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(Correspondência do Padre Rafael – 32) Benjamin de Aguiar Este será um capítulo diferente da “Correspondência do Padre Rafael”, exatamente porque os conteúdos de duas de suas cartas eletrônicas (estas, faladas) não serão aqui revelados, mas sim os desdobramentos ulteriores ao envio das mesmas, em massa, para os colaboradores mais próximos da Instituição. O Padre Rafael teve forte experiência mística e, no uso do bom senso, no apurado nível que os anos lhe haviam conferido – que lhe era, na verdade, uma forte expressão de humildade e lucidez, para os padrões da Terra –, resolveu perguntar a vinte dos seus mais próximos colaboradores se ele deveria fazer a descrição da Experiência a todos os trabalhadores da Casa, se a levaria ao grande público (pelo site), ou se a restringia apenas aos mais vinculados ao núcleo diretivo da organização. Os amigos foram unânimes (com exceção de uma pessoa): seria um presente para todos os cooperadores do Instituto (em concordância com a opinião do próprio Rafael, que só foi revelada após todos oferecerem seu parecer) conhecer a natureza da proteção que recebiam, e ficarem felizes com isso. Feito isso, a mensagem, gravada em áudio, foi enviada, por e-mail mesmo, logo na segunda-feira subsequente, para todos os voluntários da Instituição. No meio da semana, nova vivência mística fora do normal. O Anjo Sofia, que se comunicava com o ancião devoto, afirmou que se tratava de uma data-marco zero, e pediu que a encaminhasse a outro grupo de trabalhadores da Congregação, só que retirando uma metade deles, aproximadamente. Desta vez, o próprio Rafael selecionou o subgrupo, sem consultar os amigos-conselheiros. Para marcar o evento, a Espiritualidade Excelsa fez com que um componente da Igreja fosse salvo de um acidente aéreo, no tal dia-marco a que se tinha feito alusão.
(Correspondência do Padre Rafael – 31.) Benjamin de Aguiar, Meu Querido Amigo: Compreendi sua exposição e sei que você foi, como sempre o é, rigorosamente honesto em tudo que disse. Por outro lado, gostaria de me fazer agora um “advogado do contra”, para defender seu ponto de vista, nesta nossa interação fraterna: todos que estão próximos a mim, antes mesmo que lhes passasse cópia do que me disse, concordam com sua visão, embora sem o embasamento que você apresentou, através de levantamentos matemáticos, em termos de percentuais, mas se expressando de modo espontâneo e indireto, não só em relação ao assunto que é motivo de nosso debate, como também no que concerne a vários outros – entre os eles: que os meus alertas costumam fazer atentar para o que antes era invisível aos olhos dos demais; que o que enxergo não é partilhado pela maioria (embora aqui ou ali, obviamente, isso não me escape). Entretanto, esteja certo da sinceridade desta minha confidência, porque constitui dolorosa constatação: muito amiúde não consigo distinguir o que vejo e posso transmitir do que os outros ainda são incapazes de entender e assimilar, para me acompanhar a visão.
(Correspondência do Padre Rafael – 30.) Benjamin de Aguiar A alta cúpula da Igreja fazia vistas grossas para as “maluquices” do sacerdote ancião. Ora se dizia católico, ora só se dizia cristão – danando-se a citar Kardec e o fenômeno da mediunidade de modo inteiramente desembaraçado. Em verdade, o Padre Rafael não se queria definir com muita precisão neste particular, cônscio de que nenhuma religião conduzia ninguém a Deus, mas apenas a espiritualidade genuína, vivida em qualquer experiência mística, fosse religiosa como se entende convencionalmente, ou não. Um certo paroquiano – que Rafael sabia tratar-se de alguém que pertencia àquele colégio de almas irmãs – certa vez foi flagrado em outra paróquia, altamente tradicionalista, que não tinha condições de lhe atender às necessidades e aspirações de caráter espiritual. O padre enviou um e-mail para o jovem quase quarentão, e, pela intimidade, disse o que pensava, abertamente, embora com forte tom de bom humor, simulando ciúmes e dizendo algumas asneiras divertidas sobre o outro sacerdote, sem chegar a resvalar na difamação ou na calúnia, de molde a destacar como o “rapaz” não iria encontrar o que buscava “por aquelas plagas”.
Benjamin de Aguiar Para uma paroquiana que se lamentava, também por via eletrônica, de haver passado dos 50 janeiros de vida, notando algumas vulnerabilidades fisiológicas surgirem, em forma de enfermidades, entre outras deficiências orgânicas, decorrentes da natural passagem dos anos em interação direta com um veículo de matéria densa, disse o sacerdote septuagenário – vinte anos, portanto, mais velho no corpo físico do que a missivista –, devotado servidor da Causa cristã, que não se fez de rogado, digitando, serelepe e bem-humorado, o que imediatamente enviou à amiga-discípula:
(A importância de encontrar o ambiente certo para estar em processo constante de crescimento espiritual.)
Benjamin de Aguiar, O e-mail da jovem, em torno de trinta anos de idade, que retornava a frequentar a igreja onde Rafael ministrava suas missas, foi sucinto: “Querido Padre Rafael: Estou retornando às suas missas, agora que trabalhando ‘bemmm’ mais perto! Por onde estive, procurei me manter frequentando igrejas de outras paróquias, mas, poxa(!), é muito difícil!!!! Digo a todo mundo: ‘Eu estava fazendo especialização (na Igreja do Pe. Rafael), e não consigo voltar ao ensino médio’ (é como me sinto, quando assisto a outra missa). O pior é que fico me dizendo: ‘Tenho que ser mais humilde, tenho que ser mais humilde’, mas eu não consigo. Que Nossa Senhora me perdoe (risos). Respondeu o velhinho moderníssimo e quase espírita, seguindo com seu raciocínio evolucionista, apesar de continuar usando a batina e agindo a contragosto de alguns de seus superiores hierárquicos, dentro da Igreja Católica Romana:
(Correspondência do Padre Rafael – 27.) Benjamin Teixeira pelo O Padre Rafael jazia abatido. Pretendia desencarnar logo. Não que desejasse conscientemente ou planejasse isso, a partir de um raciocínio claro. Apenas fora tomado por sentimentos de desejo de partida do mundo físico, um ímpeto quase irresistível de “voltar para Casa”, que, em persistindo, promoveriam – como ele sabia, grande conhecedor das interações profundas do sistema corpo-mente –, por meios psicossomáticos, uma rápida deterioração de seu estado orgânico, conduzindo-o, dessarte, a alguma enfermidade fatal. Continue lendo
[O mais célebre e sábio entre os centauros (símbolo da integração completa do ser humano – seu sub-eu animal e sua consciência espiritual), Quirão, mestre do herói Aquiles.] (Correspondência do Padre Rafael – 26.) Benjamin Teixeira Cada vez mais explícito, em sua definição como espírita, e assumidíssimo como médium, diante de seus paroquianos, o padre Rafael se dirigiu a jovem colaborador da igreja sob sua responsabilidade, que lhe não respondera a um SMS de repreensão, por falta cometida em relação ao andamento da atividade que se daria à noite, na missa daquele domingo. O rapaz era um dos responsáveis pela parafernália eletrônica, nos bastidores da moderníssima missa, e, em vez de dar um retorno imediato ao velhinho simpático, tratou de correr a resolver a questão, supondo-se acertadíssimo em sua postura. Vejamos os dizeres elucidativos do ancião sábio: |
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