado místico de louvor, de socorro, de terror:</p><p style="text-align: justify;">- Jesus!!!!!!!&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;&#8230;..</p><p style="text-align: justify;">A esta altura, a sala inundou-se, para minha visão espiritual, de uma explosão feérica de Luz. E, obstúpida, assisti à cena indescritível da Mãe Amantíssima da Humanidade surgir-me à frente dos olhos embaçados por grossas bagas de lágrimas, a dizer-me, sem palavras:</p><p style="text-align: justify;">- Acalma-te! Acalma-te! Nosso Jesus vela! Nosso Jesus vela!</p><p style="text-align: justify;">Entrei no mesmo deslumbramento místico de minha terceira filha, que, naquele paroxismo indizível de emoções, voltou os olhos para mim, em lindo sorriso de anjo, demonstrando acompanhar o mesmo quadro espiritual que contemplava e, curiosamente, ouvi sua voz dentro de minha cabeça soar, cristalina e doce:</p><p style="text-align: justify;">- Tranqüilizemo-nos, mamãe! Sei que é mais difícil para ti este momento de dor mastodôntica, mas nada escapa ao Divino Olhar!&#8230;</p><p style="text-align: justify;">Terminado de dizer isto, meu doce anjo em forma de filha perdeu os sentidos e a vi nitidamente ser retirada do corpo físico, antes que o martírio lhe começasse, de modo que, quando os romanos investiram contra ela, aperceberam-se do inopinado de sua inanidade e, após estéreis tentativas de despertá-la, para se deleitarem com seus gemidos de dor, cansaram-se e desferiram-lhe um certeiro golpe mortal na jugular, que jorrou breves esguichos de sangue, sem que, de minha parte, compadecesse-me do trapo orgânico que sabia não ser mais minha filha, que sorria ante mim, já ladeando a figura da Mãe Amantíssima (*4).</p><p style="text-align: justify;">Talvez porque me percebessem em estado inexplicável de deslumbramento espiritual, com um sorriso místico a se me desenhar nos lábios, minhas duas queridas filhas se abriram às vibrações dulcíssimas da Mãe de Jesus e Seu séqüito divino, e, com isto, transfiguraram completamente o estado de espírito e as expressões de fala e conduta, pondo-se a cantar hinos, em voz alta, em louvor a Nosso Salvador. Para lhes dar energia no clímax de testemunho, consegui romper o silêncio e dizer-lhes:</p><p style="text-align: justify;">- Filhas muito amadas, vossa irmã está bem! Os dois meninos estão sendo tratados, e são agora carregados pela Mãe de Nosso Senhor Jesus e uma legião de Santos (*5), que vieram buscar-nos para o Reino dos Céus! Tranqüilizem-se! Tranqüilizem-se! Nossa hora de partir para o paraíso chegou, chegou!</p><p style="text-align: justify;">Transfundidas elas mesmas em anjos encantadores, minhas queridas meninas, embora não divisassem o quadro que eu descortinava pela psicovidência, puseram-se a cantar ainda mais ardentes de fervor e de alegria, no júbilo inefável e sagrado dos “santos dos primeiros dias”, a ponto de gerar pasmo e temor supersticioso, entre os quatro asseclas do Mal, que nos flagelavam e flagiciavam, na masmorra úmida e infecta. Dois deles, então, sugeriram suspensão do massacre, e um terceiro caiu em silêncio enigmático, observando minhas duas meninas em prece cantada e a mim mesma, num sorriso lirial de paz, balbuciando algumas palavras e notas dos hinos religiosos por elas interpretados, aqui ou ali, quanto me permitiam as horrendas dores na boca e nas faces maceradas. O quarto elemento da soldadesca iníqua, todavia, que demonstrava, nas feições patibulares, maior dose de insensibilidade e de ímpetos diabólicos, como que acordado de um susto inesperado que lhe roubara