Entre a Besta e o Anjo.

(Dicas para Ativar a Supraconsciência)

Benjamin Teixeira
pelo
Espírito Eugênia.

Queres ativar a “casa das noções superiores do Espírito”? Ou, n’outras palavras, planejas adejar para o campo complexo, sofisticado e subido da supraconsciência? Existem diversas técnicas, que podem ser aplicadas como disciplinas. Nenhuma delas, isoladamente, é bastante, mas, afora o quesito fundamental das intenções nobres de serviço fraterno, de prestar utilidade ao bem comum, dos propósitos benevolentes de oferecer o melhor de si a pessoas e comunidades, ocupando o próprio tempo em atividades que sejam concernentes a tais funções nobilitantes d’alma, seguem-se, então, algumas dicas, para ativar as regiões mais novas – e por isso mais complexificadas do neocórtex cerebral, último apêndice evolucional do arcabouço neurofisiológico humano:

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A Potência Fundamental.

Benjamin Teixeira
pelo
Espírito Eugênia.

Faze agora, amigo(a) querido(a), de tua existência, uma permanente Escola de Amor, e todos os teus problemas, gradualmente, tomarão a rota de solução, de modos inesperados e surpreendentes, não só porque o Universo, em suas bases constitutivas, é tecido em fundamentos de imprevisibilidade, mas, outrossim, porque as matrizes de interpretação de tuas questões, bem como as geratrizes de resoluções para as problemáticas, em teus caminhos e no interior de tua própria psique, serão revolucionadas, de modo tão extraordinário, que, por ora, podemos garantir que se configurarão em arranjos situacionais e, principalmente, íntimos (de estados de espírito) de todo inconcebíveis para tuas percepções no presente, tal qual a criança, em seus dramas de medo e ansiedade, merece a gargalhada desdenhosa do adolescente em que se tornará, o sorriso sem graça de saudosismo e inveja do adulto maduro em que se converterá, bem como, por fim, o riso plácido e indulgente, empático e solidário, do ancião(ã) sábio(a) em que se transfundirá, seja na existência atual ou em ocasiões porvindouras, dentro ou fora de implementos biológicos de manifestação.

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A Cruz Secreta e Colossal.

(Eugênia se dirige, enternecida e tocante, a uma de suas filhas encarnadas.)

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Alma boa e terna, por que pensas que te permitimos passar por tamanho martírio? Porque sabíamos que tua dor seria revertida em alegria imensa para muitos. Aliás, sempre soubeste, por forte intuição, que pediste isso antes de reencarnar: que tua imensa cruz fosse instalada por dentro de teu coração, para que teus amigos não a vissem e pudessem ser felizes, no estímulo que darias à felicidade de todos, sagrando por dentro, secretamente. Continue lendo

Os Três Paradigmas da Escola Salto Quântico de Pensamento Espiritual.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Nossa Escola tem três grandes filtros principiológico-deontológicos, ou, se preferirem dizer, três paradigmas filosóficos ou três crivos conceituais:

1) Jesus e Sua Doutrina eterna de Amor e perdão, justiça e devotamento ao bem comum;

2) Kardec, com sua estrutura de abordagem científica do fenômeno mediúnico e paranormal;

3) Jung e os desdobramentos ulteriores da psicologia profunda, na condução dos processos de integração e transcendência da psique, na relação com ela mesma. Continue lendo

Vitória-Régia.

(A Flor que Brota da Podridão.)

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

É provável que você imagine que todas as realizações de sua vida foram por água abaixo.

Você chegou aos 30 anos e não logrou concretizar o que tinha certeza estaria plenamente efetivado, bem antes desta faixa etária.

Atingiu os 40 de idade, e, então, a convicção na própria derrota atingiu um nível ainda mais alto de certeza: sua existência se converteu, a seus olhos enevoados de pranto e desânimo, em rotundo fracasso. Continue lendo

O Humor, na Visão do Plano Sublime.

por Benjamin Teixeira.

29 de julho, primeiras horas do dia. Conversando agora com Eugênia, pediu-me a prezada e preclara mestra desencarnada que me dedicasse a redigir “breve” relato público (já tendo ela me traçado outra atividade para a madrugada – os amigos que me têm reclamado da extensão das mensagens neste site, por encontrarem dificuldade em acompanhá-las todas, a contento, agradecerão… risos), sobre o dia de hoje, como efeméride de nossa Instituição. Há exatos 7 anos, às 6h30 daquele domingo de 2001, nosso programa de TV foi ao ar, em cadeia nacional de TV, pela TVE-Rede Brasil.

