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Tu, que és médium, oferece teu corpo e as energias animais que ele porta, às entidades sofredoras em desvalimento, que te buscam o socorro caridoso da mente-vaso-acolhedor, para que transfundam as trevas da angústia que os tortura, numa pequena réstia de esperança, paz e alívio, para seus atrozes padecimentos. Não te impressione o cansaço do dia. Vai à tua casa espírita e realiza teu ofertório devocional, de teu corpo, de tua mente, de teu coração, de molde a que possas, então, sentir-te quite com a própria consciência, que te pede serviço solidário a teu semelhante desenfaixado da matéria. (Entrevistando Benjamin Teixeira – 03.) Equipe Salto Quântico e (Equipe Salto Quântico) – Benjamin, algumas pessoas, escutando as gravações mais recentes de suas incorporações públicas do Espírito Eugênia, estranham-se por não ouvir uma voz mais feminina, por não perceberem uma mudança mais radical de forma de se expressar, etc. Você poderia dizer alguma coisa sobre isso? (Benjamin Teixeira) – De fato, em minhas primeiras incorporações públicas da Grande Mestra desencarnada, a modificação de tônus vocal e maneirismos eram tão intensos, que os circunstantes pasmavam deveras. Durante toda a primeira década de trabalhos mediúnicos, permiti que o fenômeno acontecesse de forma pura, sem muitas interferências minhas, a não ser em casos mais graves, como quando entidades desejavam dizer impropérios aos presentes ou agredi-los. As cambiantes de manifestação eram tão dramáticas, numa mesma reunião de desobsessão, que um dos companheiros disse-me, certa vez: “Benjamin, se isso não for manifestação mediúnica, ainda que se considere provindo de seu inconsciente, você mereceria todos os prêmios possíveis, em todas as categorias, de atuação excepcional. É impossível alguém mudar tanto, de momento a outro.” Benjamin Teixeira Você, querido amigo, que pretende desenvolver faculdades mediúnicas e supõe, com isso, que teria meios de realizar-se mais espiritualmente, pense que, nem sempre, esse caminho é o melhor para se atingir a meta da excelência no autoconhecimento e do domínio do “eu animal”, em prol da transcendência de si mesmo, rumo à ativação plena do “eu divino”. Grandes tradições espirituais da Humanidade – quais o budismo e o hinduísmo, bem como a maior parte das doutrinas cristãs clássicas – chegam ao ponto de apresentá-la como forte empecilho à expansão do espírito. Buda desautorizou com clareza a busca de ampliá-la, assim como as autoridades eclesiásticas e os “teólogos” hindus fizeram o mesmo, no correr de séculos. Continue lendo pelo espírito Roberto. Quer saber o que seja a mediunidade no dia-a-dia, para aqueles indivíduos excepcionalmente dotados da faculdade de perceber além dos cinco sentidos? Como você se sentiria, se tivesse que ouvir ruídos altíssimos, o tempo inteiro, qual o barulho de britadeiras, espalhadas por toda parte? pelo espírito Lidiane. A mediunidade é uma potência do psiquismo que funciona à moda dos reguladores de funções psicológicas, equilibrando ou favorecendo a homeostase no organismo mental, à guisa dos sonhos ou dos processos de intuição, tanto quanto de atividades artísticas ou lúdicas. De acordo com o grau de profundidade de sua manifestação, entrementes, pode assumir contornos sublimes, levando o indivíduo a um nível de manifestação de si bem superior ao padrão que lhe é habitual, com o que o processamento da “individuação”, do “ser no mundo tornando-se mais o si mesmo gradativamente e de modo ajustado” é propiciado, com riqueza e praticidade. Em outras palavras – ainda fazendo uso dos conceitos e terminologia junguianos: a personalidade sensitiva pode ativar o Self, em seu contexto psíquico, no intercurso com agentes desencarnados que lhe forem superiores, em inteligência e sentimento. Continue lendo Benjamin Teixeira Há um conceito curioso, em espiritismo clássico, que, embora não adiramos propriamente à visão kardecista, ao molde convencional constituído no correr do século XX – com todo o respeito que este nobre movimento nos mereça –, vale seja reforçado: o dos médiuns em regímen de mediunato. Continue lendo Benjamin Teixeira, pelos espíritos Camarada: Para desenvolver a mediunidade, com fins de ordem coletiva, você deve, primeiramente: Escutar a voz de sua consciência. Desenvolver a inteligência, a ponto da excelência. Sentir-se apto à permanente vigilância moral de sua conduta, em todos os sentidos e departamentos de sua existência. Abrir-se a ouvir e aprender com todos e com tudo, dia a dia, pelo restante de seus dias na Terra. Não se queixar, muito menos paralisar seus esforços no bem, por remoques que se lhe façam, ainda que sejam acusações injustas às mais nobres e felizes realizações solidárias que partam de seu coração. Depois de materializado tudo isso em seus caminhos: Não atribuir nenhum mérito a si. Continue lendo Benjamin Teixeira O ministério mediúnico