provisoriamente a lucidez, sacou de uma espada e acertou, em dois movimentos ligeiros, o peito de minhas duas filhas tão adoradas, que silenciaram, quase sem vagidos, o canto angelical a que se dedicavam, encerrando sua sanha demoníaca, com um outro rápido lance assassino, sobre o peito de meu inconsciente consorte, como se desejasse impedir, com impulso eficaz e veloz, a sustação dos propósitos homicidas que ali o reunia aos colegas de barbárie. Ato contínuo, vi os meus queridos sendo recepcionados pelo cortejo de anjos que acolitava a Mãe Sagrada, arrebatada por uma ventura de todo indescritível.</p><p style="text-align: justify;">- Recebe, Mãe Amorosa, nossas almas, em Teu Seio Maternal – consegui dizer, por dentro, em súplica silenciosa, ébria de esperança.</p><p style="text-align: justify;">Para minha não tão grata surpresa, contudo, a Mãe Sacrossanta, ainda sem palavras, pela linguagem universal do pensamento, notificou-me que desejaria de mim um último “favor”. Gostaria que desse meu testemunho aos que ficaram para trás, tornando às igrejas nascentes e relatando meu caso pessoal aos discípulos de Jesus, naqueles dias tão amargurosos de nossa história cristã. Minha narrativa seria um estímulo à fé de todos, e, com isto, contribuiria, efetivamente, pela manutenção do ideal cristão nos corações de muitos.</p><p style="text-align: justify;">Dito isto, seu cortejo de Luz lentamente se diluiu, ante meus olhos estupefactos, e pude ouvir ainda as palavras derradeiras dos soldados que se afastavam, espavoridos, acusando-me, triste ironia, de bruxaria e de pacto com forças ocultas do mal.</p><p style="text-align: justify;">De fato, sobrevivi, ainda, em quase três lustros, aos eventos aqui relatados. Viajei por toda parte, patrocinada, nestas iniciativas, por esforços verdadeiramente heróicos das antigas células cristãs daqueles dias tormentosos para nossa comunidade de fé. Norte da África, Oriente Médio, e, em Roma, mormente, estive, contando e recontando minha história um sem-número de vezes, não sem me debulhar em lágrimas, inalteravelmente, como se fosse o primeiro dia após o ocorrido, sempre.</p><p style="text-align: justify;">Ao final de quase 14 anos de enfermidades e perseguições sistemáticas, mas também de satisfação em ver os olhos embevecidos de fé, fortalecidos e renovados na esperança, de muitas almas (*6) sofridas e santas daqueles primeiros momentos do cristianismo primitivo, descansei meu corpo desgastado, vindo a me unir aos meus e à doce Mãe de Jesus que, misericordiosamente, veio-me, em Pessoa, buscar na aduana da Outra Dimensão, tomando-me nos braços, rodeada por todos os meus tão amados tesouros do coração, o esposo e os cinco filhos, impregnando-me num transporte de felicidade que jamais encontraria, na pobre linguagem humana, meios de ser descrito.</p><p style="text-align: justify;">Em meio a tanta alegria, entretanto, uma tristeza tisnava o meu coração, e assim ficou comigo, desde o dia do suplício medonho dos meus, até cento e cinqüenta anos depois, quando me redimi, ante a própria consciência, pedindo prova redentora e novo martírio, em condições semelhantes, mais uma vez jungida à carne, no século quarto da Era Cristã. Que tristeza seria esta? Minha dúvida, aquele átimo de tão mal-fadada dúvida, por que não me perdoei, a não ser quando tornei sobre os próprios passos e repeti o mesmo testemunho de fé, um século e meio mais tarde. A dúvida que representava, implicitamente, para mim, ingratidão e desserviço à causa de Deus, e pelo que, condenada inapelavelmente, no tribunal de minha própria consciência, sentenciei-me a novo martírio espetacular, para que provasse, a mim mesma, estar à altura da fé e da bondade de Deus, que me agraciara o espírito limitado, sob a bendita alcunha que muitos ostentam hoje, lamentavelmente, de modo leviano e despreocupado: “cristã”.