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(Correspondência do Padre Rafael – 25.) Benjamin Teixeira Fernando era componente da paróquia do Pe. Rafael, há muitos anos. Casado com mulher que trazia uma filha de outro consórcio, recebeu, desde o início de seu matrimônio, orientação da esposa para jamais interferir em quesitos de educação da menina, mantida sempre à distância de qualquer contato mais direto com a sua influência. A moça, porém, amadureceu, tornou-se atraente, e o padrasto passou a padecer o tormento da atração sexual pela adolescente quase adulta. Quando a jovem completou vinte anos, Fernando resolveu abrir-se com ela e com a mãe, sua esposa… Pesadelo doméstico, naturalmente. (A Correspondência do Padre Rafael – 24.) Benjamin Teixeira
“Caldomário: (Correspondência do Padre Rafael – 23.) Benjamin Teixeira Padre Rafael precisou repreender um elemento do grupo, por tornar este a assunto extremamente desgastante, que houvera sido motivo, inclusive, de afastamento de pessoas da paróquia, dois anos antes. O destinatário de sua epístola eletrônica costumava andar, freqüente e intimamente, com a autora intelectual da perlenga, no período da turbulência que culminou com o desligamento de alguns paroquianos. Após enviar-lhe o texto de repúdio pelo retorno à questão já resolvida, o sacerdote católico ficou sabendo, da parte do próprio interlocutor, à distância (bem como por meio de sua consorte, que participara de tudo), que não fora este, à época do entrevero, inteirado da maledicência em curso. Rafael julgou interessantíssimo o episódio, sobremaneira pelo fato de Felícia, o Anjo Bom que o inspirava, haver-lhe sugerido que digitasse o e-mail, sem ditar-lho propriamente à acústica mediúnica, como normalmente o fazia, em episódios semelhantes. Continue lendo (Correspondência do Padre Rafael – 22.) Benjamin Teixeira Triste, ao perceber o perigo da postura fria e distante de um discípulo cheio de melindres – que se julgava injustiçado quando justamente repreendido –, mas sem poder intervir, porque chegada a hora do livre-arbítrio pessoal do pupilo, Padre Rafael recebeu, do subido anjo que o inspira mais diretamente e lhe notou a tristeza, a fala que lhe ecoava à acústica mental, dúlcida e ternamente, com o infinito amor que Santa Felícia exalava, em suas comunicações diretas com o sacerdote abnegado: “Querido Amigo: Jesus nos disse que não veio trazer a paz à Terra, mas a espada; que poria irmãos uns contra os outros, e que, dentro de uma mesma casa, haveria divisão. Sua avaliação é judiciosa ao entender que, pela questão da sintonia com o ideal, seu querido protegido pode se colocar em perigo, se não quiser compreender a necessidade de respeito à hierarquia, à ordem na realização conjunta do Bem. Continue lendo (Correspondência do Padre Rafael – 21.) Benjamin Teixeira O sacerdote ancião leu o e-mail irônico de um anônimo que usava as palavras de Jesus para condenar sua iniciativa de ministrar, semanalmente, seminários pagos – para evitar cobrar o dízimo de seus paroquianos e, ainda assim, cobrir os custos de manutenção do programa de rádio que apresenta, há quase duas décadas, nas manhãs de domingos. Também acusava-o, a tal correspondência eletrônica, de utilizar linguagem inacessível, porque culta, fazendo referência, ainda, ao fato de ter Jesus dado graças ao Pai, por haver revelado Suas Verdades aos simples e pequeninos, escondendo-as dos sábios e prudentes. Em princípio, o padre bondoso ignoraria a provocação, mas uma Voz do Além pediu-lhe que respondesse, e o homem de Deus digitou, célere, no teclado de seu computador, a missiva que segue: Continue lendo Mãe controladora e dissimulada, funcionários sem caráter demitidos. Benjamin Teixeira O padre Rafael começou a digitar, celeremente, carta ao jovem de 20 anos, perseguido por estar muito próximo e se mostrar publicamente acompanhado de um intelectual famoso e prestigiado da sociedade, de natureza homossexual, componente da sua comunidade paroquiana. Ao fim das palavras abaixo anexadas, o maduro e atualizado sacerdote encerrou a missiva eletrônica, remetendo-a para o e-mail do jovem sob seus cuidados, que o procurava, sistematicamente, a tratar do assunto delicado para sua rotina. Lançando mão, irresponsavelmente, das ferramentas da calúnia e de cenas de escândalo, na porta da igreja (por Rafael proteger a relação de intimidade entre os dois), os detratores, não só tentando denegrir a imagem do intelectual decente, como envolvendo o nome da igreja e do Anjo Protetor da congregação (que era cultuado nas esculturas de Santa Felícia, espalhadas por toda a nave), acabaram por inflamar a parte mais severa do sacerdote estóico e corajoso: Continue lendo (Correspondência do Padre Rafael – 19.) Benjamin Teixeirapelo espírito Gustavo Henrique. Padre Rafael tomou entre as mãos, vacilantes pela fragilidade da senectude, a grande Bíblia Sagrada e, abrindo-a ao acaso, deprecou socorro ao Alto, ante o cansaço profundo de que se via vítima, ao suportar, ano sobre ano, atitudes disparatadas de auxiliares seus, muitas vezes os mais chegados. A passagem ofertada pela “sincronicidade” – por que não dizer: “Mão de Deus”? – foi aquela ínsita nas anotações de Lucas, capítulo 9, versículos 37 a 43, em que é relatada a cura de um menino epiléptico, levada a efeito por Nosso Senhor Jesus. No meio da narrativa, aparece um homem (entre a multidão que se acotovelava, em torno do Cristo), trazendo a reclamação de que os Seus discípulos não lograram realizar a cura almejada, ao que o Mestre dos Mestres respondeu (versículo 41), com um primor de severidade viril, na angústia que amiúde acomete as almas muito evoluídas para o padrão vibratório do planeta: |
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