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Benjamin Teixeira
Parabenizo a celebração da amizade, em função de, somente com sua existência, poder haver irmandade, romantismo e até mesmo camaradagem, em algum nível de legitimidade.
Se não há amizade, nunca poderá haver amor verdadeiro. Poderá até acontecer a projeção de ideais sublimes, estabelecerem-se compromissos santificantes, como a paternidade e a maternidade, mas nunca haverá, na mais profunda essência da palavra, uma expressão genuína de amor, que implica cumplicidade, afinidade, paridade de ideais, valores e sentimentos.
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(…) Conforme relatórios referentes às atividades mediúnicas de (…), que diariamente me são transmitidos, ela não deve se incomodar com postulações religiosas diversas das que lhe caracterizam a fé espiritual, ainda que tais crenças, hábitos e dogmas partam de entidades que, num primeiro exame, pareçam-lhe “superiores”. Digo-o, em vista de, pela manhã, em suas preces habituais, haver-se sentido inferiorizada e insuficiente na prática religiosa, ante as freiras desencarnadas que se lhe afiguravam peritas em técnicas devocionais. Suspenda, de todo, esta impressão tola e se dê por feliz em se perceber livre das castrações ominosas do dogmatismo ortodoxo, podendo, assim, viver (muito melhor e mais facilmente) a genuína espiritualidade.
Benjamin Teixeira
A cara companheira (…) precisa compreender que a mediunidade pode ser exercitada inspirativamente, com prestação de grandes serviços e realizações ao bem comum, além de merecimento ‘inda maior que o louvor espiritual que lhe traria o exercício da mediunidade ostensiva. Respondo-lhe à seqüência de perguntas que me desfechou, neste particular, hoje pela manhã, em considerando o desejo de servir, mais larga e apropriadamente, nossa Esfera de Ação. Que se tranqüilize: a oração, por pedir a inspiração – e o estado receptivo que se lhe segue, antes do início de cada atividade no bem –, é tudo que se lhe cobra.
Lidiane.
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Minha próxima consideração segue-se para nossa prezada (…), que se sente presa de gênios do mal, a lhe atrapalharem a concatenação dos raciocínios. Diga-lhe que se equivoca na interpretação do que sente, e que o embaralhamento das idéias é efeito das sucessivas, paralelas e díspares solicitações que padece, nesse período de maior quantidade de compromissos profissionais e espirituais, constituindo-lhe, assim, merecimento adicional o estar serena, em meio à borrasca. Que, todavia, contemple o Sol radiante, sobre os nimbos plúmbeos do instante difícil que passa, pela força do pensamento, e recordará que este “Sol”, Maria, nutre-nos as almas, com inspiração e força a seguir.
Brígida.
(Trechos de mensagens recebidas por Benjamin Teixeira, durante o culto do Evangelho diário em sua casa, no dia 6 de julho de 2007. Revisão de Delano Mothé.)
(*) A moça, dotada de relativa sensibilidade mediúnica, achou tocante este detalhe da missiva intermundos, pois que sentira, enquanto eu psicografava sua mensagem, que alguém a beijava na cabeça.
(A proteção de Maria Santíssima, para que o pior não aconteça ao planeta; necessidade da caridade; flexibilidade em práticas disciplinares; transdisciplinaridade; perda de entes queridos e fatalidade da “hora da morte”.)
Benjamin Teixeira
(…) Posso garantir que, bem mais do que supõem, são vocês amados por grandes amigos do Plano Sublime. Maria, em particular, nossa Grande e Majestosa Mãe, sofre muito pelos corações da Terra, emanando poderosos jatos de Luz sobre o orbe, com isto salvando-o do abismo, mantendo-o à borda do precipício, com a força de Seu Augusto Amor, pois que, não fora isto, o planeta já se teria consumido no fogo abrasador da Guerra Nuclear, tão sobejamente previsto por antigas profecias.
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É necessário, ainda e sempre, a prática da caridade irrestrita, do amor sem se fazer distinção de pessoas, seja de classe social, de nível de cultura ou mesmo – maior desafio para os que se afinam com a busca espiritual – de padrão de caráter, de valores ou sentimentos.
(A bomba de Hiroshima e a dor necessária; ruptura de paradigmas, para fomento da criatividade e da intuição; a profilática da prece sistemática.) Benjamin Teixeira No dia 6 de agosto de 1945, eclodiu a primeira bomba atômica, a de Hiroshima. Devastação e morte, como d’antes nunca se vira. Seqüelas gravíssimas, em queimaduras hediondas ou em degradação celular, no correr de décadas sucessivas, em decorrência do poderoso e arrasador efeito radioativo (*). E, no entanto, graças à energia atômica, a civilização humana na Terra possui, hoje, uma das mais eficazes e atualmente viáveis alternativas tecnológicas para a produção de energia “verde”. Graças a tal invento medonho, foi possível também, por exemplo, desenvolver-se uma série de técnicas avançadas de terapêutica clínica, como as de ordem oncológica. Tudo isto digo, prezada filha, em função da pergunta que me fez, na manhã desta última segunda-feira: “Para que tudo isto? Que utilidade pode ter tanta dor sem remissão?”
Benjamin Teixeira
Diga à minha cara (…) que estou muito feliz que haja recomeçado, hoje pela manhã, certas disciplinas de organização doméstica extremamente importantes, para a sua paz e equilíbrio íntimos, em função do quanto se cobrava no sentido de manter a administração saudável da operacionalidade no lar.
Benjamin Teixeira
Jesus nos abençoe. Feliz, minha filha, por sua estada aqui, mais uma vez. Entre nós, seu avozinho (…), amoroso e zeloso, pede se lhe diga preocupado com você, por seus últimos pensamentos de auto-reprimenda, julgando-se inapta a aceder às proposições que lhe são feitas pelos Amigos Espirituais. Comenta que, na última reflexão noturna, em particular, esteve às voltas com suas idéias de ser lenta, de estar aquém do mandato de responsabilidades que lhe foram confiadas, de ser indigna, de não se acreditar à altura, de estar abusando da misericórdia de seus Maiores. Diz ele que isto é que constitui, de fato, um problema, e que você deve, embora exercitando a humildade, recordar-se de que a auto-estima e a autoconfiança são fatores imprescindíveis à realização do melhor, sem o que os serviços de Deus jazerão embotados ou severamente comprometidos.
Benjamin Teixeira
Abra-me, por favor, a questão 649 de “O Livro dos Espíritos”.
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