</p><p style="text-align: justify;">Nesta era de tantas facilidades, nesta época em que tudo é tão leve e simples para os seguidores de Jesus (de um modo geral) e mesmo para seus mais novos discípulos, os espíritas kardecistas (*7), muita lamentação improdutiva e infantil sobe aos Planos Superiores de Vida, provocada por contrariedades de somenos importância, nos testemunhos e desafios que são, em verdade, exercícios indispensáveis ao desenvolvimento da fé.</p><p style="text-align: justify;">Por isto, belo bem dos que me lêem, para que não desperdicem preciosas oportunidades de crescimento, realização e mesmo de felicidade, declaro – aqui representando meus condiscípulos no martírio dos tempos idos do cristianismo primevo &#8211; em função dos flagelos, inimagináveis para hoje, que padecemos, em eras prístinas, para que, atualmente, nossos irmãos encarnados companheiros do ideal cristão sofressem tão menos, conclamamos-lhes os corações, com todo amor que podemos sentir:</p><p style="text-align: justify;">Sintamo-nos honrados, amigos, quando nos sentirmos perseguidos ou caluniados, atacados ou desprezados, por trazermos, na fronte e no peito, as insígnias sagradas da fé verdadeira (porque vivida em amor ao próximo e serviço à causa espiritual) a Nosso Senhor Jesus Cristo. Que nos empenhemos, diuturnamente, com toda disposição ao sacrifício e até mesmo à renúncia da felicidade pessoal, se necessário for, para que a Causa Maior do Cristo não pereça ou sofra qualquer prejuízo. Que arrostemos todas as dificuldades, superemos toda adversidade e transponhamos todos os obstáculos, rumo às metas que nos apontam a consciência e o coração inflamado pelo ideal!&#8230; Que jamais vacilemos na fidelidade aos compromissos assumidos com Deus e os que O representam, de elevadas esferas espirituais! E tenhamos a certeza: toda dor é insignificantemente e pálida, ante a Luz imarcescível e infinita do Amor Divino, que nos aguarda, de todo o sempre, para todo o sempre, na eternidade sem fim&#8230;</p><p style="text-align: justify;">(Texto recebido em 10 de abril de 2005.)</p><p style="text-align: justify;"><em><br /> (*1) Eugênia faz alusão ao nosso calendário gregoriano-cristão, portanto referindo-se especificamente ao período 210-220 de nossa Era Cristã.</em></p><p style="text-align: justify;"><em>(*2) A mentora espiritual faz referência ao fato de que soberanos, como quaisquer outras autoridades, ocupam seus postos com chancela divina.</em></p><p style="text-align: justify;"><em>(*3) Marco Aurélio Antonino Bassiano.</em></p><p style="text-align: justify;"><em>(*4) Posteriormente, revelou-me Eugênia tratar-se esta sua filha do passado o respeitabilíssimo espírito de Celina, emissária direta da Mãe de Jesus. Por aqueles dias, verdadeira plêiade de almas nobres estava jungida a corpos físicos, em trabalhos missionários de substancial relevância, na consolidação do cristianismo nascente.</em></p><p style="text-align: justify;"><em>(*5) Termo utilizado, nos primeiros tempos do cristianismo, para designar as almas dos justos, componentes da Espiritualidade Superior, sem nenhuma correlação com o processo de “canonização”, hoje levado a efeito pela cúpula católica.</em></p><p style="text-align: justify;"><em>(*6) Eugênia faz uso da terminologia clássica espírita, em que “alma” significa: o espírito quando reencarnado.