propele o indivíduo a descobrir, nos escaninhos da alma, tesouros, jóias ocultos, de que nem de longe, num primeiro exame, poder-se-ia aquilatar a dimensão do valor. Se fizermos o esforço de disciplinar nossos sentimentos, além dos impulsos do ego – ou seja: o padrão da inveja, do ciúme, da ganância por posses materiais, do apego a pessoas e todas as paixões relacionadas ao desânimo, à culpa e ao medo –, estar-nos-emos colocando na esfera do espírito, do padrão da consciência superior, transpessoal. Os autores encarnados norte-americanos têm proposto (semântica-nomenclatura que aqui adotamos), para simplificar didaticamente o entendimento do processo evolucional da consciência, no nível humano de cognição, um ballet místico entre duas potências antepostas, dois campos do estar na mente, do estar do espírito: ego e espírito. Vivamos, em vez da aflição, ansiedade, depressão, raiva, medo – peculiares ao ego –, a alegria, a esperança, o otimismo, a confiança, a disposição ao trabalho, a doação, até o sacrifício – que o espírito nos propõe –, porque somente experienciando este diapasão d’alma, sem nos preocuparmos com as aparências, as convenções sociais e culturais ou as conveniências pessoais, vivenciando a essência psicológica do seguir a vocação que o nosso coração (ideal) nos aponta, no convívio doméstico, no exercício profissional, nas situações prosaicas da via pública, no encontro fraterno do templo de nossa fé, fazendo, portanto, este esforço de auto-educação, seremos felizes, encarnados ou desencarnados (eis que, no plano extrafísico, continuamos com os mesmos compromissos-desafios de quando albergados num corpo de carne). Continue lendo Benjamin Teixeira Normalmente, as atividades mais eficazes, na condução do homem ao Criador, são desprezadas como funções inferiores. Deste modo, imperceptivelmente, a Providência Divina permite ocorra uma sutil seleção de caracteres, que, sendo vaidosos e artificiais, não vislumbram a grandeza dos pequenos atos. Entre eles – e que aqui nos interessa destacar –, está o trabalho do passe, também conhecido como fluidoterapia, mas que preferimos denominar de enérgio-terapia. Atividade anônima e discreta, que não favorece a projeção da personalidade, nem desperta o alarido do sensacionalismo em torno de si, é, entretanto, o ministramento do passe, um dos mais grandiosos encargos espirituais que se podem assumir na existência terrena. Muito mal compreendido, confundido com simpatias, ao gosto da superstição popular, tem fundamentos bem definidos, na transfusão de forças, tanto orgânicas quanto psicoespirituais, atingindo o cosmo integral do indivíduo humano, aqui generalizando indivíduo, sem especificar o receptor, porque o primeiro a ser beneficiado é justamente o passista e/ou médium de cura, que se faz canal das energias que são articuladas da dimensão extrafísica de existência, onde técnicos, terapeutas, médicos e paramédicos, devidamente abalizados para o mister, diagnosticam e manipulam, consciente e cientificamente, os potenciais energéticos disponíveis, como também os trazidos de inúmeras fontes, sejam da natureza, ou de esferas conscienciais superiores. Continue lendo Benjamin Teixeira Eugênia, uma jovem médium recebeu um recado espiritual, para um rapaz, filho único, que mora com os pais, sobre uma eventual morte para breve dos dois genitores. Passou a informação. Foi correto? Erradíssimo. Foi um ato de crueldade. No mínimo, deveria ter consultado alguém mais experiente, antes de passar a “notícia” adiante. Morte de entes queridos, dos principais afetos de alguém, para curto espaço de tempo! O bom senso já poderia dizer que não era correto transmitir um informe desta natureza. Se uma pessoa de bem e madura, do próprio mundo físico, no livre gozo de suas faculdades de razão e ponderação, não falaria isso, por que se imaginaria que alguém da Esfera Superior tomaria iniciativa de dizer algo do gênero? É importante esclarecer que o Plano Sublime não transmite este tipo de informação. Ainda que se considerasse a revelação verdadeira, se os bons espíritos desejassem fazer um alerta, no sentido de um maior aproveitamento do tempo, decerto abordariam a temática de modo genérico, sugerindo que se desse mais atenção aos entes queridos. O próprio Mensageiro do Além evitaria tocar no assunto. E, se falasse, seria semelhante informe uma deferência especial de confiança ao médium, a fim de que desse assistência à pessoa vítima do vaticinado desencarne da dupla, para breve, jamais para que causasse o choque da notícia previamente revelada. Assim, o fato de a entidade tomar iniciativa de antecipar um evento desses, solicitando à médium que comunicasse tal aviso ao destinatário, denuncia um evidente movimento obsessivo, que caberia à intermediária, em atitude vigilante no uso do crivo da razão, filtrar e, simplesmente, não verbalizar. Continue lendo |
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