7 anos! Como se fosse ontem!… Paradoxalmente, parece-me, outrossim, que ocorreu em outro século… em outra era, tantas foram as lições auferidas, neste riquíssimo setênio de importantes realizações, sejam íntimas, sejam externas. Naquele período, precisamente, também nas primeiras horas da manhã, fiz um transe. Uma voz masculina imponente, exalando sabedoria, revelou-me que aguardasse um tempo, contado em meses, próximo a um ano, a partir daquela data, pelo desencarne de Chico Xavier. De fato, em 11 meses cravados (30.06.2002), 1 mês antes do primeiro aniversário de emissão em rede nacional de TV do programa, o grande missionário do Cristianismo Espírita desligou-se do plano físico de vida. Como sempre, a grande tessitura de planejamentos do Domínio Excelso de Vida, que, em nome de Deus, não permite nada ocorra por acaso. Continue lendo

Jardineiros da Própria Alma.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Eugênia.

Há múltiplas possibilidades para um futuro feliz, e todas elas devem ser cogitadas, antes de se fazer a escolha pelos melhores caminhos. Obviamente, não podemos propor um universo de opções lineares, mas existe sempre a necessidade de alguma renúncia, a fim de que haja coerência, dentro das alternativas por que se decidiu.

Não pense que Deus lhe pede abdique de sua felicidade, mas sim, justamente ao contrário, que a encontre plenamente, pelo único meio que há: equilíbrio, ainda que dinâmico; disciplina, ainda que flexível; ordem, ainda que complexa. Outrossim, não se frustre pelas más escolhas de ontem. Você pode ressarcir-se por elas hoje, compensando-se naquilo em que ficou a lacuna. Se entrar no ciclo vicioso da culpa, tenderá a não sair dele nunca, criando situações progressivamente vexatórias e complicadas, enredadas em ciclos viciosos de problema e lamentação. Continue lendo

As Duas Potências da Alma.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Temístocles.

O ego fica magoado, guarda ressentimentos, tem medo e deseja controlar, julga e condena terceiros, apega-se a posses, pretende influenciar e submeter pessoas, quer ter poder para benefício próprio, ignora os interesses dos outros, para pensar exclusivamente nos seus. É ciumento, invejoso, raivoso, vingativo, conspira contra o bem, dissemina a malícia, age de modo perverso quando contrariado, põe-se como vítima, para pressionar circunstâncias e pessoas a seu favor. Não respeita nada nem ninguém. É arrogante, petulante e autoritário, calculista, macabro, angustiado, aterrorizado com tudo e com todos. Pérfido quando necessário, não titubeia ante a necessidade de mentir, roubar e, em situações extremas, até matar, se os seus valores ou interesses pessoais estiverem ameaçados. Não ama, só deseja e pretende possuir quantos lhe sejam foco de paixão. Não serve intencionalmente, mas sempre tenta tudo fazer, no sentido de colocar, quanto possa, o mundo a seu próprio serviço.

O Espírito, por sua vez, é amável e modesto, disposto ao serviço do bem, sem intenções embutidas de ganho pessoal; é generoso, doa prodigamente do que possui e dá de si mesmo, fartamente, aos irmãos em humanidade, com satisfação profunda em distribuir as bênçãos que porta consigo. É cheio de fé, de boa vontade, de alegria, de confiança no valor do próximo, de certeza na vitória do bem. Continue lendo

Mãe Nega.

Benjamin Teixeira
pelo espírito
Gustavo Henrique.

Zé Peneira já estava desencarnado há 30 dias, no sertão bravo de Sergipe… pervagando numa região do plano espiritual que ele não conseguia identificar como tal (supondo-se ainda encarnado), em tudo idêntica à caatinga a que estava acostumado. Sede, fome, cansaço extremo. O sol escaldante… De repente, no meio do nada, percebeu uma casinha de barro batido e telhado de palha, d’onde fumegava fragrância apetitosa.

– Nossa! É jabá! Que fome! Vou ver se me dão um prato de comida… – falou alto, com seus botões.

Aproximou-se do casebre humílimo de “sopapo” (*1) e, falando tímido, em tom baixo de voz, disse, pela janela aberta, depois de bater duas palmas:

– Ô, de casa? – repetindo mais duas vezes.

Um silêncio profundo foi a resposta inicial. Mas Zé Peneira começou a sentir uma paz estranha… foi ficando sereno… e, então, como se lhe aparecesse instantaneamente, viu uma figura de negra gorda, muito simpática, de talvez 60 ou 65 anos, que, num enorme sorriso acolhedor, quase comovente, para o coração carente e triste de Zé Peneira, disse:

– Oi, “fio”! tudo bom? ‘Cê “qué” alguma coisa de Mãe Nega? Continue lendo