</em></p><p style="text-align: justify;"><em>(*7) A redundância foi proposital, já que a confusão entre “espíritismo-cristão” (já também um pleonasmo) com as correntes mediunísticas não-kardecistas tem se expandido no vocabulário popular.</em></p><p style="text-align: justify;"><em>(Notas do Médium)</em></p><p class="MsoNormal"><em> </em></p><div class="sexy-bookmarks sexy-bookmarks-expand sexy-bookmarks-bg-sexy"><ul class="socials"><li class="sexy-orkut"> <a href="http://promote.orkut.com/preview?nt=orkut.com&amp;tt=+Mart%C3%ADrio+em+Roma.&amp;du=http://www.saltoquantico.com.br/2005/04/04/martirio-em-roma/&amp;cn=%0D%0A%0D%0ABenjamin%20Teixeira%0D%0Apelo%20esp%C3%ADrito%20Eug%C3%AAnia.%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0AEst%C3%A1vamos%20pr%C3%B3ximos%20de%20completar%20duzentos%20anos%20de%20hist%C3%B3ria%20crist%C3%A3.%20Na%20segunda%20d%C3%A9cada%20do%20terceiro%20s%C3%A9culo%20deste%20calend%C3%A1rio%20%28%2A1%29%2C%20est%C3%A1vamos%20principiando%20o%20fim%20do%20mandato%20divino%20%28%2A2%29%20do%20Imperador%20que%20se%20fez%20c%C3%A9lebre%20sob%20a%20alcunha%20%E2%80%9CCarac" rel="nofollow" class="external" title="Promote this on Orkut">Promote this on Orkut</a></li><li class="sexy-twitter"> <a href="http://twitter.com/home?status=+Mart%C3%ADrio+em+Roma.+-+http://tr.im/CLkU+(via+@saltoquantico)" rel="nofollow" class="external" title="Tweet This!">Tweet This!</a></li><li class="sexy-facebook"> <a href="http://www.facebook.com/share.php?u=http://www.saltoquantico.com.br/2005/04/04/martirio-em-roma/&amp;t=+Mart%C3%ADrio+em+Roma." rel="nofollow" class="external" title="Share this on Facebook">Share this on Facebook</a></li><li class="sexy-myspace"> <a href="http://www.myspace.com/Modules/PostTo/Pages/?u=http://www.saltoquantico.com.br/2005/04/04/martirio-em-roma/&amp;t=+Mart%C3%ADrio+em+Roma." rel="nofollow" class="external" title="Post this to MySpace">Post this to MySpace</a></li><li class="sexy-delicious"> <a href="http://del.icio.us/post?url=http://www.saltoquantico.com.br/2005/04/04/martirio-em-roma/&amp;title=+Mart%C3%ADrio+em+Roma." rel="nofollow" class="external" title="Share this on del.icio.us">Share this on del.icio.us</a></li><li class="sexy-mail"> <a href="mailto:?subject=%22%20Mart%C3%ADrio%20em%20Roma.%22&amp;body=I%20thought%20this%20article%20might%20interest%20you.%0A%0A%22%0D%0A%0D%0ABenjamin%20Teixeira%0D%0Apelo%20esp%C3%ADrito%20Eug%C3%AAnia.%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0A%0D%0AEst%C3%A1vamos%20pr%C3%B3ximos%20de%20completar%20duzentos%20anos%20de%20hist%C3%B3ria%20crist%C3%A3.%20Na%20segunda%20d%C3%A9cada%20do%20terceiro%20s%C3%A9culo%20deste%20calend%C3%A1rio%20%28%2A1%29%2C%20est%C3%A1vamos%20principiando%20o%20fim%20do%20mandato%20divino%20%28%2A2%29%20do%20Imperador%20que%20se%20fez%20c%C3%A9lebre%20sob%20a%20alcunha%20%E2%80%9CCarac%22%0A%0AYou%20can%20read%20the%20full%20article%20here%3A%20http://www.saltoquantico.com.br/2005/04/04/martirio-em-roma/" rel="nofollow" class="external" title="Email this to a friend?">Email this to a friend?</a></li><li class="sexy-comfeed"> <a href="http://www.saltoquantico.com.br/2005/04/04/martirio-em-roma/feed" rel="nofollow" class="external" title="Subscribe to the comments for this post?">Subscribe to the comments for this post?</a></li></ul><div style="clear:both;"></div></div>]]></content:encoded> <wfw:commentRss>http://www.saltoquantico.com.br/2005/04/04/martirio-em-roma/feed/</wfw:commentRss> <slash:comments>0</slash:comments> </item> </channel> </rss>