Na Sala de Aula com a Grande Mestra da Grécia Antiga.

(Capítulo 8 de “O Instituto Voltaire”.)


Benjamin Teixeira
pelo espírito
Gustavo Henrique.

Gerard decidiu, naquela noite, reunir-se às amigas Jannete Gordon e Joan Harrison, Leonard e mais uma quarta figura, a irmã Teresinha Louis, devota e circunspecta matrona de meia idade, extremamente afinada com as outras duas educadoras. Os cinco, funcionando, sinergicamente, como uma só alma, adentraram o salão privado para reuniões com o Plano Sublime, onde havia instalada uma câmara para manifestação tridimensional de imagens à distância. Para darmos uma idéia, em linguagem moderna, deste sistema avançado de comunicação, assemelhar-se-ia a um televisor de tela plana, para projeção em três dimensões e altíssima definição, no tamanho exato de toda uma parede da pequena sala, que poderia, assim, virtualmente, dependendo da cena projetada, duplicar de tamanho ou muito mais que isto.

O dirigente do Voltaire vinha de braços dados às duas norte-americanas desencarnadas, carinhosamente, como se conduzisse duas filhas muito amadas, que não tinham pudores também em revelar seu afeto puro, com as duas mãozinhas apoiando cada braço ofertado pelo professor, com sorriso franco e muita ternura. Já Teresinha Louis, mais reservada em tais arroubos afetivos, bem típico a uma ex-freira de origem francesa, seguia dois passos atrás, com Leonard, igualmente apoiando-se no braço do lingüista, mas numa postura bem mais reservada, acompanhada, nisso, pelo solene Leonard.

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Uma Explosão de Luz, no Meio do Bosque…

(Capítulo 2 do romance mediúnico “O Instituto Voltaire”.)


Benjamin Teixeira
pelo espírito
Gustavo Henrique.

O bosque em torno do Voltaire apresentava estranhas virações… Um frio horripilante pervagava a atmosfera, naquela noite de inverno. Embora, no plano físico, naquela região próxima à linha do Equador, a temperatura não descesse de 20°C, na dimensão extrafísica, parecia ostentar um frio de 5°C negativos, oscilando para menos. A noite, de fraco luar, deixava o ambiente menos tenebroso, mas só para suscitar ainda maior temor, naqueles que divisassem silhuetas indistinguíveis, em meio à penumbra…

Uivos estranhos, lamentos entrecortados de soluços abafados, gemidos e choros sustidos singravam os ares… Era perceptível que o bosque (que também continha pântano entre o arvoredo e matagais de baixa altura, em magotes espalhados pela área, entre zonas descampadas) estava apinhado de gente… e de gente que sofria… muito…

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Martírio em Roma.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.


Estávamos próximos de completar duzentos anos de história cristã. Na segunda década do terceiro século deste calendário (*1), estávamos principiando o fim do mandato divino (*2) do Imperador que se fez célebre sob a alcunha “Caracala” (*3), e sofrimentos inomináveis se faziam ainda disseminar (embora menores, em relação aos dois séculos anteriores), na perseguição sistemática aos seguidores do Cordeiro de Deus.

Naquela tarde inesquecível, eu e meus cinco filhos, acompanhados do esposo amantíssimo, fomos aprisionados em pleno culto cristão, juntamente a inúmeros outros companheiros de credo, ainda realizado nas famigeradas catacumbas romanas.
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